O que é surto psicótico? (e outras questões pertinentes)

Postado por  //  13 de janeiro de 2012  //  Esquizofrenia  //  85 Comentários

Quem assiste a televisão ou quem lê jornais e revistas às vezes se depara com notícias de pessoas que agem de maneira estranha por conta de surto psicótico, mas em geral não se explica o que significa isso, o que só aumenta o estranhamento da população sobre o tema.

Para tentar sanar a dúvida de muitos, aqui vão algumas informações sobre o surto psicótico.

1. O que é surto psicótico?

Vamos analisar cada palavra separadamente. Surto quer dizer impulso, arranco, algo que surge de maneira súbita, mudando o status quo de uma situação.  Falamos por exemplo em surto de dengue quando começamos a ter, em pouco tempo, um grande aumento do número de casos da doença.

A palavra psicótico vem de psicose, termo que tem raízes históricas. O seu sentido sofreu algumas alterações ao longo do tempo. Em meados do século XIX, quando foi pela primeira vez empregada na literatura psiquiátrica, psicose servia para enfatizar as manifestações psíquicas das doenças cerebrais.  Ela já foi empregada como sinônimo de doença mental e de insanidade, também para referir-se às doenças mentais com alterações do cérebro, e hoje em dia é usada, como adjetivo, para qualificar os sintomas de delírios e alucinações.

Então, surto psicótico é quando a pessoa passa a apresentar, de maneira súbita, os sintomas de delírios e alucinações.

2. O que são delírios e alucinações?

Os delírios são juízos falsos da realidade, produzidos de maneira patológica. Em termos mais claros, os delírios indicam que a pessoa está com alterações do pensamento que a fazem acreditar em coisas que não existem. A pessoa pode crer que está sendo perseguida por outros que lhe querem fazer algum mal, prejudicá-lo e até matá-lo, sejam policiais, sejam bandidos, sejam os vizinhos, ou mesmo os familiares. Ou a pessoa pode achar que nas ruas os outros estão falando ao seu respeito, mesmo quem não o conhece, que câmeras de TV o vigiam, que os telefones estão grampeados. Pode também pensar que podem ler o seu pensamento, que a televisão lhe manda mensagens.  Pode ser um delírio de ciúme, em que a pessoa tem certeza de estar sendo traído, ou um delírio erotomaníaco, em que a pessoa pensa que é amada por outra pessoa, em geral famosa ou mais rica.

As alucinações são alterações da sensopercepção. Nós adquirimos conhecimento do que está ao nosso redor através do percebemos pelos nossos cinco sentidos, a visão, a audição, o olfato, o paladar e o tato.  Uma alteração cerebral pode fazer com que possamos perceber coisas que na verdade não existem, como ouvir vozes de pessoas conversando, sendo que não há ninguém falando. O mesmo funciona para os demais sentidos, podemos ver coisas que não estão lá, sentir cheiros e gostos desagradáveis, além de sentir toques ou beliscões que não existem. Não é que a pessoa está imaginando uma voz ou uma outra sensação, ela realmente está ouvindo, mas essa é uma produção do cérebro doente.

3. A pessoa em surto pode ficar violenta?

A resposta é sim e não.  Vai depender da reação da pessoa frente a essas alterações descritas acima.

Vejam bem, quem está pensando que está sendo ameaçado por outros, que os seus passos estão sendo vigiados, que todos falam ao seu respeito nas ruas, que pode ser morto a qualquer instante, não vai ficar impassível. Some-se a isso as vozes ameaçadoras que se ouve, como por exemplo, “você vai morrer”, ou xingamentos da pior espécie. Em primeiro lugar, a pessoa vai ter medo, muito medo (algumas pessoas acham que isso é transtorno do pânico). Daí, pessoa pode reagir ficando em casa escondido, sem sair do seu quarto por nada, ou vai  brigar para se proteger, no que passa a agredir com palavras ou até fisicamente quem ele pensa que é o seu agressor. Parece ter sido esse o caso do sujeito que causou a confuso em São Paulo no começo da semana.

Estudos mostram que os pacientes com transtorno psicótico não cometem mais atos de violência do que a população normal. A maior parte dos atos de violência nos pacientes acontece quando, além dos sintomas psicóticos, eles estão sob o efeito de alguma droga, como maconha ou cocaína.

4. Eu posso ter um surto psicótico?

O surto psicótico está presente em algumas doenças mentais, como a esquizofrenia, o transtorno psicótico breve, o transtorno bipolar, a depressão grave, a demência, entre outros. A não ser pela demência, que costuma aparecer em idade mais avançada, os outros transtorno, mesmo que geralmente comecem entre o final da adolescência e início da idade adulta,  podem acometer pessoas de todas as idades.

Quem tem parentes com doenças que cursam com transtorno psicótico tem mais risco de desenvolver também um surto do que pessoas que não têm parentes acometidos.

O uso de substâncias, como a maconha e a cocaína, ou mesmo algumas medicações, como corticoides, podem desencadear surtos. A maconha está particularmente relacionada à esquizofrenia, pois pessoas com predisposição genética que a usam na adolescência podem desenvolver essa doença.

5. Há jeito de prevenir o surto?

Mesmo que a eclosão dos delírios e alucinações se dê de maneira subida, é possível sim identificar algumas alterações que precedem o desencadear do surto psicótico.

Quem geralmente percebe isso é alguém bem próximo da pessoa, como os pais ou companheiros, que notam que ela começa a agir de maneira diferente do seu habitual, está mais irritadiça, dorme menos, às vezes manifesta preocupações com temas filosóficos ou religiosos, passa a ir mal na escola ou no trabalho. Isola-se dos amigos, perde o interesse em algumas atividades.

A própria pessoa pode não se dar conta disso, mas pode começar a perceber as coisas que antes eram triviais de uma maneira estranha. Antes de achar que está sendo perseguida ou que há um plano diabólico contra ela, a pessoa percebe significados diferentes nos gestos e nas falas das pessoa, passa a desconfiar de que algo está para acontecer, mas ainda não sabe exatamente o quê.

Esse é o momento de procurar a avaliação de um profissional, de um psiquiatra, que pode instituir o tratamento antes que o surto se apresente de sua maneira mais exuberante.

Evitar o uso de drogas também é importante para se prevenir o surto psicótico, principalmente as pessoas que têm parentes com transtornos psicóticos. O uso de maconha e cocaína deve ser desencorajado em todas os adolescentes.

6. Há tratamento para o surto psicótico?

Sim, há tratamento, e quanto mais cedo ele começar, melhor.

As medicações antipsicóticas são as principais ferramentas em seu tratamento. Há vários antipsicóticos, que podem ser classificados de acordo com o tempo em que foram fabricados. Os de primeira geração são os mais antigos e os de segunda geração, mais recentes. No entanto, não há diferença de eficácia comprovada entre os diferentes tipos, há diferenças sim de efeitos colaterais. A escolha do antipsicóticos a ser tomado vai depender do perfil do paciente e da experiência de tratamento do médico.

Em casos de transtorno afetivo bipolar, o uso de estabilizadores de humor também é recomendável para o tratamento do suto psicótico.

 

 

85 Comentários em "O que é surto psicótico? (e outras questões pertinentes)"

  1. Ana 15 de janeiro de 2012 às 19:48 ·

    Infelizmente são situações como essa e especialmente o enfoque que a mídia dá que contribuem para um estigma negativo da esquizofrenia.

  2. Anônimo 19 de fevereiro de 2012 às 12:40 ·

    Prezado Dr. Deyvis Rocha
    Aqui quem lhe envia esta mensagem é a mãe do Critiano Fagundes Berchielli Santos… Valéria/Odair… foi seu paciente no Ame – Vila Maria … voce fez acompanhamento com o medicamente Clozapina… com diagnostico de Autismo Atípico com crises psicoticas… usei este espaço para agradecer-lhe a excelencia de tratamento que realiza neste serviço… desejo-lhe muito sucesso em sua carreira profissional… Cris esta bem mais estabilizado… Gostei muito da sua postura profissional e seu respeitoa os pacientes portadores de doenças neuro-psiquiatras… e sua

    maneira de acolhimento aos pais… Reconheço os bons profissionais na área de saude mental… e sei também agradecer … sem sua ajuda Cris estaria em grande confusão mental… agradeço também a toda equipe de colaboradores do Ame..
    .Espero que continuemos amigos … agora que locazei, gostaria de receber no e-mail do Cris seus artigos … li gostei muito… é de grande valia desmistificar os Transtornos Psiquiatricos sob uma nova otica … e atualizações vivenciadas no dia a dia das relações paciente e psiquiatra…

    • Deyvis Rocha 20 de fevereiro de 2012 às 1:16 ·

      Olá, Valéria,

      Muito obrigado pelas palavras gentis. Que bom saber notícias de Cristiano e saber que ele continua bem.Por favor, diga a ele que lhe mando um forte abraço. A vocês também, Valéria e Odair, claro.

      Espero que gostem desse espaço de esclarecimento que criei.
      Voltem sempre.

  3. Anônimo 27 de fevereiro de 2012 às 18:17 ·

    Tenho sindrome do pãnico. (Tomo apenas venlafaxina 75 mg).

    Morro de medo de me transformar em psicotico ou bipolar.

    Existe esta possibilidade de meu caso se agravar para bipolar ou psicotico ? Ou são meios diferentes.

    Quer dizer, você também tem chance de virar um destes?

    Obrigado

    Kevin

    • Deyvis Rocha 27 de fevereiro de 2012 às 23:36 ·

      Olá,

      A sua pergunta é interessante e creio que muitas pessoas têm essa dúvida. Será que uma doença mental mais leve pode se transformar em doença mais grave?
      Olha, não vejo motivos para você morrer de medo de se transformar em psicótico ou bipolar. Se o seu diagnóstico está correto e você está se sentindo bem, pode ficar tranquilo.
      Acho que vou escrever um post para responder a essa sua pergunta. Então, espere mais alguns dias que eu lhe dou uma resposta completa sobre o assunto.

      Abraços,
      Deyvis

  4. Sheila Oliveira 27 de março de 2012 às 13:39 ·

    Dr. Deyvis, parece que estava lendo sobre minha vida quando li sua matéria. Espero ter sucesso no nosso tratamento! Abraços

  5. ledamarcia 29 de março de 2012 às 1:23 ·

    eu,leda,preciso de ajuda para mu filho,daiel romero com urgencia,se tenho que interna-lo,ou tratado em casa,me de um orientaçã,doutor Deyvis,por favor,agardo resposta.

  6. robert 28 de maio de 2012 às 20:55 ·

    Caro dr deyvis rocha

    Meu filho tem 15 anos e esta passando serias dificuldades a mais ou menos 4 meses pois. Esta escutando vozes e tendo vontades de matar pessoas e escuta uma voz que manda ele fazer maldades ele esta em tratamento com medicacao a quase 2 meses e ainda escuta as vozes e agora esta se machucando com lapis fazendo desenhos no corpo o psiquiatra ainda não o diagnosticou mais suspeita de esquisofrenia porem ele nunca fez mal a ninguem ele esta tomando gardenal, e outros e ainda continua tendo alucinacoes o senhor poderia nos dar um pouco de luz, pois velo dessa maneira esta sendo horrivel.

    • Deyvis Rocha 29 de maio de 2012 às 15:25 ·

      Olá,

      Se o caso for mesmo de esquizofrenia (é fundamental estabelecer bem o diagnóstico), o seu filho tem de tomar uma medicação antipsicótica. O Gardenal não é uma medicação desse tipo. Creio que seja este o motivo de ele não estar melhorando dos seus sintomas.

      Att,
      Deyvis

  7. Renata 2 de julho de 2012 às 21:58 ·

    Boa noite Dr,
    Namoro um rapaz que conheço desde os nossos 15 anos, hoje temos 40.
    Ele sempre levou uma visa normal, formou-se, era bom aluno e bom profissional, até que depois dos 30 anos ficou abalado com a doença de sua mãe (um coagulo no cérebro) e voltou a morar cidade dos pais, com os mesmo, parou de trabalhar. Sempre fez muito uso de maconha e faz até hoje. Ele também tem problemas com alcoolismo. Em 2009, aos 37 anos, ele teve seu primeiro surto psicótico, onde foi até internado. Depois tomou vários tipos de anti-pscóticos, mas nunca completando o tratamento. Ano passado ele teve dois surtos. Hoje em dia está tomando Haldol Decanoato três vezes ao mês e irá tomar dentre em breve só uma vez por mês, o que o deixa muito bem. e está controlando os sintomas da doença, mas continua fumando muita maconha. O seu médico disse que ele não pode jamais fazer uso de cocaína e ele nem faz, nem de álcool, mas sim da maconha que também possui um anti-psicótico em sua composição. Diz que ele tem esquizofrenia like. Pergunto-lhe, se ele continuar a tomar o Haldol decanoato ou semelhante, ele poderá levar uma vida normal, casar, ter filhos, e até trabalhar ao menos quatro horas por dia?
    Desde já agradecida.

    • Deyvis Rocha 2 de julho de 2012 às 23:58 ·

      Boa noite, Renata,

      Se o seu namorado estiver com os seus sintomas psicóticos sob controle, este é um grande passo para que ele possa desfrutar de uma vida normal, nos moldes que você mencionou. Pelo que você falou, o decanoato de haloperidol está mantendo os sintomas psicóticos sob controle. Nõ sei se o seu namorado tem outros sintomas semelhantes à esquizofrenia, como dificuldades de atenção, de planejamento executivo, ou os chamados sintomas negativos, como a perda de interesse, pois esses sintomas podem prejudicar o funcionamento do paciente, atrapalhando, por exemplo, no trabalho.
      Quanto à maconha, ela é muito danosa ao paciente que apresenta surto psicótico, seja esquizofrenia ou esquizofrenia-like. A maconha fumada nõ tem nenhum efeito antipsicótico, muito pelo contrário, ela provoca os sintomas psicóticos e dificulta o controle que da doença com os remédios.
      Seria prudente que o seu namorado deixasse de fumar maconha.

      À disposição,
      Deyvis Rocha

  8. Victor 24 de setembro de 2012 às 19:38 ·

    Olá doutor, por mtos anos fiz a utilização de anfetaminas e no ano passado tive um surto psicótico, qdo tive esse surto não estava tomando nenhuma anfetamina…Estou medicado com haldol, clororpromazina, fluoxetina, biperideno e mais uns tres tipos de antipsicóticos.. estou me tratando há um ano. Gostaria de saber por mais qtos anos tereii q continuar com essa medicação e tbm se existe a possibilidade de eu ter esse surto novamente em escalas de porcentagens… desde já agradeço

    • Dr. Deyvis Rocha 24 de setembro de 2012 às 23:12 ·

      Olá, Victor, obrigado pela mensagem.

      Se você só teve um surto psicótico na vida e se você está se sentindo bem, sem perturbações, você pode discutir com o seu médico qual seria o momento adequado de começar a reduzir as medicações e eventualmente interrompê-las. Recomenda-se que o tratamento de um primeiro surto, após a recuperação, seja de 1 a 2 anos. Claro que há chances de retorno dos sintomas mesmo assim. Alguns estudos mostram que até 75% dos pacientes voltam a ter os sintomas até 12 e 18 meses após a parada da medicação.
      Eu lhe sugeriria que você seguisse tomando as medicações por pelo menos 2 anos e então que você que discutisse francamente com o seu médico as opções após esse período: parar de tomar, reduzir a dose ou continuar como está o tratamento. É importante que você esteja tomando medicações que não lhe causem efeitos colaterais, pois assim não fica tão desagradável tomar remédios por tanto tempo.

      Att,
      Deyvis

  9. Victor 26 de setembro de 2012 às 19:27 ·

    Sim Doutor, obrigado pela resposta e sugestão.
    Estou tomando a dosagem mínima de cada remédio
    fluoxetina 20 mg – 1 capsula depois do almoço
    biperideno 1 mg – tomar depois do almoço
    cloridrato de Amitriptilina – 1/2 de 25mg tomar após o jantar
    cloridrato de Clorpromazina – 1/4 de 100mg – tomar antes de dormir
    Haloperidol – 1/2 de 5mg – tomar antes de dormir
    Só terei consulta com o médico em novembro,será q com estas dosagens já dá pra ter idéia de parar ?
    Esses remédios causam os seguintes efeitos colaterais: diminuição da libido,e constipação intestinal
    Ao mesmo tempo q tenho vontade de parar com o tratamento, tenho medo de voltar a ter o surto.
    Estou me sentindo bem, sem pertubações e sem delírios, estou trabalhando sigo a vida normalmente…
    E qto as anfetaminas q tomei ao longo de minha vida, pode ter feito aflorar esse surto em mim? Mesmo depois de três anos sem utilizá-las?Desde já grato pela atenção

    • Dr. Deyvis Rocha 27 de setembro de 2012 às 1:12 ·

      Olá, Victor,

      Converse com o seu médico sobre os efeitos negativos que as medicações estão lhe causando. É muito importante que os remédios que se tome tenham o mínimo de efeitos colaterais possível. Sempre digo que o nosso dever como psiquiatras é tratar uma doença SEM colocar outra no lugar (no seu caso, a diminuição da libido e a constipação intestinal). talvez ele possa mudar uma ou outra medicação que você toma para alguma com menos efeitos colaterais. Vale a pena tentar mudar.
      As anfetaminas podem ter causado uma alteração permanente em seu cérebro que só está sendo controlada por medicação. Então, há a possibilidade de você voltar a ter sintomas se não tomar os remédios.
      Enfim, se você estivesse tomando medicações que não lhe causassem efeitos colaterais, creio que você teria menos preocupações acerca de parar de tomar os remédios.

      Abs,
      Deyvis

  10. Andréia de Souza 19 de outubro de 2012 às 9:31 ·

    Dr. Dayvis Rocha:
    Bom dia!
    Depois que li algumas das respostas que o senhor direcionou às pessoas fiquei mais aliviada em relação a como pode ser a vida de uma pessoa após um surto.
    Tenho uma irmã que mora atualmente em Londres e está internada após um surto, em conversa com ela ao telefone, notei que no segundo dia de internação ela já estava sensivelmente mais equilibrada.
    A conduta do hospital de lá é que ela permanece internada por 28 dias e depois desse período pode voltar ao Brasil e continuar o tratamento aqui.
    Minha irmã sempre foi uma moça muito responsável e equilibrada, a minha pergunta é: Uma pessoa pode entrar num surto psicótico devido uma forte pressão emocional?
    A minha pergunta deve-se ao caso de que minha irmã faz parte de uma religião bem conservadora que tem preceitos bastante rígidos de comportamentos e sabemos que isso faz da minha irmã uma pessoa também muito rígida em seus atos e pensamentos.
    Obrigado até o momento.
    Andréia

    • Dr. Deyvis Rocha 19 de outubro de 2012 às 16:17 ·

      Olá, Andréia,

      Em pessoas predispostas, um estresse emocional intenso e negativo pode desencadear um surto psicótico. Quando falo em predisposição, refiro-me a fatores genéticos. Não sei se há casos de surto psicótico em sua família.
      De qualquer forma, que bom que sua irmã está sendo bem acompanhada.

      Att,
      Deyvis

  11. Ellen 9 de novembro de 2012 às 15:15 ·

    Olá Dr. Sempre fui muito ativa, trabalhava e estudava como todo joven normal. Eu tinha apenas muito sono, sendo que nos finais de semana e feriados dormia o dia todo, mas achava que era apenas cansaço. Até que em dezembro do ano passado, 2011, após a mudança de um emprego e cobrança excessiva tive um surto psicótico, achava que estavam todos na rua me observando, que estava sendo filmada, fiz várias ofensas sem sentido real ao meu marido, imaginei que meu pai havia morrido, entre outros delírios. Procurei um psiquiatra na minha cidade e ele receitou vários remédios como Aquineton, Clozasolan e Respidon, os remédios foram sendo reduzidos e agora tomo apenas o Respidon 1 mg. As alucinações pararam mas fui demitida do trabalho por baixa produtividade e estou numa depressão muito forte. Não tenho vontade de levantar da cama, não sinto vontade de me cuidar, me sinto muito indisposta e tenho muito medo do meu futuro, já que não estou me sentindo bem para trabalhar. Ando esquecendo muito as coisas, não consigo nem ir a um supermercado fazer compras sozinha porque fico perdida do que comprar, estou dependendo da ajuda dos familiares para cozinhar e cuidar das minhas coisas e meu médico me receitou o antidepressivo Amitril à noite e pela manhã e me orientou a estudar para concursos, mas ainda me sinto muito fraca. Quero trabalhar mas na última tentativa de retorno após quatro meses de licença pelo INSS não tive bons resultados, estava muito lenta de raciocínio e nervosa. Ele também me passou um ativador cerebral o Strrees Tabs para tomar e me ajudar a lembrar mais das coisas. Tomo sustos a tóa, não consigo acordar com disposição e tenho tremores principalmente nas mãos quando fico nervosa. Até quando sonho acordo nervosa e com medo de tudo. Gostaria de saber se o senhor tem alguma nova opinião referente a minha situação, principalmente da indisposição, do tremor e medo de retornar a outro trabalho e ter problemas maiores. Também gostaria de saber se a empresa da qual fui demitida é obrigada a me reintegrar, já que comecei com esses problemas após o ingresso nela. Estou me sentindo muito perdida e sem perspectiva de vida após este problema.

    • Dr. Deyvis Rocha 23 de novembro de 2012 às 22:41 ·

      Olá, Ellen,

      Antes de tudo, desculpe-me pela demora em responder ao seu email.

      Pelo que você me disse, você está com depressão. Acho que ela é responsável por toda essa sua indisposição e estado de ânimo ruim. Você precisa de medicação, no caso um antidepressivo. Pode ser o amitril, mas temos que ver qual a dose que o seu psiquiatra lhe receitou. Se foram só dois comprimidos ao dia, temo que essa dose não seja suficiente para melhorá-la da depressão.
      Enquanto você não resolver isso, fica realmente muito difícil voltar a trabalhar.

      Não sei quanto às suas questões trabalhistas, não tenho conhecimento sobre o caso. Se você morar em São Paulo, você pode procurar o escritório de Direitos Humanos do CAPS Itapeva, que orienta as pessoas que têm ou tiveram algum transtorno mental nessas questões que você abordou. O CAPS Itapeva fica na R. Carlos Comenale 32, na Bela Vista, bem próximo à estação de metrô Trianon-MASP.

      Att,
      Deyvis

  12. Jaqueline 15 de novembro de 2012 às 19:07 ·

    Meu filho tem 16 anos e a 15 dias teve um surto psicótico, estamos sem chão , primeiro porque ele desde os 8 anos faz tratamento de TDAH, toma Ritalina 10 mg e atualmente seria o Concerta 36 mg. Não consegui ficar em escola alguma devido a falta de interesse.
    Segundo porque não temos ainda nenhum diagnóstico preciso do que levou-o a surtar e a que medicamento seria necessário , pois não temos nenhum médico indicado aqui em BH- MG, tememos um outro surto e ou tentativa suicida.
    Enfim se puder nos ajudar ficarei agradecida, porque estive com o nosso médico neirologista e ele me alertou da necessidade da precisão do diagnóstico para que a medicação seja eficaz, inclusive me disse que TDAH, Sindrome de Pãnico, Depressaõ, Sindrome ( …) não consigo me lembrar o nome são muito proximos porem o tratamento é bem diferente, portanto ser necessário o diagnóstico preciso.
    Jacqueline

    • Dr. Deyvis Rocha 23 de novembro de 2012 às 22:34 ·

      Olá, Jacqueline,

      Entendo a angústia pela qual está passando, atendo muitas família vivendo o impacto de um primeiro surto psicótico em um familiar.
      Conheço um bom psiquiatra em BH. Demorei em lhe responder esta mensagem e talvez você já tenha resolvido o seu problema, porém, se ainda precisar de ajuda, é só me dizer.

      Att,
      Deyvis

  13. andreia 28 de novembro de 2012 às 7:40 ·

    bom dia dr.minha familia esta passando por uma situaçao muito complicada minha mãe esta em depressão e o medico suspeita que esta com surto.Não sabemos oque fazer ela não sai da cama e não reagem a nada fala coisas que não existe tem medos esessivos foi fazer uma resonacia na cabeça mas ainda não temos o resultado, ja faz uma semana que e2 dias que esta assim nessa situaçao não sabemos oque fazer para ajuda la. Quanto tempo um surto pode durar?

    • Dr. Deyvis Rocha 28 de novembro de 2012 às 19:20 ·

      Olá,

      Sinto muito pela situação difícil que estão passando. O surto pode durar muito tempo se não for tratado. O melhor a fazer é buscar um psiquiatra. Por acaso, o médico que está vendo a sua mãe é psiquiatra?
      Se a sua mãe não estiver respondendo ao tratamento e, pelo que você dia, parece estar até correndo risco de vida, penso que a internação pode ser uma boa saída

      Abs,
      Deyvis

  14. Maria da Glória 12 de dezembro de 2012 às 21:37 ·

    Boa noite doutor Deyvis. Gostei muito da sua matéria e tenho uma dúvida. Pode uma pessoa esquecer dos atos violentos que cometeu durante um surto? Desde já muito obrigada pela atenção.

    • Dr. Deyvis Rocha 12 de dezembro de 2012 às 21:52 ·

      Boa noite, Maria da Glória,

      Obrigado pela mensagem.

      Sim, a pessoa pode tanto esquecer como pode lembrar dos eventos e atos que ocorreram num surto psicótico, sejam eles violentos ou não.
      Pense que o surto psicótico pode ser como um sonho, só que acordado. A pessoa às vezes consegue lembrar o que sonhou, às vezes não.

      Att,
      Deyvis

  15. maria de lourdes 16 de dezembro de 2012 às 14:04 ·

    ola doutor depois de surto a pessoa consegue saber que estava delirando e depois de medicado quantos em quantos dias ela volta ao normal desde ja agradeço a resposta

    • Dr. Deyvis Rocha 16 de dezembro de 2012 às 22:28 ·

      Olá, Maria de Lourdes, como vai?

      Algumas pessoas, mesmo depois de medicadas e estabilizadas, não entendem o surto como uma doença, então podem continuar achando que tudo o que viveram foi real. Isso vai depender muito de pessoa para paessoa.
      Em geral, quando iniciamos um antipsicótico para um paciente em surto, já na primeira semana de uso da medicação podemos esperar que se volte ao normal.

      Abraços e boa semana,
      Deyvis

  16. sanderson macedo 23 de dezembro de 2012 às 18:22 ·

    Olá Doutor,sou profissional da área de saúde mental,trabalho em um Caps como técnico em enfermagem, em muitas vezes vendo pessoas em surtos os vejo em grave delírios em que referem que vão matar a pessoa quando saírem do internamento, que vai sangra-la com faca, aí vem as dúvida:pode o paciente quando após a alta manter tal desejo de homicídio,voltar calmo com o tratamento e levar uma vida social e tranquila?

    • Dr. Deyvis Rocha 23 de dezembro de 2012 às 20:17 ·

      Olá, Sanderson, obrigado pela mensagem,

      Sempre é bom repetir que os pacientes com esquizofrenia não cometem mais atos de violência do que as pessoas normais. Se realmente ocorrer algum ato violento, certamente isso se dá quando os sintomas psicóticos estão ativos, fora do surto não há esse perigo. Então eu diria a você que esse desejo de homicídio não se mantém após o surto e o paciente pode sim levar uma vida calma e tranquila.

      Abs e Feliz Natal,
      Deyvis

  17. João 24 de dezembro de 2012 às 10:07 ·

    Olá Doutor,

    Meu irmão apresentou o quadro descrito pelo senhor semana passada. Perguntava ao jardineiro onde estava a Britney Spears, procura uma moça chamada Amanda desesperadamente, tentou agredir um vizinhos e sempre oscilando para comportamento agressivo. Desde muito novo, foi diagnosticado como sendo portador de TOC, no entanto, dizia que via a sujeira “pular” nele. Acho estranho, pois isso mais parece um delírio do que propriamente um transtorno obsessivo compulsivo. Faz uma semana que está internado, e o psiquiatra diz não haver melhora no quadro. Outro agravante é que ele sempre “brincou” muito com a medicação; tomava quando achava necessário. Há alguma possibilidade de o quadro dele ser irreversível? E como conviver com uma pessoa dessa em casa? Já houve tentativa de agressões. Eu e meus pais temos muito medo.
    Abs e Feliz Natal

    • Dr. Deyvis Rocha 28 de dezembro de 2012 às 16:45 ·

      Olá,

      Se for esquizofrenia, como parece ser o caso, é preciso esperar um pouco mais de tempo para termos uma resposta adequada ao tratamento.
      Você pode entrar em contato com a Associação Brasileira de Pais, Amigos e Portadores de Esquizofrenia para compartilhar as suas dificuldades e achar soluções com pessoas que vivenciaram o mesmo problema que você: abrebrasil.org.br.

      Abs e mantenha-se firme.
      Não lhe respondi mais cedo porque estava em viagem. Sinto muito por isso.

  18. Joana 28 de dezembro de 2012 às 10:06 ·

    Doutor, tem uma moradora do meu predio que esta tendo esses surtos psicoticos. Fica na janela conversando sozinha, como se alguem estivesse la. Fica chingando a vizinha sem motivos, foi atras da sindica com uma faca e como nao a encontrou esfaqueou toda a porta dela, empurrou uma criança do predio, fica descendo ate o primeiro andar com a faca na mao, arrancou as portas dos armarios e jogou na escada entre outras, nao sabemos oq fazer com ela, pois ja chamaram ate a policia, masi como nao foi nada em flagrante nao puderam fazer nada. gostaria de saber oq podemos fazer? ja que os familiares dela largaram ela aq e nao querem saber dela, obg

    • Dr. Deyvis Rocha 28 de dezembro de 2012 às 16:49 ·

      Oi, Joana,

      Do ponto de vista clínico, não tenho muitas dúvidas de que a sua vizinha necessita de uma internação que lhe garantirá p tratamento adequado. Porém, a questão é quem vai levá-la ao hospital? Acho que deve-se continuar insistindo com o SAMU e com a polícia. Uma vez internada, a família da vizinha pode ser contatada e, quem sabe, passe a se responsabilizar pelo caso.

      Abs,
      Deyvis

  19. Stella Marques 3 de janeiro de 2013 às 9:36 ·

    Bom dia

    meu filho este internado a a 20 dias foi diagnoticado com surto psicotico
    isso por ele pensa que tem uma missão na terra – acredita que faz parte do apocalipse,ele tem 20 anos e teve uma mudança de comportamento a respeito deste assunto a + ou – 1 ano , nos agrede muito verbalmente , acha que iremos para o inferno por sermos contra estes pensamentos, acredita que tem amigos profetas.

    • Dr. Deyvis Rocha 4 de janeiro de 2013 às 17:55 ·

      Olá, Stella,

      Estimo melhoras ao seu filho. Apesar de toda essa alteração de comportamento, o uso correto da medicação vai fazer com que todos esses sintomas psicóticos desapareçam (é o que acontece na vasta maioria dos casos).

      Bom ano à sua família.
      Deyvis

  20. Caroline 4 de janeiro de 2013 às 7:36 ·

    Oi Dr, bom dia!
    Meu namorado tem 20 anos e sempre foi uma pessoa normal no ponto de vista psiquiátrico, mas durante uma semana ele começou a agir de modo estranho, falava que os minutos demoravam a passar, não dormia direito, falava sobre o fim do mundo, que tinha uma missão na terra e outras coisas. no sábado ele apresentou um surto psicótico e se jogou do segundo andar da minha casa. Depois disso, foi levado ao hospital e continuou tendo surto. Após ‘melhorar’ ele teve alta, mas no fim da tarde de domingo continuou a ter alucinações. Agora ele está a 20 dias internado em uma clínica, falo com ele por telefone e ele parece estar bem e está consciente do que aconteceu. A mãe dele falou que provavelmente ele terá alta semana que vem- segundo a médica- e que ele terá algumas restrições após a alta, pois as vezes ele ainda tem certa confusão mental e quando isso ocorre ele fala muito de guerra e morte.
    Uma semana antes do surto (antes de ele ficar estranho), colocaram LSD na bebida dele. Após pesquisar na internet vi que pode haver ligação entre a droga e o surto e que o LSD pode desencadear surtos em quem já tinha pré-disposição.
    A minha dúvida é se o LSD realmente pode ter “engatilhado” o surto, e se tem chances de ser alguma doença mental como esquizofrenia ou apenas um surto isolado.

    Agradeço desde já!

    • Dr. Deyvis Rocha 4 de janeiro de 2013 às 18:01 ·

      Olá, Caroline,

      Realmente, drogas como o LSD podem causar surtos psicóticos duradouros em pessoas predispostas geneticamente. E isso pode levar sim à esquizofrenia, mas, infelizmente, só o tempo é que vai dizer se o seu namorado teve apenas um único surto ou se virão outros mesmo sem o uso da nenhuma droga, o que nos levaria a pensar em esquizofrenia.
      É importante que todos os sintomas dele desapareçam, não se contente apenas com o fato de que ele teve uma melhora, pois se ele ainda fala muio em guerra e morte é sinal de que ainda está com sintomas psicóticos que têm de ser debelados com o uso correto dos antipsicóticos.

      À disposição,
      Deyvis

  21. Fernando Novaes 7 de janeiro de 2013 às 13:30 ·

    Olá Doutor,
    Por Favor me ajuda.

    Tenho a sensação de que as pessoas estão falando de mim me jugando, me criticando, tenho medo de que as pessoas achem que eu sou louco, não consigo me relacionar com as pessoas tenho medo, as vezes acho que estou enlouquecendo pois tenho pensamento estranhos e sempre negativos de que algo de ruim vai acontecer, não consigo raciocinar direito, tudo é muito confuso as pessoas vão me fazer algum mal, faço uso da cocaina a 6 anos e tenho depressão a 6 anos também, fui a um pisiquiatra e ele passou fluoxetina e Haloperidol junto com psicoterapia, ultimamente tenho usado muita cocaina todos os dias e sempre quando uso logo apos o uso eu sinto que vou morrer coração acelerado e que sou um drogrado que não tenho futuro na vida, que eu sou uma pessoa ruim, que so trago problemas pra familia, que sou um viadinho( sou homosexual) e tudo fica pertubado na minha cabeça parece que fico louco, agora me isolei de todo mundo ate meus familiares, passo o dia inteiro dormindo e tenho sonhos assustadores, não tenho vontade de fazer nada. Desde de ja agradeço a resposta. Bom ano a sua Familia.

    • Dr. Deyvis Rocha 8 de janeiro de 2013 às 23:19 ·

      Olá, Fernando,

      Parece-me que você está enfrentando um sério problema de ansiedade. Esses problemas começaram antes ou depois do uso da cocaína? Ou será que o uso da cocaína foi um tipo de “remédio” para poder se sentir bem no meio das outras pessoas?
      Enfim, fiquei com muitas dúvidas a partir do que você me falou, mas que bom que você já procurou um psiquiatra, ainda que eu ache que você não tenha ficado bem satisfeito com o atendimento, pois vejo que tem várias questões, várias dúvidas, que não foram devidamente esclarecidas pelo colega.

      Boa sorte e boa ano igualmente a você e à sua família,
      Deyvis

  22. Fernando Novaes 9 de janeiro de 2013 às 9:19 ·

    Dr. Deyvis Rocha,

    Isso aconteceu depois do uso da Cocaína (antes fazia o uso da maconha foi quando tudo começou) Doutor minhas dúvidas são: se eu continuar usando a cocaína posso chegar a ser esquizofrênico? e se essas sensações de que as pessoas tão falando de mim , me veem como uma pessoa ruim ou perigoso louco ou viadinho sempre as mesma sensações pode ser caracterizado como um surto psicótico pois no momento em que sinto isso perco total noção da realidade fico ” viajando ” nessa fantasia ( expressão da psicologa) que parece tão real alias tudo é real pra mim, junto a isso posso chegar a um quadro de loucura , ficar louco ou ter uma sequela que pode afetar a minha consciência? Dr, sou formado em Publicidade e tenho sensação de que não sou uma pessoa normal me sinto diferente das pessoas, tenho ideias diferentes e sempre fui muito timido. falo isso pois minha relação com as pessoas sempre aconteceu com muita timidez não fui muito de fazer amizades mais sim de manter os poucos que tenho e depois do curso vejo a necessidade de mim comunicar com as pessoas de ser amigo de todos ser como todo mundo, sociável.
    Realmente de fato o Psiquiatra não conversa, so falo o que sinto e ele passa o remédio as vezes so chego la e ele passa a receita e pronto sem dialogo, recebo esse tratamento gratuito de uma Universidade.

    Muito obrigado pela atenção,
    Aguardo respostas.
    Fernando.

    • Dr. Deyvis Rocha 10 de janeiro de 2013 às 14:33 ·

      Olá, Fernando,

      Fica um pouco complicado responder as suas perguntas sem ter conhecimento mais a fundo do que se passa com você. Não posso fazer-lhe uma consulta através do blog, apenas esclarecer algumas dúvidas. A sua dúvida, no caso, precisa de um espaço maior para ser esclarecida. Não é conveniente falar algo sem ter o total conhecimento do seu caso, corremos o risco de cometer enganos e até piorar a sua situação com alguma coisa que eu venha a lhe dizer.
      Você já foi a um psiquiatra, mas dá para ver que o tipo de consulta que você teve não foi a adequada.
      Sugiro-lhe que se abstenha da cocaína e que procure um psiquiatra com quem você possa realmente conversar e tirar as suas dúvidas.

      Att,
      Deyvis

  23. Leticia Alves 10 de janeiro de 2013 às 12:20 ·

    Boa TARDE
    meu irmão ,chegou do serviço no sábado dia 05/01/2013,e aparentemente estava bem,ele falou que ia ao shopping ,minha família e evangélica ,ele chegou em casa falando que queria aceita jesus,que partir daquele momento seria uma pessoa diferente,ate ai todos nos em casa ficamos feliz por ele,mas depois no outro dia domingo ele ja começou a chora ,a voz dele mudou ficou grosa ,batia a mão da parece e fala que deus e bom d+,começou a fala que o inimigo queria acabar com ele então minha mãe levou ele no medico , foi diagnosticado com surto psicótico
    isso por ele pensa que tem uma missão na terra – acredita que ele foi escolhido,ele conta historia de quando era crianças sobre seus mendos ,,momentos de alegria,o medico q queria tranta ele no hospital ,mas minha mãe não aceitou quis leva ele para casa,hoje esta no 3 dia ,ele esta mas calmo,gostaria de sabe como reagir ou conversar com ele para ajuda a fica bom,ele ta muito carente ,ele comprei um caderno para ele desenha pq ele gosta ele gostou muito,mas queria sabe o que fazer mas para ajuda,ja que ele parece criança ele tem 23 anos , nos agrede muito verbalmente , como ele fala sobre deus e agente acredita ele fica bem,mas vai que vai prega seu testemunho a todos uma vez so ,ele falou que nuca mas vai fica longe da minha mãe,ele fala que ama todos nos todos os dia,meu irmão antes era uma pessoa muito egoísta afastada de todos em casa,so ficava no quarto mexendo na internet ,não conversava nada ,agora ele fala muito toda hora ele que ouça ele fala.ele esta domando remédios certo todo dia,mas queria sabe como ajuda como agir com ele o que fala como posso ajuda ?

    • Dr. Deyvis Rocha 10 de janeiro de 2013 às 14:49 ·

      Olá, Leticia,

      Essa mudança de comportamento que você relatou me parece característica de uma pessoa que está com um surto psicótico. É frequente que no surto as pessoas tenham a certeza de que vieram à Terra para cumprir uma missão divina, que devem espalhar a palavra de Deus. Independentemente da religião que se segue, o fato é que o seu irmão mudou totalmente o comportamento nos últimos dias, passando a agir de uma forma que não agia antes.
      A primeira coisa que você pode fazer para ajudar o seu irmão e providenciar para ele um acompanhamento de um médico psiquiatra. O seu irmão precisa tomar remédios para se recuperar e quem vai saber quais os remédios certos e as doses adequadas é o psiquiatra.
      É muito importante também o apoio familiar nessa hora e vocês precisam deixar claro para o seu irmão que vão estar ao seu lado para ajudá-lo nesse momento conturbado. Não é hora de confrontá-lo, é hora de mostrar apoio e carinho, mas também de incentivá-lo firmemente a se tratar.

      Att,
      Deyvis

  24. Raphael Nascimento 14 de janeiro de 2013 às 14:12 ·

    Olá Dr Deyvis,
    Primeiro parabéns pelo blog.
    Gostaria de uma opinião sua: meu pai teve um quadro de surto psicótico no inicio de 2002 (com 48 anos) com delírios e aluniciações, até então ele tinha uma vida normal, apenas com alguns momentos, poucos, de expessão de violência relacionada ao uso de alcool. Ele foi medicado e respondeu rapidamente ao tratamento farmacológico mas voltou a ter surtos. Entre 2002 e 2006 apresentou uns 5 surtos porque sempre parava as medicações prescritas pelo psquiatra, todas de uso oral. Como melhorava rápido achava que não precisava mais da medicação e parava, ainda enganava a família dizendo que estava tomando. Tentamos psicoterapia mas ele não quiz. No último surto que teve, em setembro de 2006, apresentou um comportamento violento colocando em risco sua vida e de outras pessoas, assim decidimos junto com o psiquiatra iniciar medicação injetável de depósito (haldol decanotato) para haver controle do uso da medicação. Ele iniciou a dose com intervalos de 20 dias e fomos aumentanto o intervalo nestes anos até 45 dias. Nestes 6 anos ele não teve mais crise, passou por um periodo depressivo, com dificuldades cognitivas até que hoje está muito bem. Nao voltou a ser como era antes, pricipalmente no trabalho, mas realiza atividades rotineiras sem problemas. Também já faz um tempo que não vai ao psiquiatra. Ele voltou a beber há mais ou menos 3 anos, de inicio pouco, mas agora bebe todos os fins de semana, e isso me preocupa. Outra coisa é que estou questionando a continuidade do uso do haldol decanoato, pois ele já faz uso há 6 anos, inclusive a ultima vez que ele tomou foi no fim de novembro de 2012, mais de 45 dias atras. No caso do meu pai ele tem chances de não tomar mais a medicação, no caso o haldol decanoato, e não ter mais crises? Me preocupo com os efeitos colaterais da medicação a longo prazo, principamalmente por que hoje ele está com 58 anos hoje, está ficando idoso e está com diabetes.
    Obrigada

    • Dr. Deyvis Rocha 14 de janeiro de 2013 às 15:43 ·

      Olá, Raphael, obrigado pelo elogio,

      O seu pai não pode ficar sem a medicação, do contrário, mais cedo ou mais tarde, ele vai ter o que chamamos de reagudização dos sintomas psicóticos. E a cada novo surto, mais difícil vai se tornando o controle com os remédios e pode ser que o prejuízo nos aspectos cognitivos, que já existe, possa se agravar, mesmo depois que os sintomas psicóticos melhorem.

      Existem efeitos colaterais de longo prazo com o uso do decanoato de haloperidol, mas que podem ser minimizados se houver um controle adequado do seu uso agora. Se o seu pai não tem nenhum efeito na musculatura, como por exemplo, os sintomas parkinsonianos que os antipsicóticos como o haloperidol provocam, então ele tem bem menos chances de desenvolver sintomas futuros relacionados à musculatira, como a discinesia tardia.

      No mais, o controle adequado da alimentação, a realização de atividades físicas e de exames laboratoriais periódicos pode fazer com que os efeitos no longo prazo de qualquer medicação (e mesmo da velhice) sejam atenuados.

      Abraços,
      Deyvis

  25. Raphael Nascimento 14 de janeiro de 2013 às 21:36 ·

    Obrigada Dr Deyvis,

    Me esclareceu bastante. Mas e quanto ao consumo de álcool? Sei que não é recomendado o consumo para quem faz uso do decanoato de haloperidol, mas o meu pai se torna uma pessoa EXTREMAMENTE triste quado não consome nas atidades de lazer, que acontecem nos fins de semana. Ele pode consumir álcool? Quanto? Quais os riscos do consumo de alcool para quem faz uso da medicação?
    E, mesmo compreendendo agora a necessidade de não parar a medicação, quanto tempo um paciente pode fazer uso desta medicação sem pausas? O intervalo de 45 dias entre as doses, ele faz uma ampola, é seguro?
    Quanto aos sintomas parkinsonianos, veio observando sempre e, não sei se é apenas impressão minha, mas acho que ele tem movimentos involuntários sim na face e nos membros, mas são raros e também somente eu observei isso, quando indago a outra pessoa da minha família ninguém refere ter observado. De qualquer forma se estiverem presentes são raros.

    Mais uma vez obrigada.
    Abs

    • Dr. Deyvis Rocha 16 de janeiro de 2013 às 22:03 ·

      Boa noite,

      Alguns psiquiatras permitem algum consumo etílico, outros não. Falo do consumo social, não do abusivo. Depende de cada profissional. Seria melhor que seu pai esclarecesse isso com o médico dele.

      Se seu pai estiver tomando a medicação nesse intervalo há algum tempo e não estiver tendo sintomas psicóticos, então este intervalo está adequado.

      A discinesia tardia pode ter vários graus, dos mais leves aos mais graves, e afeta principalmente a musculatura da face e das extremidades. Continue observando o seu pai e se notar uma mudança no padrão ou na intensidade dos movimentos, não hesite em comunicar ao psiquiatra dele.

      Att,
      Deyvis

  26. mariana silveira 27 de janeiro de 2013 às 18:50 ·

    Dr. Deyvis
    Gostei muito do seus exclarecimentos, meu marido teve surto psicótico e está bem, o problema agora é que eu estou nervosa e com muito medo de acontecer de novo, não durmo direito, fico com muito sono no trabalho, me sinto incompetente, uma sensação de que não consigo mais resolver as questões do dia a dia, a qualquer obstáculo fico desesperada,como bater com o carro saindo da garagem, isso tem haver com a minha convivencia com meu marido durante o surto? ^Será o caso de ir ao psicólogo ou ao psiquiatra?

    • Dr. Deyvis Rocha 27 de janeiro de 2013 às 22:19 ·

      Olá, Mariana,

      Acho que agora quem está precisando de uma ajuda é você. Pode ser que o estresse que você viveu com o seu marido tenha desencadeado essa quadro ansioso ou mesmo depressivo. Você precisa cuidar de você, não se esqueça disso.
      O psiquiatra vai lhe prescrever medicações e vai lhe recomendar um atendimento psicológico, se for necessário.

      Boa semana,
      Deyvis

  27. james 31 de janeiro de 2013 às 2:32 ·

    Meu pai esta com transtorno psicologicos e ja e a 3 vez tem chanse de acontecer de novo?
    E tambem isso e ireditario q o pai dele moreu de sirose e n sabemos se ele tinha a doenca e
    o seu avo tinha surtos qs veses…..????

    • Dr. Deyvis Rocha 18 de fevereiro de 2013 às 19:20 ·

      Olá, James,

      Se o seu pai já teve transtorno em 3 outras ocasiões, é bem provável que sem medicação ele volte a ter problemas.
      Não sei exatamente o que o seu pai tem, mas há a possibilidade de que o problema dele seja sim hereditário.

      Att,
      Deyvis

  28. Sinézia 9 de fevereiro de 2013 às 23:58 ·

    O meu filho usa válvula para drena um cisto a 20 anos e nunca tomou medicação ou teve sintomas.Há 3 dias apresenta está com surto alucinações, delírios,perseguição e medo…Dr se puder me esclareça a foto de ser portador de um cisto aracnóide de fossa posterior pode esta afetando hoje ? Que medidas posso tomar além de levá-lo ao neuro que se trata.

    • Dr. Deyvis Rocha 18 de fevereiro de 2013 às 19:13 ·

      Olá, Sinézia,

      O seu filho tem uma lesão cerebral e isso já é um fator de risco para ter sintomas psicóticos.
      Você pode verse o próprio neuro que o trata pode também lhe dar medicações para esse quadro psicótico que surgiu agora. Se ele não se sentir confortável em tratar o seu filho para essas questões, certamente ele lhe irá indicar um psiquiatra para fazê-lo.

      Att,
      Deyvis

      • Sinézia 23 de fevereiro de 2013 às 2:04 ·

        Obrigado por responder,foi exatamente o que aconteceu,o neuro encaminhou ao psiquiatra.Ele está em tratamento e espero que em breve essa situação se acalme pois meu coração de mãe encontra-se muito angustiado.Parabéns pelo seu site esclarecedor,continue assim compartilhando seus conhecimentos.Deus o abençoe .Abraços fraternos.

  29. Felipe Costa 11 de fevereiro de 2013 às 11:12 ·

    Olá Dr. Muito bom o blog, gostaria de tirar umas dúvidas.

    Minha namorada tem 23 anos e no sábado passado (02/02) eu a percebi inquieta, com insônia e bastante irritadiça com sons e claridade. Na madrugada do domingo eu acredito que ela entrou em surto, passou toda a segunda feira com delírios e alucinações. Ela faz faculdade na minha cidade, longe da família, chamei a mãe ainda na segunda mas ela só pôde chegar na terça à noite. Na quarta, quinta e sexta a levamos para o CAPS da cidade onde ela foi atendida pela psiquiatra e recebeu medicação intra-muscular nesses três dias. A mãe dela a levou de volta para a cidade dela e desde então ela tem tomado o haldol em gotas, fenergan e clonazepan. Minha preocupação é que já faz mais de uma semana que ela tá assim, ela tem melhorado mas ainda tem alucinações e delírios. O haldol a faz salivar muito mantém os membros dela enrijecidos, a mãe estava pensando em ir diminuindo a dose aos poucos. Quanto tempo um surto assim pode durar? E o que eu posso efetivamente fazer pra ajudar? Algum exercício de memória, etc? Aguardo as respostas ansioso… Abraços.

    • Dr. Deyvis Rocha 11 de fevereiro de 2013 às 11:47 ·

      Olá, Felipe, obrigado por acompanhar o blog.

      Olha, o surto deve ser tratado de imediato, como foi o caso com sua namorada, o que é muito bom. Com a medicação, ele tende a desaparecer em poucos dias. Nesses casos como o de sua namorada, uma dose baixa de antipsicótico é o suficiente para melhorá-la e fazê-la voltar ao normal. O haloperidol é um antipsicótico. No entanto, é preciso que se esteja atento aos efeitos colaterais dessa medicação e, pelo que você diz, a sua namorada já os sente: salivação excessiva, rigidez nos membros, deve estar andando como um robô, não é mesmo? Quando esses efeitos colaterais aparecem, os psiquiatras geralmente diminuímos a dose do remédio ou o trocamos por um outro remédio que tenha menos potencial de causar esses problemas. Creio que os profissionais do CAPS são capacitados para proceder da melhor forma e devem estar acompanhando de perto o caso de sua namorada.
      Acho que isso o que você está fazendo já é uma grande ajuda, isto é, procurando informações sobre o problema que houve com ela.
      E siga fazendo o que acho que você tem feito desde sempre com ela, que é dar-lhe muito amor e tratá-la com carinho.

      Forte abraço e fico à disposição,
      Deyvis

      • Felipe Costa 12 de fevereiro de 2013 às 9:09 ·

        Dr., quanto tempo isso pode durar? A ideia que ela possa ficar assim pra sempre me devasta. Como saber se o surto passou? A medicação a deixa ‘robotizada’ e nunca sei como ela está de fato… Preciso de ajuda, estou desesperado, desculpe se estou enxendo sua postagem com comentários, mas é que essa situação tá acabando comigo.

        • Dr. Deyvis Rocha 13 de fevereiro de 2013 às 6:22 ·

          Olá, Felipe,

          Sei que é muito angustiante ver a sua namorada sofrendo assim, mas é importante manter a calma. Não, ela não vai ficar assim para sempre, mas é preciso dar tempo para que as medicações façam efeito. Como ela está robotizada, provavelmente a psiquiatra que a atendeu vai mudar o antipsicótico que ela está tomando. O surto passa quando a pessoa para de ter delírios e alucinações.

          Abraços,
          Deyvis

  30. Felipe Costa 11 de fevereiro de 2013 às 12:46 ·

    Muito obrigado pela resposta, Dr. Deyvis.
    É que é de fato muito angustiante pra mim vê-la nessa situação. Tenho medo que ela fique assim pra sempre, por isso tenho procurado informações em toda parte. Não tenho dormido direito enquanto cuido dela pela noite, pq ela frequentemente acorda e fica agitada, com discurso delirante. Mas muito obrigado mesmo pela resposta, é difícil aguentar tanta carga emocional assim.

  31. Vanessa 23 de fevereiro de 2013 às 9:45 ·

    Dr. Deyves, minha irmã tem 31 anos e um filho pequeno. Ela é adotiva e sabe disso. Depois da separação do marido se afastou de nós e começou a ter um comportamento estranho. Vivia sendo perseguida pelo ex-marido, falou muitas coisas dele que hoje duvido que eram verdade. Daí disse que ele era de uma seita que queria o sangue dela, e que nao podia ver o filho por 15 dias pra não poderem passar doença pra ela, começou a ter visões e ouvir vozes. Foi aí que disse para minha mãe que ela devia estar com surto. Só que quando tentamos nos aproximar dela, ela começou a dizer que minha tia era a mãe dela, que minha ma~e a tinha roubada, que faziamos rituais de sangue, que tudo que tinhamos era por causa de macumba etc…. E que estavamos ameaçando ela de morte. O que me intriga é que uma amiga dela surtou junto com ela, pois acredita nisso e uma fica alimentando as loucuras da outra, elas trabalham juntas e a amiga também é separada, agora ficam nos difamando pelo facebook, caluniando, ameaçando bater na minha mae e inventando historias sobre mim pra ver se consegue me prejudicar. O que faço? Me afasto dela, entro na justiça pra interná-la a força? Por favor tem uma semana que tudo isso aconteceu.

    • Dr. Deyvis Rocha 23 de fevereiro de 2013 às 14:43 ·

      Olá, Vanessa,

      É complicado dar opinião sobre uma pessoa que nuca vi e com quem nunca conversei. E é disso que a sua irmã precisa, de uma conversa com um profissional que possa detectar o que se passa com ela. Por isso, leve-a a um psiquiatra. Como você diz que “começou a ter um comportamento estranho”, dá-me a entender que ela está agindo de uma forma que nuca agiu antes, por isso pode ser sim que haja um transtorno mental influenciando as suas ações.
      Veja na sua cidade ou no seu bairro os locais onde há atendimentos psiquiátricos, como os CAPS, que são os Centros de Atenção Psicossocial. Nesses locais existe tratamento psiquiátrico gratuito.

      Boa sorte,
      Deyvis

  32. moisés 27 de fevereiro de 2013 às 2:22 ·

    ola, recentemente tive um surto psicotico. o psiquiatra receitou olanzapina, que foi diminuindo gradualmente,20,15,10 e agora estou tomando 5mg como manutenção. Já estou em tratamento a 3 meses, me sinto perfeito. Apesar do médico dizer que devo tomar durante um ano. Estou receoso em continuar tomando, pois existe o risco de síndrome metabolica. há risco de eu ter um outro surto, com a parada do medicamento?

  33. moisés 27 de fevereiro de 2013 às 2:47 ·

    outra questão é que durante o surto lembro que não conseguia comer,dormir,meu raciocínio estava distorcido. Eu achava que estava virando esquizofrenico. Foi uma experiência horrível, tanto para mim quanto aos meus familiares. Uma dúvida que eu tenho é se esse surto pode ser o início de esquizofrenia? tenho pavor de pensar que eu poderia ter esquizofrenia. abraços

    • Dr. Deyvis Rocha 27 de fevereiro de 2013 às 18:55 ·

      Olá, Moisés,

      Um primeiro surto psicótico não representa esquizofrenia. Você pode nunca mais vir a ter um outro surto e seguir a sua vida tranquilamente. Claro que para isso é importante manter o uso do antipsicótico pelo tempo que o seu médico recomendou, mesmo que agora já não esteja sentindo nenhuma perturbação. Na verdade, agora a olanzapina está agindo para prevenir a recaída e não mais para tratar o que não vai bem.
      É possível prevenir a síndrome metabólica com a manutenção de um estilo de vida saudável, por exemplo, a prática de exercícios e alimentação equilibrada. Além disso, exames periódicos de glicemia e lipidemia são solicitados para que se acompanhem as suas taxas de açúcar e gordura no sangue.

      Att,
      Deyvis

  34. andre luiz 1 de março de 2013 às 14:18 ·

    Olá Dr.Deyves, Muito bom o blog, gostaria de tirar umas dúvidas.se a pessoa foi diagnosticada com F 23 e surtar uma segunda vez ela e considerada ezquizofrenica ou nao ? pode ter sido erro de diagnostico.( O MEDICO NAO SABE QUE ELA SURTOU UMA SEGUNDA VEZ .foi um surto fraco ) ela toma remedio risperidona 1 mg a noite mas mesmo assim acha que esta sendo perseguida no trabalho anda com medo na rua ,nao atende a porta ,acha que as pessoas estao seguindo ela na rua , as vezes fala sozinha sabe la com quem. mesmo tomando remedio isso e normal ?

    • Dr. Deyvis Rocha 1 de março de 2013 às 15:30 ·

      Olá, André Luiz, como vai?

      Se houver um novo surto, eu diria que o diagnóstico de esquizofrenia é o mais correto.
      De qualquer forma, pelo que você me diz, essa pessoa ainda tem sintomas de doença, isto é, sente-se perseguida na rua e parece até ouvir vozes. Essa pessoa ou então os seus familiares ou amigos devem alertar o psiquiatra que a trata sobre esse seu comportamento. Creio que ele fará um ajuste de dose da medicação que ela vem tomando para que esses sintomas desapareçam.

      Bom fim de semana,
      Deyvis

  35. andre luiz 1 de março de 2013 às 16:14 ·

    obrigado,pelo conselho Dr.Deyves, é o que eu vou fazer ,segunda feira.um otimo final de semana para voçe tambem ,muito obrigada mesmo…me ajudou muitisimo..
    andre

  36. paulo 4 de março de 2013 às 13:01 ·

    Dr. Deyves.Me tire uma duvida por favor! aminesia,maos inquietas,conversa muito pouco,sem olhar no rosto da pessoa,tristeza falando que esta sendo perseguida podem ser sinais de esquizofrenia?

    • Dr. Deyvis Rocha 4 de março de 2013 às 16:30 ·

      Olá, Paulo,

      Isso o que você falou pode indicar sinais de que a pessoa está tendo delírios de perseguição e por isso ela fica mais reservada, se isola do convívio dos outros. Mas pode ser que outras coisas estejam passando pela cabeça dessa pessoa e somente uma conversa com um psiquiatra pode dar o diagnóstico correto. E, consequentemente, o tratamento adequado.

      Att,
      Deyvis

  37. GIVANILDO BEERRA DA SILVA 20 de março de 2013 às 18:05 ·

    DR TENHO UM FILHO DE 18 ANOS QUE ENTROU EM ESTADO DE SURTO ELE NÃO CONSEGUE DEFINIR O QUE REAL TUDO ELE PODE E PRA TUDO ELE DIZ QUE TEM QUE TER FÉ MAIS FALA COISAS SEM SENTIDO LEVEIE ELE A UM PISIQUIATRA QUE PASSOU UMA MEDICAÇÃO SÓ QUE ELE NÃO ESTA MUITO BEM VOLTEI A FALAR COM O MEDICO E ELE ME ACONSELHOR A INTERNALO POR UNS 15 DIAS OU 30 DIAS ME DISSE QUE SERIA MELHOR MANEIRA PRA QUE ELE SE LIVRACE LOGO DO SURTO FICO PREOCUPADO DE INTERNALO E ELE FICAR PIOR O QUE O SENHOR ME ACONSELHARIA ESTAMOS PENSANDO DE INTERNALO AMANHÃ ME RESPONDA DR OBRIGADO

    • Dr. Deyvis Rocha 20 de março de 2013 às 23:50 ·

      Oi, Givanildo, boa noite,

      Ninguém gosta de ser internado, é verdade. Mas, às vezes é necessário uma internação breve para dar início ao tratamento de um surto psicótico. Se o psiquiatra do seu filho avaliou que seria benéfico a internação, pode ficar tranquilo, pois seu filho não vai ficar pior, muito pelo contrário.

      Boa sorte,
      Deyvis

  38. André 13 de abril de 2013 às 1:20 ·

    ola, Deyvis. tive um surto psicotico em dezembro. Não houve alucinacoes visuais e auditivas. Porém sentia como se o corpo estivesse apodrecendo, não dormia de jeito nenhum (2 a 3 horas) e não comia absolutamente nada.( emagreci +7,8 kg em umas 2 semanas ). Comecei o tratamento medicamentoso (olanzapina), que parei no início de março sem o psiquiatra saber. Agora estou em dúvida se devo continuar o tratamento, pois fiquei com um pouco de medo. Semana que vem tenho consulta e provavelmente vou contar tudo ao psiquiatra. Antes de ter o surto eu tomava ritalina( 0,5mg) + rivotril (0,25mg) + pamelor( 25mg). Atualmente. não tomo nenhum remédio. Sera que poderei voltar a tomar a ritalina em algum momento? sinto um pouco de falta dos efeitos. Desde já, muito obrigado. Excelente site.
    Att,
    André.

  39. André 13 de abril de 2013 às 1:41 ·

    Um dos motivos que parei foi pela possível síndrome metabolica(apesar dos exames estarem normal, praticar exercícios físicos e uma alimentação balanceada) e por uma briga com meu pai, o modo que encontrei de atingi-lo- apesar de extremamente infantil- foi parar de tomar o medicamento.
    Outra questão é que ainda tenho alguns comprimidos de ritalina e estou tentado a tomar mesmo sem a permissão do psiquiatra. A ritalina por ser um estimulante do sistema nervoso central, pode desencadear um surto, com base no meu histórico? Apenas mais uma dúvida, a esquizofrenia começa normalmente aos 17 anos( minha idade). Para que se haja um diagnóstico quais fatores são levados em consideração? um surto não pode classificar uma pessoa como esquizofrencia , não é? Desde já, muito obrigado.
    Att,
    André

  40. André 13 de abril de 2013 às 1:46 ·

    Um dos motivos que parei foi pela possível síndrome metabolica(apesar dos exames estarem normal, praticar exercícios físicos e uma alimentação balanceada) e por uma briga com meu pai, o modo que encontrei de atingi-lo- apesar de extremamente infantil- foi parar de tomar o medicamento. Existe a possibilidade de eu negociar com o psiquiatra e mudar a dose para 2,5mg ou é. altamente improvável que ele aceite mudar a dosagem (5 mg)?
    Outra questão é que ainda tenho alguns comprimidos de ritalina e estou tentado a tomar mesmo sem a permissão do psiquiatra. A ritalina por ser um estimulante do sistema nervoso central, pode desencadear um surto, com base no meu histórico? Apenas mais uma dúvida, a esquizofrenia começa normalmente aos 17 anos( minha idade). Para que se haja um diagnóstico quais fatores são levados em consideração? um surto não pode classificar uma pessoa como esquizofrencia , não é? Desde já, muito obrigado.
    Att,
    André

    • Dr. Deyvis Rocha 24 de abril de 2013 às 18:33 ·

      Olá, André,

      Você já deve ter tido a sua consulta com o psiquiatra e espero que tenha compartilhado com ele tudo o que falou para mim. Da mesma forma, acho que ele é a pessoa mais indicada para lhe explicar tudo o que você quiser saber sobre o surto psicótico e a possibilidade de isso levar a um quadro de esquizofrenia.
      O que eu posso lhe dizer é que o uso da medicação vai impedir novos surtos. Talvez você nunca mais venha a ter surto e daí não vamos poder dizer que você tem esquizofrenia, mas somente o uso do antipsicótico garante que não haja mais crise, ou pelo que a sua ocorrência seja bem improvável.
      A olanzapina é uma ótima medicação, mas, assim como outras medicações, tem seus riscos. Se você não estava ganhando peso com ela e se os controles laboratoriais mostrassem que as suas taxas de lipídios e glicose no sangue estavam normais, entendo que você não teria mitas chances de ter síndrome metabólica.

      Bo, desejo-lhe sorte em seu tratamento,
      Deyvis

  41. Kylza penna 15 de abril de 2013 às 18:57 ·

    Minha filha tem um a dez anosa cicatriz glial no lóbulo posterior esquerdo,fez uso de gaderna,hj toma oleptal de 600mg duas vezes ao dia,,de uns tempos para cá desenvolveu manias e o neuro receitou bup que toma a 1 ano, melhoru das manias , mais temtido surtos quando se sente precionada afazer algo, como sair e casa,fala coisas horriveis, que fizeram com ela, sempre maltratada por alguém,que quer roubar as coisas dela, os surtos são rápidos,o psiquiatra receitou respiridona e ela veio a ter uma convulsão, será que foi da resperidona,Sera que existe a possibilidade dela voltar a ter uma vida normal.gostaria de ter sua opnião sobre o caso dela.
    Ela tem 29 anos , esta cicatriz resultou de um trauma crniano, passou 18 dias em coma,

    • Dr. Deyvis Rocha 25 de abril de 2013 às 0:48 ·

      Olá, Kylza,

      É difícil opinar sobre alguém com quem nunca tive contato. Então, não poso falar especificamente sobre a sua filha, mas sim sobre o fato de que sim, uma pessoa que tem surto psicótico e que faz o tratamento adequado pode levar uma vida normal. Temos que ver qual é o contexto de cada um, pois a sua filha sofreu um traumatismo craniano que por si só já pode deixar sequelas. Enfim, não sei se deixou realmente sequelas.
      Se a risperidona causou a convulsão, Penso que o psiquiatra irá mudar o antipsicótico da sua filha.

      Att,
      Deyvis

  42. Denis 23 de abril de 2013 às 14:48 ·

    Drº Deyvis. Tive ium surto psicótico faz 1 ano e meio. Durante oito meses eu ouvia(ou eram pensamentos altos?) e via coisas que desapareciam, apesar de ser em menor frequência. Sentia que estava sendo filmado na minha própria casa e quando saia estava sendo seguido e as pessoas falavam sobre minha vida. Perdi oportunidade de trabalho pensando que era tudo uma armação da qual minha família, polícia, TV faziam parte.Parecia uma conspiração contra mim. Internei-me por dez dias em um clínica. O Psiquiatra receitou rispiridona 6mg e clonazepan. Parei de ouvir coisas, mas com rispiridona houve efeito colateral. Não conseguia ficar sentado, sentia uma agitação incontrolável. Fiz uma pesquisa na internet e achei que estava sofrendo de acatisia. A partir de então não conseguia ficar em trabalho algum até que parei de tomar o rispiridona para poder trabalhar. Mas voltei a ter pensamentos estranhos. E voltei a ter novamente sintomas de esquizofrenia paranoide como fui diagnosticado na clínica. Comecei então a ter ansiedade incontrolável que me fez abandonar vário empregos. Quando entro em uma empresa me dá um ataque de pânico com pensamentos negativos até culminar no abandono do emprego. Comecei a fazer terapia e tinha interrompido as consultas com a psquiatra que me receitou antidepressivos Fluoxetina, lamotrigina e reduziu para 1mg de rispiridona. Ultimamente voltaram os pensamentos psicóticos que eu já me acostumei e não levo a serio. O maior problema está relacionado ao pânico que sinto ao começar em um trabalho me obrigando a abandonar. Faço faculdade, mas não consigo trabalhar. Continuo com a terapia e me consultei com uma outra psiquiatra que me receitou 2mg de rispiridona. Ela disse que o clonazepan vicia e mudou para clorpromazina. E para tirar o pânico incontrolável receitou biperideno. Está correto esse ultimo medicamento pois é o pânico que mais me preocupa atualmente?
    Obrigado pela atenção.

    • Dr. Deyvis Rocha 29 de abril de 2013 às 0:35 ·

      Olá, Denis,

      Não posso opinar sobre a prescrição de uma colega. Ela esteve com você e eu não, para começo de conversa. Ela viu coisas em você que a fizeram prescrever essas medicações, inclusive o biperideno. O que você descreve como pânico deve ter para ela um outro nome. Enfim, somente em uma avaliação direta consigo é que eu poderia avaliar esse tratamento prescrito para você.

      Att,
      Deyvis

  43. andre 24 de abril de 2013 às 21:53 ·

    Boa Noite,
    obrigado por responder!
    Fui ao medico, ele respondeu que nao tenho esquizofrenia! Voltei a tomar o remedio( olanzapina 5mg).
    E quanto a ritalina ele proibiu, porem me indicou um neurologista bom( dr saul cipel)
    onde eu faria neurofeedback-biofeedback para tratar o dda. Estou ansioso para comecar o tratamento. Desculpe pelo comentario duplo acima. E muito obrigado pela resposta.
    sucesso e boa sorte!
    Andre

  44. Andre 13 de junho de 2013 às 13:07 ·

    Boa Tarde!
    Gostaria de lhe fazer uma pergunta.
    Tive um Surto psicotico a 6 meses atras. Tomei a medicaçao olanzapina por uns tres meses, apos isso parei!
    Estou a 3 meses sem tomar a medicacao, apos isso nao tive nenhum indicio de ter outro surto, porem ao consultar com o meu psiquiatra ele me falou que nao existe estudos para quem para de tomar a medicacao. Nao ha estatisticas se havera ou nao outro surto. Tambem informou que ja que parei com a medicacao por tanto tempo nao existe motivos mais para continuar por 1 ano. Essa informacao procede? Nao ha diferenca se eu tomar ou nao durante 1 ano? E por fim, disse que como descumpri o que ele falou ele retira sua obrigacao Medico-Paciente.
    Voce possui clinica particular aqui em SP?
    Abracos.

  45. Maria 20 de junho de 2013 às 2:36 ·

    Olá, gostaria de saber se o uso abusivo do Rivotril para uma pessoa que sofre de surtos psicóticos, pode torná-la mais agressiva quando toma e fazer com que tenha alucinações durantes os outros dias. Lembro que na minha época de depressão eu abusava do Rivotril, dava crise e surtos psicóticos, ficava agressiva e violenta, acabava parando no hospital, depois me lembrava de poucas coisas, mas nos dias seguintes sofria de paranoias e alucinações. Depois quando fiz tratamento, minha psiquiatra me receitou um ansiolítico(esqueci o nome dele), entre outros remédios, e disse que não me receitaria rivotril. Me senti melhor e parei o tratamento, e depois de anos, em uma determinada situação, a minha irmã colocou rivotril no meu suco, o que me fez apagar, mas acordei depois de pouco tempo pois a situação na minha casa estava tensa, acordei extremamente nervosa e com raiva por perceber o que havia acontecido, mas a raiva parecia ser maior do que a normal, fiquei violenta, saí do quarto e me deparei com uma situação péssima, estava acontecendo uma briga entre a minha família e o meu namorado(e deve ser por isso que colocou o medicamento no meu suco, talvez para que eu me acalmasse, o que na verdade, foi muito pior). Fiquei extremamente irritada, eu me sentia incapaz fisicamente por causa dos efeitos do remédio e ao mesmo tempo incapaz emocionalmente, fiquei tão nervosa que meu namorado me disse depois que mal me reconhecia. Eu já estava paranoica e tendo umas leves sensações de perseguição, porém depois desse dia, parece ter aumentado. Você acha que o Rivotril colaborou?

    • Dr. Deyvis Rocha 23 de junho de 2013 às 23:33 ·

      Olá, Maria,

      Alguma pessoas têm o que chamamos de reação paradoxal quando tomam um tranquilizante como o Rivotril, isto é, ao invés d ese acalmarem, ficam superagitadas, inquietas, etc.

      Não sei se foi isso o que aconteceu com você, mas é uma hipótese.

      De qualquer forma, recomendo-lhe fortemente que volte a encontra o seu psiquiatra, agora que está tendo essas sensações de perseguição.

      Saudações,
      Deyvis

  46. Chuck 16 de julho de 2013 às 19:44 ·

    Boa noite doutor. quais são as sequelas que podem ficar de um surto psicótico? OBRIGADO

    • Dr. Deyvis Rocha 22 de julho de 2013 às 23:07 ·

      Oi, Chuck,

      Pode não haver nenhuma sequela, pode haver sequelas psicológicas, pode haver sequelas cognitivas, isso é algo que vai variar de diagnóstico para diagnóstico, de pessoa para pessoa.

      Att,
      Deyvis

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