Notas sobre a esquizotipia

A esquizotipia, o transtorno esquizotípico ou o transtorno de personalidade esquizotípica é o nome que se dá a um determinado padrão de ideias e de comportamentos que certas pessoas manifestam.

Estas pessoas são, sobretudo, bizarras e excêntricas, têm crenças fora do padrão comum ou pensamento mágico: são aqueles que acreditam em superstições, em abduções alienígenas, e poderes extra-sensoriais, etc. O discurso revela uma linguagem estereotipada e circunstancial. A pessoa pode perder-se nesses pensamentos e divagações e passar a ter baixo rendimento acadêmico ou laboral.

Essa caractererística bizarra pode ser identificada não somente em ideias ou em comportamentos, mas também, por exemplo, no modo de se vestir: parecem desleixados, estão despenteados e fazem combinações exdrúxulas de roupas.

Em geral, são solitários, não têm amigos próximos ou relações íntimas fora do ambiente familiar.

Podem ser desconfiados  e se sentir muito ansiosos em situações sociais, o que a faz evitar estas situações. A amplitude da resposta afetiva é pequena, não costumam variar a expressão facial.

Não se identifica, nesses casos, clara sintomatologia psicótica – apesar da obscuridade do pensamento, não se observa o conteúdo delirante que é visto na esquizofrenia e nos transtornos psicóticos relacionados. Na esquizotipia, não há a perda de contato com a realidade como se constata no paciente acometido pelos sintomas psicóticos da esquizofrenia. Até se admite que a pessoa possa ter delírios ou alucinações, mas estes são breves e não são o foco do problema, não são esses sintomas que direcionam o comportamento do paciente no longo prazo. 

Não há também depressão ou outros transtornos do humor ou alguma condição médica geral que esteja por trás do comportamento associado à esquizotipia.

Apesar de que a esquizofrenia seja uma coisa e a esquizotipia, outra, a verdade é que estes, tanto quando aqueles, podem se beneficiar do tratamento com os medicamentos antipsicóticos.

Em geral, a pessoa com esse transtorno só vai buscar tratamento por insistência de amigos ou familiares.

Se você suspeita que um conhecido seu tenha este problema, procure incentivá-lo, de maneira gentil, a procurar tratamento com um profissional de saúde mental.

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