O piloto, a depressão e o suicídio

Crashed Aeroplane - John Singer Sargent, 1918A queda do voo 9525 da Germanwings, nos Alpes Franceses, em 24/03/15, vem mobilizando a atenção planetária. O que mais se ouve por aí são variações do seguinte tema: “se ele queria se matar, tudo bem, que se matasse, mas precisava ter matado outras 149 pessoas com ele?”
Muitos especialistas estão tentando entender o que se passava na mente do copiloto Andreas Lubitz, 27, entendido como o culpado por ter, deliberadamente, acionado os comandos que levaram a aeronave à descida e à colisão fatal. Eu, de minha parte, tenho, invariavelmente, pensado no que se passava na cabeça de todos os outros passageiros. É bem mórbido e sofrido, e tem me feito levar mais tempo para dormir, mas não consigo evitá-lo. Segundo a caixa-preta do avião, no último minuto de registro do voo ouve-se os gritos dos passageiros. Quando será que eles se aperceberam que o avião estava em rota descendente antes do tempo? Teria sido ao avistarem, pela janelinha, os picos nevados dos Alpes a apenas alguns metros de si? Ou terão eles percebido o desespero do comandante da aeronave, digitando códigos de acesso à cabine, batendo à porta e implorando ao companheiro de voo que lhe abrisse passagem, debalde? O comandante foi o primeiro a saber que as coisas não estavam indo bem. Além da morte que ele sabia que estava chegando depressa demais, restou-lhe, seguramente, algum tempo para lamentar o destino daquelas tantas pessoas que, ao entrar no avião da Germanwings, em Barcelona, se sentiram seguras ao ver o sorriso com que recebia os passageiros. Entre tantas famílias presentes no avião, entre crianças e jovens de uma mesma escola alemã, havia um bebê de 7 meses. Talvez tenha sido ele a única pessoa que não vivenciou o pavor absoluto da aniquilação iminente.
Como a depressão leva ao suicídio?
Eu não sei o que se passava na cabeça de Lubitz. O que ele fez é algo tão sem paralelo que não me arrisco a uma interpretação. A sua morte levou consigo a chance de qualquer esclarecimento e, até onde sei, não se encontrou nenhum vídeo, nenhuma carta na qual se haja dedicado a explicar os motivos daquilo que planejava fazer.
Segundo fontes da imprensa, ele teria sido diagnosticado com depressão. Faz sentido. Afinal de contas, segundo estatísticas da Organização Mundial de Saúde, 3000 pessoas com depressão cometem suicídio por dia, no mundo todo, e para cada um que completa um suicídio, 20 ou mais tentam acabar com a sua própria vida. Das pessoas que cometem suicídio, até 90% tem algum problema psiquiátrico, em especial, a depressão. Bom, a depressão, é óbvio, explicaria muito bem o seu suicídio. Mas não explica que ele tenha levado à morte outras dezenas de pessoas.
A depressão é uma doença mental bastante comum (afeta 11 milhões de brasileiros) que se caracteriza por um estado de humor depressivo, constantemente triste, perda de interesse e prazer, redução da energia, sentimentos de culpa e baixa autoestima. Frequentemente, a depressão vem acompanhada de fortes sintomas ansiosos. Esses sintomas podem tornar-se crônicos e recorrentes e levar a um enorme prejuízo na vida do indivíduo, na sua capacidade de lidar com as tarefas do dia a dia. No pior dos cenários, a depressão leva ao suicídio: o momento em que a dor na alma, a falta de esperanças, a angústia, fossem infinitas e já não houvesse mais razão para se estar vivo. A opção pelo suicídio não é uma escolha consciente, é justamente o contrário. é a total falta de liberdade para pensar com clareza, reflexo de um grave distúrbio cerebral. Em geral, o indivíduo reluta contra esta ideia de morte, ele se angustia, se desespera, e quem está próximo a ele não deixa de notar esse sofrimento. Todo psiquiatra está instruído a questionar a intenção suicida dos pacientes que avalia com depressão. É claro que o tratamento só vai chegar àqueles que procuram ajuda, que buscam o tratamento. Infelizmente, para alguns, nem o tratamento impede o desfecho fatal.
Sobretudo, na depressão não há pensamentos de morte dirigidos a outras pessoas, não há risco de homicídio.
Você voaria num avião cujo piloto se trata ou se tratou para a depressão?
As ações atribuídas a Andreas Lubitz não são explicadas pela depressão. Pode ser que ele tenha sofrido com essa doença em silêncio, afinal, as pessoas que o conheciam têm declarado que jamais suspeitaram que ele enfrentasse problemas psíquicos. E pode ser que, de alguma forma, mesmo sofrendo com um transtorno mental grave, como é a depressão com fortes ideias suicidas, ele tenha conseguido se levantar da cama, e ido trabalhar como em qualquer outro dia, sem sequer se atrasar. Não há registros de passagens do copiloto por emergências médicas após tentativas de suicídio, tampouco, há relatos de que e;e tenha cometido agressões ou tivesse qualquer histórico criminal, segundo as autoridades alemãs.
Andreas Lubitz, no entanto, já esteve sob tratamento psiquiátrico, e as últimas informações sobre o caso apontam que ele teria um risco de suicídio por um longo período de tempo antes mesmo de receber a sua licença de piloto. Além disso, ele teria escondido o seu histórico psiquiátrico dos seus empregadores, e escondido dos seus psiquiatras que mantinha o seu trabalho, quando deveria estar em licença médica.
Estaria esse risco, essa tendência ao suicídio, separado dos sintomas de depressão? Seria Lubitz acometido por pensamentos incontroláveis de auto-extermínio? Ainda assim, ter pensamentos de morte não significa passar a ação. No transtorno obsessivo-compulsivo, o indivíduo é acometido por ideias incessantes de que agrediu ou atropelou alguma pessoas inadvertidamente, mas é o pensamento que causa o sofrimento e o indivíduo não se sente compelido a agredir as pessoas.
Até que se conheça por completo o histórico clínico de Lubitz, pairará a dúvida sobre as suas ações.
Poucas dúvidas existem sobre o que, de fato, esse tenebroso episódio nos diz: a dificuldade em entender o comportamento suicida e, principalmente, em prevê-lo.
Uma certeza é que aumentar-se-ão os estigmas associados aos transtornos psiquiátricos, podendo mesmo levar à demonização daqueles indivíduos que enfrentam certas condições psicológicas. Como a depressão foi, desde o início, tacitamente declarada a culpada pela queda proposital do avião nos Alpes, penso que muitas pessoas que, atualmente, têm sintomas de depressão,vão procrastinar ainda mais a busca de tratamento porque devem pensar que “eu acho que eu não tenho depressão, pois eu não quero me matar, nem quero matar ninguém”. A classe dos pilotos deve estar mais preocupada ainda, pois também eles estão sujeitos a sofrer com a depressão. Será que passar-se-á a exigir o histórico médico dos pilotos e copilotos das aeronaves? Os pacientes se sentirão tranquilos se souberem que o seu comandante andou frequentando um consultório psiquiátrico? “Por favor, gostaria de cancelar a minha viagem; aqui diz que o comandante do avião do meu voo toma antidepressivo, portanto, ele está deprimido e é suicida”. Os pilotos que estão passando por problemas psicológicos vão preferir manter-se distantes do tratamento, optando por guardar os seus empregos. Podemos chegar ao ponto em que o psiquiatra ou o psicólogo deverão, por lei, quebrar o sigilo que envolve a sua relação com o paciente, se este lidar com alguma situação que afete a segurança pública.
Muito precisa ser feito no que concerne ao suicídio. Ele ocupa a décima posição como causa de morte nos EUA. Ao contrário das outras causas que lideram o ranking de mortes, o suicídio não apresentou diminuição da sua incidência ao longo dos últimos 50 aos e, entre aqueles com idade entre 15 e 34 anos, o suicídio não é a décima causa de morte, senão a segunda. Se, dentro de mais alguns dias, não haverá mais notícias sobre o avião da Germanwings, espero que a questão do suicídio permaneça e ganhe mais relevância, afinal de contas, trata-se de um problema de saúde pública. O câncer, o abuso de substâncias e a dengue são algumas das condições clínicas que ganham destaque na mídia e investimento público e privado que, no final das contas vai contribuir para salvar muitas vidas. É isso o que se quer quando se solicita que haja o aumento do alerta sobre o suicídio: salvar vidas.
Ainda que muitos caso de suicídio estejam ligados a doenças mentais, como a depressão, a esquizofrenia e o transtorno bipolar, elas não explicam todos os casos. Certamente, não explicam o que aconteceu neste voo fatal. Espera-se que as pesquisas científicas possam se aprofundar sobre o fatores determinantes do comportamento suicida, sobre a meios mais confiáveis de se medir o risco e predizer, com maior segurança, quem está mais próximo de cometer o suicídio.
Dito isso, espero conseguir dormir melhor essa noite. Boa Páscoa a todos. Paz e bem.
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21 Comments

  1. Tânia Maria da Silva 4 de abril de 2015 at 00:20

    Meu pai cometeu suicídio, há 13 anos. Ele tinha 72 anos. Estava com depressão, em tratamento e internado em uma clínica. Por isso me interesso muito por este tema! Concordo que deve ser levado mais a sério! Considero a depressão pior que o câncer e outras doenças graves.

    1. Dr. Deyvis Rocha 5 de abril de 2015 at 21:53

      Obrigado pelo depoimento, Tânia.
      Você sentiu na pele e no coração os efeitos dessa doença.

      Abraços.

  2. Marcia Fernandes 4 de abril de 2015 at 07:49

    Bom dia.
    Sou Psicóloga e trabalho em Hospital Publico com grande demanda de tentativa de auto-exterminio.
    O que percebo, enquanto profissional de uma equipe “dita” Multidiscilplinar é o descaso e até, posso dizer, a discriminação de pacientes, em sua maioria jovens, que que são conduzidos à unidade por equipes de resgate ou pelos proprios familiares, que, por sua vez , sao os primeiros a nao dar a devida importancia aos sinais que o depressivo apresenta.
    Concordocom o texto e a a sua visão sobre a importancia de um novo olhar sobre a depressãoe os Pacientes que buscam acompanhamebto e/ou dao sinais visíveis de que precisam de ajuda.

    1. Dr. Deyvis Rocha 5 de abril de 2015 at 21:50

      Olá, Marcia,

      Tens toda razão. Os serviços de emergência poderiam estar mais preparados para acolher devidamente aqueles que tentam o suicídio e a sua família.

      Forte abraço.

  3. mariana 4 de abril de 2015 at 11:05

    Muito interessante, concordo plenamente com seu ponto de vista. A depressão é algo sério mas parece que as pessoas não a tratam com devida importância, acham que ela é uma “escolha”, ou em casos de maior falta de respeito, uma “frescura” ou “drama”. Convivi com a depressão durante muitos anos da minha vida e quando procurei ajuda dos meus familiares este a trataram de forma indiferente, diziam que eu era uma pessoa sem motivos para a infelicidade. Demorei muito para retornar a procurar ajuda novamente e quando procurei foi a de um especialista. Não culpo aqueles q

    1. Dr. Deyvis Rocha 5 de abril de 2015 at 21:47

      Olá, Mariana,

      Obrigado pelo depoimento.

  4. Wilson Roberto de Paula Souza 4 de abril de 2015 at 12:40

    Sobre suicidio,recomendo O SUÍCIDIO deÈmile Durkheim.

    1. Dr. Deyvis Rocha 5 de abril de 2015 at 21:54

      Já o tenho em minha biblioteca, a edição da Martins Fontes.

  5. Maria 4 de abril de 2015 at 18:26

    Infelizmente não se pode julgar quem já partiu. E muito dispendioso fazer estudos ” predisposicao genetica/hereditariedade, etc”…Acredito que estudos em idades precoces acautelariam escolhas de profissoes ” desencadiantes” de certos quadros ou doencas.Para se evitar mortes o sigilo deveria ser rompido, em prol da vida.Boa Pascóa a todos e muita forca aos que perderam seus familiares.

    1. Dr. Deyvis Rocha 5 de abril de 2015 at 21:56

      Olá,

      Esse debate sobre a quebra do sigilo é realmente instigante, mas é difícil saber exatamente em que condições ele poderia ser quebrado.

  6. Rose de Oliveira 4 de abril de 2015 at 20:40

    Também não acredito na tese de que ele derrubou o avião deliberadamente!

    1. Dr. Deyvis Rocha 5 de abril de 2015 at 21:55

      Olá, Rose,

      Tudo indica que ele realmente provocou a queda do avião, e que sabia exatamente o que estava fazendo.

  7. rosa 6 de abril de 2015 at 00:24

    SOCORRO!!! URGENTE. Tive um relacionamento de 19 anos, não casamos nem tivemos filhos. Ele 170 kg. Tomou remédio para emagrecer rápido para poder ser chamado para operação baliatrica e logo no primeiro comprimido ele começou com muitos efeitos colaterais, horrorosos. Todos voltados contra mim. Mas, que na verdade só está destruindo ele mesmo. Achava que eu lia a mente dele, disse várias vezes que ia me destruir, tirar tudo de mim (tenho imóveis), dizia para eu ter cuidado, pois algo estava para me acontecer. E pior, arrumou amante na favela, se endividou todo por causa dela, destruiu o carro em uma batida na mureta. Vive cantando as clientes dele e outras mulheres na rua. Vive em site porno. Vive dizendo que estamos separados porque ele adora transar. Entrou num site procurando o” par perfeito.” Ele não era assim. A vida dele era certa, trabalhava normal, parecia excelente pessoa. Só era gordo. A única coisa nele que durante todos os anos que vivemos, eu reclamava, na verdade eu não entendia, ELE ERA EXAGERADAMENTE CALADO. Será que ele já era problemático? Agora, está na beira do precipício. Destruído financeiramente 100%. Ele saiu de casa em novembro 2014 e fez a baliatrica em início de dezembro 2015. Deve ter emagrecido uns 80 kgs. Destruição total: emocionalmente, financeiramente, talvez até fisicamente esteja pior por ter ficado magro, mas com aparência de doente. Me ajude. Adorei o que li sobre esses transtornos ( sintomas psicoticos) ele não tem o entendimento que está quase enlouquecendo e no fundo do poço em tudo, 100%, de verdade. Tenho certeza que tudo foi por causa do remédio emagrecedor e agora não tem mais volta. Até o olhar e a forma de falar mudou. Um dia eu cheguei em casa e ele tinha ido embora. Levou: computador, 2 impressoras, ventilador, cobertor, tudo quase novo e as coisas dele e documentação dos clientes dele (ele é despachante ). Agora, viu que a mulher não quer nada com ele ( só fez ele fazer 5 empréstimos) para ela. Agora que ela não tem mais o que sugar dele ela largou ele. Ele não está tendo condições de trabalhar direito. Pois está fraco, tonto e quando ele começou a tomar o tal remédio para emagrecer, antes de operar ele começou com esquecimentos, pensamentos lentos, pensamentos ruins, principalmente contra mim e muitos outros distúrbios. Na cabeça dele a mulher estava apaixonada por ele. Agora, cada vez mais compulsivo em gastos na rua e sexo. Só eu notei. Estou apavorada. Ele pediu para voltar. Não deixei. Ele vai acabar virando mendigo. E pior vai acabar querendo algum dos meus imóveis. Que comprei sozinha. Me ajude. Mande algo por favor se possível para o meu email sobre esses remédios de emagrecer e também sobre efeitos colaterais psicológicos devastadores da BALIATRICA. Família dele não quer nem saber. VAI SOBRAR PRA MIM. Me mande se possível um bom e detalhado estudo de tudo que lhe passei. Ele só pensa em transar, gastar o que não tem mais e agora, fala para todo mundo que se separou porque eu não queria passear nem transar. Como pode, uma pessoa mudar 100% de 3 anos para cá? para pior. Achei que ele estava usando drogas. Mas, NÃO ESTAVA. Meus telefones: 21- 33944511 ( Oi ) 21- 988081442 (Nextel – ZAP ) Rio de Janeiro. Atenciosamente.

  8. maiza silva da cruz 9 de abril de 2015 at 13:30

    Eu passei por um problema sério, por conta do trabalho, fui chamada de lixo e tratado como animal, ( assédio moral ) fiz tratamento fui diagnosticada com depressão me afastei do trabalho, entrei no INSS, fui mandada embora fiquei mais um tempo afastada, mas eles não tratam a depressão com seriedade para os peritos do INSS nós estamos fingindo, perdi o que recebia pois me deram alta, tentei mais 3 vezes recorrer mas nada, até hj isso já faz 2 anos não consigo trabalhar, tenho alguns momentos de pânico, mas graças a Deus e minha força que nem sei de onde tirei sobrevivi, mas naquele momento era só o que pensava, é duro sangrar por dentro e ouvir um médico dizer que vc esta bem quando na verdade só vc sabe, hj procuro alertar as pessoas que tem alguém assim na família ou conhecem para que levem a sério e quanto aos peritos são assassinos, porque eu quase cheguei a esse ponto por conta deles, e fico imaginando quantos eles não matam todos os dias é triste, vc estar doente e ainda não ter dinheiro pra nada eles tiram td até o seu chão, é uma passagem mesmo parece que vc vai lá para pegar seu passaporte só de ida, que Deus me proteja e eu nunca mais tenha que pisar em lugar desses, ( no INSS de Itajai SC ). Hj estou bem mas não posso ficar sozinha, preciso de gente se fico só entro em desespero, mas graças a Deus aquela angústia a lâmina afiada que cortava a minha carne não corta mais… Lindo seu site amei e parabéns por ser humano… por saber o tamanho e a gravidade de uma depressão me sinto segura quando leio seus artigos, tenho um Blog e gosto muito de escrever… Que Deus te ilumine sempre…

  9. Telma Santos 14 de agosto de 2015 at 16:42

    Eu, acho que estou com depressão, pois estou com vontade de morrer, e já tentei o suicídio por duas vezes. Não sei como lidar com isso, apesar de ser da saúde.

  10. Lia 24 de agosto de 2015 at 15:03

    Nesse site, que qualquer medico deveria conhecer, a dra. Ann Blake-Tracy, coleta, estuda e analisa a grande chacina a nível mundial que ocorre pela prescrição de drogas que induzem a pensamentos suicidas.
    http://www.drugawareness.org
    Esse perigo está sendo totalmente ignorado no Brasil e cada vez mais pessoas estão se suicidando, principalmente os mais jovens, apesar da recomendação do FDA de que esse grupo é o mais suscetível a indução desses pensamentos por essas drogas.

  11. Lucia 26 de outubro de 2015 at 08:12

    Meu marido entrou em surto repentino (55 anos), e permaneceu gradativamente por três meses onde no final, após uma grise berrante tive que providenciar a interação compulsória. Infelizmente, a indicação da clínica foi péssima sem preparo algum deixando ele em isolamento sem medicamento necessário. No terceiro dia , logo pela manhã, a oportunidade que encontrou, se matou. Como esposa, não consegui notar a gravidade do quadro no inicio da crise psicotica. Talvez se eu tivesse sido mais cautelosa, saberia que ele estava entrando o numa crise aguda, me dei conta já estava “louco”, era extremamente amado,…muito amado e querido. Ele tinha uma enorme frustração profissional. Foi uma perda irreparável na nossa família principalmente para mim e nossas filhas já moças . Hoje acusamos judialmente e criminalmente a clinica.

  12. Valeria P.B 14 de março de 2016 at 16:34

    Bom a 60 dias estamos com minha sogra com quadro depressivo grave.No inicio achamos que ia passar ,agora o tempo esta passando e não estamos sabendo lidar com a situação.
    Levamos ela no Caps e estamos tentando ta sobre 5 remédios

  13. duca 5 de agosto de 2016 at 09:48

    Realmente a esquizofrenia e um problema muito grave..so quem tem um ente com essa doença terrível sabe avaliar melhor.tem q vivenciar no dia a dia para saber o quanto e sofrido para todos os lados!já pensei de todas as formas achar uma solução mais simplesmente acho q ela não existe..ja pensei em ir embora e levar ele comigo para o resto da família ter paz
    .mais não tenho coragem!acho q seria uma traição para com os irmãos..so um desabafo!

  14. Camila 21 de novembro de 2016 at 19:35

    Olá Dr boa noite ! Estou preocupadíssima com minha mãe só gostaria de uma orientação sua ! Há dias vira e mexe minha mãe vem com ideias suicidas diz que vai dar um fim na própria vida ! O que faço estou muito chateada! Quem realmente tem depressao costuma avisar o que vai fazer?

  15. Claudio Robson da Silva 6 de dezembro de 2016 at 11:28

    E dificil alguem se tratar ja que se assume a doença você perde o emprego. O mundo olha para tantas questoes e deveria ter programas que garantisse o tratamento e o trabalho aos depressivos.