SURTO PSICÓTICO: SINTOMAS E TRATAMENTOS

Abre-se o jornal ou liga-se a TV e dá-se de cara com alguma notícia sobre um sujeito que realizou algum ato absurdo por causa de um surto psicótico. Em geral, são notícias desagradáveis, que envolvem atos de violência. Podem se referir a pessoas consideradas sadias até que vieram a ter o surto ou a indivíduos que sabidamente faziam uso de alguma substância ilícita no momento da perturbação.

O que pouco se diz é o que vem a ser de fato o surto psicótico. O que quer dizer a pessoa ter um surto psicótico? Quais são as suas causas? Isso é o mesmo que ser psicopata???

Esclareça as suas dúvidas com o psiquiatra Dr. Deyvis Rocha:

1. O que é surto psicótico?

Vamos analisar cada palavra separadamente. Surto quer dizer “impulso arranco”, algo que surge de maneira súbita, mudando o status quo de uma situação.  Falamos por exemplo em surto de dengue quando começamos a ter, em pouco tempo, um grande aumento do número de casos da doença.

A palavra psicótico vem de psicose, termo que tem raízes históricas. O seu sentido sofreu algumas alterações ao longo do tempo. Em meados do século XIX, quando foi pela primeira vez empregada na literatura psiquiátrica, psicose servia para enfatizar as manifestações psíquicas das doenças cerebrais.  Ela já foi empregada como sinônimo de doença mental e de insanidade, também para referir-se às doenças mentais com alterações do cérebro, e hoje em dia é usado, como adjetivo, para qualificar os sintomas de delírios e alucinações.

Então, surto psicótico é quando a pessoa passa a apresentar, de maneira súbita, os sintomas de delírios e alucinações. Não confundir a palavra psicótico com psicopata, pois, apesar de serem foneticamente parecidas, significam coisas bastante diferentes.

2. O que são delírios e alucinações?

Os delírios são juízos falsos da realidade, produzidos de maneira patológica. Em termos mais claros, os delírios indicam que a pessoa está com alterações do pensamento que a fazem acreditar em coisas que não existem. A pessoa pode crer que está sendo perseguida por outros que lhe querem fazer algum mal, prejudicá-lo e até matá-lo, sejam policiais, sejam bandidos, sejam os vizinhos, ou mesmo os familiares. Ou a pessoa pode achar que nas ruas os outros estão falando ao seu respeito, mesmo quem não o conhece, que câmeras de TV o vigiam que os telefones estão grampeados. Pode também pensar que podem ler o seu pensamento, que a televisão lhe manda mensagens.  Pode ser um delírio de ciúme, em que a pessoa tem certeza de estar sendo traído, ou um delírio erotomaníaco, em que a pessoa pensa que é amada por outra pessoa, em geral famosa ou mais rica.

As alucinações são alterações do senso percepção. Nós adquirimos conhecimento do que está ao nosso redor através do percebemos pelos nossos cinco sentidos, a visão, a audição, o olfato, o paladar e o tato.  Uma alteração cerebral pode fazer com que possamos perceber coisas que na verdade não existem, como ouvir vozes de pessoas conversando, sendo que não há ninguém falando. O mesmo funciona para os demais sentidos, podemos ver coisas que não estão lá, sentir cheiros e gostos desagradáveis, além de sentir toques ou beliscões que não existem. Não é que a pessoa está imaginando uma voz ou outra sensação, ela realmente está ouvindo, mas essa é uma produção do cérebro doente.

3. A pessoa em surto pode ficar violenta?

A resposta é sim e não.  Vai depender da reação da pessoa frente a essas alterações descritas acima.

Vejam bem, quem está pensando que está sendo ameaçado por outros, que os seus passos estão sendo vigiados, que todos falam ao seu respeito nas ruas, que pode ser morto a qualquer instante, não vai ficar impassível. Soma-se a isso as vozes ameaçadoras que se ouve, como por exemplo, “você vai morrer”, ou xingamentos da pior espécie. Em primeiro lugar, a pessoa vai ter medo, muito medo (algumas pessoas acham que isso é transtorno do pânico). Daí, a pessoa pode reagir ficando em casa escondido, sem sair do seu quarto por nada, ou vai  brigar para se proteger, no que passa a agredir com palavras ou até fisicamente quem ele pensa que é o seu agressor. Parece ter sido esse o caso do sujeito que causou confusão em São Paulo no começo da semana.

Estudos mostram que os pacientes com transtorno psicótico não cometem mais atos de violência do que a população normal. A maior parte dos atos de violência nos pacientes acontece quando, além dos sintomas psicóticos, eles estão sob o efeito de alguma droga, como maconha ou cocaína.

4. Eu posso ter um surto psicótico?

O surto psicótico está presente em algumas doenças mentais, como a esquizofrenia, o transtorno psicótico breve, o transtorno bipolar, a depressão grave, a demência, entre outros. A não ser pela demência, que costuma aparecer em idade mais avançada, os outros transtornos, mesmo que geralmente comecem entre o final da adolescência e início da idade adulta,  podem acometer pessoas de todas as idades.

Quem tem parentes com doenças que cursam com transtorno psicótico tem mais risco de desenvolver também um surto do que pessoas que não têm parentes acometidos.

O uso de substâncias, como a maconha e a cocaína, ou mesmo algumas medicações, como corticoides, podem desencadear surtos. A maconha está particularmente relacionada à esquizofrenia, pois pessoas com predisposição genética que a usam na adolescência podem desenvolver essa doença.

5. Há jeito de prevenir o surto?

Mesmo que a eclosão dos delírios e alucinações se dê de maneira subida, é possível sim identificar algumas alterações que precedem o desencadear do surto psicótico.

Quem geralmente percebe isso é alguém bem próximo da pessoa, como os pais ou companheiros, que notam que ela começa a agir de maneira diferente do seu habitual, está mais irritadiça, dorme menos, às vezes manifesta preocupações com temas filosóficos ou religiosos, passa a ir mal na escola ou no trabalho. Isola-se dos amigos, perde o interesse em algumas atividades.

A própria pessoa pode não se dar conta disso, mas pode começar a perceber as coisas que antes eram triviais de uma maneira estranha. Antes de achar que está sendo perseguida ou que há um plano diabólico contra ela, a pessoa percebe significados diferentes nos gestos e nas falas das pessoas, passa a desconfiar de que algo está para acontecer, mas ainda não sabe exatamente o quê.

Esse é o momento de procurar a avaliação de um profissional, de um psiquiatra, que pode instituir o tratamento antes que o surto se apresente de sua maneira mais exuberante.

Evitar o uso de drogas também é importante para se prevenir o surto psicótico, principalmente às pessoas que têm parentes com transtornos psicóticos. O uso de maconha e cocaína deve ser desencorajado em todos os adolescentes.

6. Há tratamento para o surto psicótico?

Sim, há tratamento, e quanto mais cedo ele começar, melhor.

As medicações antipsicóticas são as principais ferramentas em seu tratamento. Há vários antipsicóticos, que podem ser classificados de acordo com o tempo em que foram fabricados. Os de primeira geração são os mais antigos e os de segunda geração, mais recentes. No entanto, não há diferença de eficácia comprovada entre os diferentes tipos, há diferenças sim de efeitos colaterais. A escolha do antipsicóticos a ser tomado vai depender do perfil do paciente e da experiência de tratamento do médico.

Em casos de transtorno afetivo bipolar, o uso de estabilizadores de humor também é recomendável para o tratamento do surto psicótico.

Fonte – Médico Psiquiatra Dr. Deyvis Rocha

286 Comentários em "SURTO PSICÓTICO: SINTOMAS E TRATAMENTOS"

  1. Alairce 5 de novembro de 2012 às 21:34 · Responder

    Olá Dr. minha tia mora comigo e estava dando muito trabalho acordava a noite queria sair para ir atrás dos filho pensando que eram pequenos eles estava pedindo socorro, até que um dia ela saiu a noite e pulou o muro e quebrou o fêmur, deu o maior trabalho no hospital via coisas, dizia que eu queria matar ela, chorava muito não dormia, agressiva, nossa foi o maior desespero, ela estava nervosa porque não podia levantar ela sempre foi uma mulher ativa sempre trabalhou e isso deixou ela transtornada ela tem 92 anos mas parece que tem 70 anos vai completar 93 anos em dezembro, a cirurgia demorou muito para ser realizada e o estado dela piorou, quando viemos para casa ela ficou mais agressiva ainda, lembrava dos irmão que já se foram ai chorava muito trocou meu nome, pensava que eu era a irmã dela, ai então resolvi chamar a médica geriatra ela disse que ela estava com depressão psicótica, receitou zap olanzapina e um outro para dormir donarem 50mg, ela está ótima, come bem dorme bem e obedece mais, se bem que ela é uma pessoa bem teimosa, e la já está andando de andador e está tudo bem agora

    • Dr. Deyvis Rocha 9 de novembro de 2012 às 0:53 · Responder

      Bom dia, Alairce,

      A depressão também pode apresentar sintomas psicóticos, não é só a esquizofrenia que tem isso não.
      Que bom que a médica geriatra acertou o tratamento.

      Abs,
      Deyvis

  2. PSoares 27 de dezembro de 2012 às 11:30 · Responder

    Olá Dr, hoje pela manhã meu namoro de 1 ano terminou de uma forma muito ruim (mas poderia ter sido pior). No início tudo era flores, mas com o passar do tempo, ele começou a apresentar sintomas paranoicos de ciúme, um exagero em tudo e uma certeza em sua mente que eu o estava traindo, e eu tinha que me justificar em quase tudo. Essas fragilidades começaram a se agravar, se sentindo “o traído”, passou a beber com frequência, e mais recentemente, a usar de violência. Ele passou a frequentar a Pastoral da Sobriedade e estava com uma consulta c/ psiquiatra agendada. Mas infelizmente nessa noite, após beber, me trancou no quarto e jogou a chave pela janela, dizia q poderia me matar ali mesmo sem que ninguém ouvisse e de repente eu vi algo brilhante debaixo dele, achei q era uma faca, mas era uma chave de fenda q ele pôs no meu pescoço e dizia q se eu duvidasse, ele me mataria alí mesmo. Foi uma noite terrível, com tentativa de sufocamento, luta corporal e muito desgaste, ele quebrou meu celular e tentou quebrar o computador de trabalho… Hoje, depois de muita insistência, consegui que ele deixasse minha casa, tenho um filho pequeno, que tbm não podia correr esse risco. Isso seria um surto psicótico decorrente de ciúme patológico ?!

    • Dr. Deyvis Rocha 28 de dezembro de 2012 às 16:39 · Responder

      Olá,

      Acho que pode sim ser um ciúme patológico, um delírio de ciúmes, mas o mais importante é que você pode estar correndo perigo. Certamente, seu namorado vai precisar de tratamento, mas, antes de tudo, você tem que procurar se proteger. E isso vem em primeiro lugar.

      Att,
      Deyvis

  3. Luciana 12 de janeiro de 2013 às 21:11 · Responder

    Olá.Hoje, depois de um ano lutando, a familia conseguiu internar meu marido. Ele acordou um dia surtado, acreditando que eu o havia traido com um amigo dele. Depois disso, passou a dizer que eu o traía com todos os amigos dele. A coisa piorou mais. Ele começou a achar que esse amigo estava escondido dentro de casa e ouvia barulhos e via esse amigo correndo pela casa. Depois disso começou a achar que eu e esse amante estavamos formando um complô contra ele. Aí começou a achar que estava sendo perseguido. Que tinha câmeras que filmavam ele, que a TV mandava recados que o telefone era rastreado. Ele tinha alucinações visuais e auditivas. Fora muitos outras coisas horríveis que eu podia ficar aqui dias listando. Parecia filme de terror e na cabeça dele, tudo era arquitetado por mim contra ele. Chegou a falar que eu comprava as pessoas com sexo e que todos inclusive a própria familia dele estavam mentindo e perseguindo ele a mando meu. Lógicamente ele passou a me odiar e meu casamento feliz se tornou uma tortura. Depois de um tempo, eu e a familia descobrimos que ele era esquisofrenico e pra nossa surpresa, usuário de crack. Ninguém sabia. Foi um choque. Bom….. O fato é que graças a Deus hoje ele foi internado. O que eu queria saber é o seguinte. Depois dessa internação ele consegue ter vida normal? Volta a ser a pessoa que era antes? E essa ideia que sou inimiga dele? Isso acaba? Ele vai ser capaz de ver que eram delirios dele ou vai continuar pensando que tive um caso e fiz essas coisas horriveis? Eramos um casal muito feliz. Queria ter esperança de podermos viver felizes de novo.
    Obrigada.

    Luciana

    • Dr. Deyvis Rocha 14 de janeiro de 2013 às 15:28 · Responder

      Oi, Luciana,

      Com o tratamento adequado, o seu marido deve parar de ter os delírios de ciúmes que tanto perturbavam a relação de vocês. Assim, ele não vai mais pensar que você é inimiga dele e vai ver que você não teve caso com ninguém.
      Há alguns aspectos cognitivos, como por exemplo, a capacidade de atenção e de memória, que podem estar um pouco prejudicados após um surto que durou tanto tempo. Talvez esse seja o maior obstáculo para que o seu marido volte a funcionar como antes, mas isso é algo que o tempo vai dizer.

      Mas eu diria que você pode sim manter a esperança de serem felizes de novo.

      Abs,
      Deyvis

      • keithiany brito 22 de abril de 2013 às 3:06 · Responder

        Olá Dr. Meu pai tem 40 anos e em toda vida ele teve caidas e recaidas no uso de dragas fortes e bebibas, porém há 2 anos atrás ele começou a ter surtos, não posso dizer muito pq sou casada e na época morava com ele minha mãe e minha irmã, mas fui visita-los e vi qual situação que havia chegado, ele desconfiava de todo mundo, dizia que tinha pessoas peseguindo ele, que os bandidos e a policias estavam vigiando ele e todos nós, que ele podiam nos machucar e nos matar, depois de um tempo ele começou a desconfiar da minha mãe, disse q ela estava traindo ele, com os vizinhos, que os ela queria matar ele, estava colacando droga na comida dele e na água que ele bebia, e mesmo que todos comecem a mesma comida, a droga só fazia mal pro corpo dele, dizia que tinha camera e escuta em casa, e que minha mãe estava filmando minha irmã pra mostrar pra todo mundo, minha mãe não suportou tudo isso e quase caiu em depressão não sabia o que fazer, então meu pai saiu de lá e foi morar em outra cidade, depois de meses sem tratamento, ele deu uma pequena melhorada e de novo caiu nas drogas, e agora 2 anos depois ele começou com os mesmo sintomas, não sabemos mas o que fazer, só minha vó cuida dele mas ela é bem velhinha e não aguenta mais, eu tenho um bebe de 4 meses não posso cuidar dele, ele ja foi muito violento tentou matar minha mãe várias vezes e confesso que tenho mesmo de alguma atitude violenta dele, será que tem internaçao, que é necessário:? o que podemos fazer?

        • Dr. Deyvis Rocha 29 de abril de 2013 às 0:14 · Responder

          Oi, Keithiany,

          Uma situação realmente difícil essa a da sua família.
          O que vai mudar isso é o seu pai se submeter a um tratamento. Já faz dois anos que a coisa está assim, não dá para esperar que se resolva sem medicação. E sim, a internação pode ser uma opção, principalmente nesses casos em que a pessoa não aceita fazer tratamento (penso que isto deva ocorrer com o seu pai) e coloca em risco a integridade de outras pessoas.

          Veja se há um Centro de Atenção Psicossocial, um CAPS (pergunte, por exemplo, no posto de saúde mais próximo de sua casa), aí perto de sua casa. Esse local conta com psiquiatras, psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais, e pode auxiliá-la a bolar estratégias para convencer o seu pai a se tratar.

          Saudações,
          Deyvis

    • keithiany brito 22 de abril de 2013 às 2:43 · Responder

      Olá, meu pai esta exatamente com os mesmos sintomas, não sei o que faço, como vc intenernou seu marido?..como conseguiu convence-lo/?

  4. Fabio 13 de janeiro de 2013 às 10:05 · Responder

    Dr. tenho 25 anos, sempre fui uma pessoa extremamente medrosa e ansiosa. Acontece que faz uns 4 meses que sinto que tem alguém atrás de mim, ou me observando, ou me seguindo, ou me olhando dormir…essa sensação dura 24 horas por dia. Eu só sinto, nunca vi nada e sei que é imaginação. Minhas dúvidas: Estou em psicose? De tanto sentir essas sensações posso chegar a ficar psicótico? Seria bom eu tomar antipsicótico já?

  5. Fabio 14 de janeiro de 2013 às 7:53 · Responder

    Dr. socorro!!! Não tenho dinheiro para me consultar em um médico particular e fui ao CAPS da minha cidade, eles só tem vagas para novembro de 2013 com psiquiatra, um descaso. Ajude-me por favor. Sou o Fabio do post anterior. Tenho medo de por sentir essas sensações, vir a ter psicose. Estou somatizando essa angústia com dores de cabeça e zumbidos no ouvido. Será que de tanto ter sensações e imaginações de perseguição, vou ter uma psicose? Não conheço ninguém na minha família que tenha tido psicose, apenas eplepsia.

    • Dr. Deyvis Rocha 14 de janeiro de 2013 às 15:33 · Responder

      Oi, Fabio,

      Achar que tem alguém atrás de você observando-o é um dos sintomas de psicose, mas também pode ser encontrado em outros quadros psiquiátricos, por isso, mantenha a calma e procure um psiquiatra ou um psicólogo para lhe tirar essa dúvida.
      Realmente, não dá para esperar até novembro para ser avaliado em um CAPS.

      Sugiro-lhe então que procure uma emergência psiquiátrica. Lá eles poderiam atendê-lo de imediato. Veja qual seria a emergência psiquiátrica mais próxima da sua casa ou da sua cidade.

      Boa semana,
      Deyvis

      • Fabio 14 de janeiro de 2013 às 16:11 · Responder

        Dr. Mas eu tenho noção do absurdo, sei que não tem ninguém atrás de mim, são só pensamentos…Aqui na minha cidade não tem emergência psiquiátrica. Tudo isso começou depois que li sobre psicose, porque uma visinha minha teve…depois que li comecei a imaginar essa situação. Mas lembrando, eu sei que não tem ninguém atrás de mim, são só sensações.

  6. Fabio 14 de janeiro de 2013 às 16:24 · Responder

    A sensação é a seguinte, um dia eu imaginei que poderia começar a surtar e me imaginei sendo perseguido, ai esse trauma ficou na minha cabeça e não saiu mais. Sempre tive medo de ficar louco, desde adolescente. Não tenho medo de pessoas e nem de que estejam me seguindo, me analisando melhor, tenho medo mesmo é de ficar louco e acreditar que tenha alguém me seguindo….mas sei que não há motivos para ninguém me seguir, sei que é bizarro isso. Mas o meu medo mesmo, é de tanto ter esse pensamento bizarro, acabar acreditando que realmente tenha. Eu acho meu caso muito excepcional, não sei se é ansiedade, ou um pensamento obsessivo, ou já psicose. O pensamento obsessivo vira psicose?

    • Dr. Deyvis Rocha 14 de janeiro de 2013 às 21:36 · Responder

      Olha, Fabio, isto está mais para um pensamento obsesivo, que tem mais a ver com os transtornos ansiosos, do que psicose.

      O seu grau de discernimento é bom, você mesmo diz que sabe que não tem ninguém seguindo-o, então penso que não há chance de você ficar psicótico.

      Mas ainda acho que você precisa de tratamento. Para esta ansiedade imensa que você parece ter.

      Saudações,
      Deyvis

  7. Felipe 16 de janeiro de 2013 às 1:31 · Responder

    Olá Dr Deyvis,
    parabéns pelo seu trabalho singular e de ajuda aqui desenvolvido apoiando e explanando sobre dúvidas variadas sobre a psiquiatria e os transtornos mentais para as pessoas que buscam compreender e quando se vêm nesse contexto . Assim minhas dúvidas como não especialista e pai( pois, envolve minha filha) plaina sobre essa temática. tenho consciência dos grandes mistérios e o complexo contexto que envolve cada caso, cada pessoa e suas redes sociais de relações, um universo. Mas na esperança de conseguir algumas informações coloco humildemente minha história e minha questão à sua experiência e conhecimento.Desde já muitíssimo obrigado pela atenção dispensada…
    A questão é a seguinte: como você mesmo explicou neste artigo ´´o surto psicótico está presente em algumas doenças mentais, como a esquizofrenia, o transtorno psicótico breve, o transtorno bipolar, a depressão grave, a demência, entre outros“ uma pessoa acometida de um surto psicótico, com sintomas de pensamentos desordenados, ouvindo vozes, aos 35 anos de idade, sem diagnósticos anteriores(mas, com históricos na família, irmão e irmã, tios etc) da para enquadrar acometida em que tipo de doença mental? Lembrando que essa mesma pessoa , na semana anterior à referida crise esteve comigo, pai de sua filha de 8 meses, (não somos casados , nem namorados, mas ela gosta muito de mim e temos nossa filha em comum), onde, depois de muitas desesperanças e ´´dificuldades afetivas durante a gravidez, pela minha ausência “ vivemos uma semana intensa com perspectivas de ficarmos juntos e até casarmos, num momento apropriado. Contudo, ao final dessa semana, na convicção de que poderíamos ter uma vida juntos fui embora normalmente.Mas, os sintomas de uma desordem nos pensamentos ficaram evidentes no dia seguinte a minha ´´ida embora“. Solicitado por seus familiares, cheguei à sua casa nesse mesmo dia no período da noite e ela já estava com um nítido quadro de descontrole emocional , pensamentos desordenados e confusos com demasiada preocupação com o seu filho de desseis anos. Nesse momento ela já tinha voltado do pronto socorro psiquiátrico da cidade, medicada com o tradicional diazepan na expectativa médica de que ela dormisse e descansasse , o que aconteceu muito pouco. No dia seguinte, o transtorno psicótico estava evidente e logo pela manhã buscamos um hospital especialista ( psiquiatria) para o caso. Ela só dormiu com a ajuda de fortes medicações. Mas, quando retornou do sono seu estado psíquico pouco, ou nada, melhorava . Nessa mesma noite decidimos pela internação. A melhora foi dia a dia perceptível com a medicação Risperidona(receitada pelo médico) acompanhada com o fernegam 25mg (muito usada no tratamento da esquizofrenia) e ao final do terceiro dia e com a alta médica ela já estava 100% consciente, mas, com os efeitos colaterais de desanimo e muito sono… Comuns à esse tipo de medicação que, a partir daquele momento a acompanharia, no mínimo por um grande período, sob orientações médicas. Após duas semanas e enfrentando os sintomas mencionados, as doses foram gradativamente sendo diminuídas, com acompanhamento do médico psiquiatra e suas recomendações, Passando das três doses iniciais de 3mg cada e duas de fernegam 25mg, para uma única dose no período da noite de igual mg para as duas medicações. Com pouco mais de uma semana, e todos mais alertas, alguns pequenos indícios vieram sutilmente a aparecer novamente, logo retornamos ao médico , mas seus pensamentos já estavam consideravelmente desordenados novamente. Foram mais duas semanas com a mesma dosagem do começo do tratamento, todavia, o tratamento seguiu em casa ,com as devidas orientações médicas, e, após uma semana sendo cuidada e assistida e, em plena consciência voltou a duas doses de 3mg de risperidona. Hoje ela continua tomando a medicação e está bem … Obs. Nos períodos das duas crises ela ficou na minha casa para poder ser cuidada , pois sua família não tem a estrutura necessária para essas difíceis situações. Depois de duas semanas ela retornou para o seu dia-a-dia em sua própria casa. Ela cuida de tudo, filhos, casas, estuda, passou agora no concurso para professora temporária, e toma o remédio por conta própria… Mas sempre se queixa dos efeitos colaterais de sono , moleza e desanimo. Sei que não existe uma forma absoluta de classificar ou definir as doenças mentais, mas, nesse contexto, pode-se definir como esquizofrenia? E no caso de outras doenças que acompanham o súbito psicótico o tratamento também acompanha o paciente por toda vida com antipsicóticos . O médico descartou a esquizofrenia, mas, será isso uma prática médica para o paciente e a família que se encontram enredados nos estigmas do preconceito dessa doença, para que respondam melhor ao tratamento ou realmente pode ser um surto psicótico da ordem de outras doenças mentais? Se não for o caso de esquizofrenia, como determinar o período médio para o tratamento de um transtorno súbito psicótico afetivo? se é que esse termo existe…. mais uma vez obrigado pela força,

    sucesso sempre!!!

    Atenciosamente,

    • Dr. Deyvis Rocha 22 de janeiro de 2013 às 23:21 · Responder

      Olá, Felipe, como vai?

      Que a sua amiga teve um surto psicótico eu não tenho dúvida, mas não consigo lhe dizer em que descrição diagnóstica ela se enquadra melhor. Só quem a atendeu de perto e observou os seus sintomas é capaz de fazer uma distinção entre a psicose afetiva e a não afetiva. Como ela só está tomando a risperidona e não um estabilizador de humor ou antidepressivo, suponho que o psiquiatra que a viu tenha feito o diagnóstico de psicose não afetiva (isto é, que não é fruto de transtorno bipolar ou depressão). A única diferença entre a esquizofrenia e o transtorno psicótico breve é a duração dos sintomas. Se o quadro psicótico durou mais de um mês, já podemos chamar de esquizofrenia, se durou menos, aí falamos em transtorno psicótico breve. Nesse quesito, há uma divergência entre a Classificação Internacional de Doenças, a CID-10, que adota esse parâmetro, e o Diagnostic and Statistical Manual, o DSM-IV, que é a classificação diagnóstica dos transtornos mentais da Associação Psiquiátrica Americana, que estabelece que a esquizofrenia só pode ser diagnosticada após 6 meses de sintomas psicóticos, antes disso seria Transtorno psicótico agudo e transitório.
      Sim, há muito preconceito contra as pessoas que têm transtorno mental, em especial esquizofrenia. Se o psiquiatra dela crê que não é esquizofrenia, tanto melhor. O importante, no fim das contas, é que ela retomou a sua vida. Só acho que ela não deve se contentar com o efeitos colaterais. Provavelmente, ela terá de tomar a medicação por alguns anos e vai ser bem desagradável fazê-lo se está sentido essa moleza e desânimo. Sugiro que ela comente isso na próxima consulta com o psiquiatra. Há várias medicações que podem ser utilizadas para a prevenção de recaídas psicóticas, talvez ela precise trocar de remédio para ter menos efeitos colaterais. O mais importante é falar abertamente com o médico dela sobre esse tema.

      Saudações,
      Deyvis

      • Felipe 6 de fevereiro de 2013 às 13:24 · Responder

        Olá Dr Devis, como havia exposto há alguns meses o caso de minha amiga gostaria da sua opinião. Ela toma já há 3 meses o risperidona 3 mg associado ao fernegan 25mg. Atualmente, ela toma essa dosagem na manhã e a noite. Desde sempre ela sempre reclamou de desanimo e sonolência, como havia comentado. Ela vai consultar hoje o médico responsável pelo seu tratamento, e,gostaria de saber se seria indicado a retirada do fernegan, total ou parcialmente , uma vez que é usado em psiquiatria para combater o efeito colateral dos antipsicóticos e para induzir ao sono. Nesse sentido, ela em nenhum momento teve a oportunidade de descobrir se a risperidona apresenta algum efeito colateral no seu organismo. Não seria interessante ter essa informação?
        Existe casos em que pessoas tomam somente o risperidona e não apresentam efeitos colaterais? É arriscado ela diminuir 1mg de risperidona na dose diária: um de 3mg a noite e 2mg pela manhã?

        • Dr. Deyvis Rocha 18 de fevereiro de 2013 às 19:15 · Responder

          Olá, Felipe,

          Como demorei em lhe responder, espero que o psiquiatra que atendeu a sua amiga tenha esclarecido todas as suas dúvidas a respeito do tratamento dela.

          Att,
          Deyvis

          • Felipe Ricardo 20 de fevereiro de 2013 às 11:39 ·

            Olá Dr Deyvis, bom dia. Tranquilo quanto a demora , entendo a correria do dia dia. Muitas dúvidas foram sanadas sim, mas, tudo que vem à somar é sempre muito bem vindo. Inclusive ele recomendou que ela deixasse de tomar 1 comprimido de fernegan 25 do dia e partisse o comprimido de risperidona do mesmo período, permanecendo com a dosagem noturna descrita no comentário anterior. Mas, não existe problemas em partir a medicação risperidona de 3mg? Pois, tenho um amigo farmacêutico que não recomenda tal ação.Uma última pergunta surgiu, existe relação para algumas mulheres que fazem uso do risperidona com um distúrbio no ciclo menstrual? Porque, no caso dela, com a menstruação atrasada há 3 meses( desde o início da administração do risperidona) e descartado qualquer chance de gravidez, poderia ter que trocar a medicação?Lembrando que, essas possibilidades foram levantadas por um médico ginecologista. E no caso de trocar a medicação existe riscos de uma nova crise psicótica? Na sua opinião profissional, que outro medicamento poderia ser administrado, para o caso das necessárias discussões sobre o assunto com o médico psiquiatra dela. Pois, como é sabido,os antipsicóticos de terceira geração, como o risperidona, diminuem os desconfortáveis efeitos colaterais como: convulsões , rigidez muscular, entre outros. Ela tem medo de não se adaptar com outra medicação ou que os seus efeitos colaterais sejam bem piores.Desde já muito obrigado pela atenção dispensada. Forte abraço.

          • Dr. Deyvis Rocha 20 de fevereiro de 2013 às 15:02 ·

            Olá, Felipe,

            Que bom que o psiquiatra de sua amiga pôde esclarecer as suas dúvidas.
            Como ela já está em tratamento, não posso comentar as decisões de um colega e lhe peço que possa falar para ele exatamente o que você acaba de me escrever.
            É claro que diante dos efeitos colaterais da medicação (sim, a falta do fluxo menstrual é um efeito colateral da risperidona) e da melhora clínica da sua amiga, o psiquiatra que a atende e a conhece vai tomar a decisão mais correta a respeito do antipsicótico a ser utilizado.

            Abraços,
            Deyvis

  8. Rejilene 21 de janeiro de 2013 às 2:41 · Responder

    Olá, meu marido levava uma vida muito estressante e corrida e frequenta uma seita que aplica alguns ensinamentos de natureza mística, ele teve um surto pscótico há quatro meses, ele achava que tinha que salvar todo mundo de um terrível mal que aconteceria, ele não comia mais direito, não dormia, ficou com uma intensa mania de limpeza e repetia sempre as mesmas coisas, enfim, ele surtou. Ficou internado por quase dois dias, e no terceiro dia ele estava quase normal. ele tomou a medicação recomendada por exatamente apenas 15 dias, os médicos achavam que ele deveria tomar a medicação por seis meses. mas ele se recusou a continuar. Gostaria de saber qual sua opinião: ele pode vir a surtar uma outra vez? Mesmo tendo havido uma mudança em sua rotina, trabalha menos, descança mais, fica mais tempo com a família, enfim?

    • Dr. Deyvis Rocha 22 de janeiro de 2013 às 23:26 · Responder

      Olá, Rejilene,

      Certamente, o seu marido deveria estar tomando a medicação pr mais alguns meses, no mínimo um ano, para evitar ter recaídas.
      Não posso lhe dar 100% de certeza de que ele vai voltar a surtar, mas as chances sao sempre maiores de ter um novo surto se a pessoa que o teve uma vez não se previne adequadamente tomando a medicação.
      Enfim, fique alerta para qualquer nova mudança de comportamento do seu marido e não exite em levá-lo ao pronto-socorro o mais breve possível se os primeiros indícios do surto se manifestarem.

      Ba sorte,
      Deyvis

  9. Oliver 24 de janeiro de 2013 às 21:55 · Responder

    Olá DR.,
    Tenho uma esposa que teve um surto psicótico no 1º episódio, inventou algumas coisas que aconteceram no trabalho, como roubo, grampo de telefones, clonagem cartão de crédito, etc. .
    Parou de tomar a medicação Respiridon e depois de 1 ano começou ficar agressiva comigo e com minha filha de 17 anos, chegou quebrar um notebook novo em uma briga com ela que eu tinha dado, não dormia, inventava uma faxina de madrugada. Como nosso relacionamento não estava bem há anos, e já estava me separando, achei que tudo que ela estava fazendo era para me atingir, e não percebi nada. Aí veio o 2º episódio veio bem mais forte, e segundo o médico já era um quadro de esquizofrenia, como: contato com seres de outro planeta, prisão domiciliar, purificação do corpo com 2 litros de cloro jogados pela cabeça abaixo, coisas que acontecia na televisão que fazia parte da vida dela e o mais intrigante para mim, uma confissão de traição dela com um antigo patrão, um colega do novo trabalho e um médico de 10 anos atrás que a tratava, tudo delatado por ela de forma detalhada como tivesse se arrependido, que se encaixava com os momentos normais dela, pois cobrava na época algumas atitudes dela. Um dia o remédio começou a fazer efeito, ela acordou boa e as traições passaram a ser tudo invenção da cabeça dela, pesquisei sobre isso e não achei nenhum sintoma da doença igual o dela, traição por parte do doente. Gostaria saber do Dr. se essa suposta traição realmente aconteceu ou foi invenção da cabeça dela por causa da doença, pois não posso viver com essa dúvida. Sinto que o médico dela evita o assunto tentando resguardar a vida do casal devido o historico familiar dela, ou seja, adotada, a mãe adotiva não tá nem aí, não tem ninguém na vida.

    Um abraço

    Oliver

    • Dr. Deyvis Rocha 26 de janeiro de 2013 às 20:57 · Responder

      Oi, Oliver,

      A traição relatada por sua esposa pode ser fruto de um delírio imaginativo, isto é, um delírio nutrido ou fomentado por intensa atividade fabulatória, fantástica, em geral acompanhado por ilusões e alucinações da memória. Quer dizer, pode ser que o que as traições relatadas por ela façam parte de uma memória de algo que ela de fato não viveu, mas que lhe foi imposta pela doença.

      De modo que é possível que ela lhe relate traições durante o episódio psicótico sem que eles tenham ocorrido, pois ela os nega quando está sob tratamento.

      Saudações,
      Deyvis

      • Oliver 30 de janeiro de 2013 às 20:12 · Responder

        Obrigado Dr.

  10. Veronica 28 de janeiro de 2013 às 19:36 · Responder

    Olá Dr, pesquisando na net cheguei em seu esclarecedor trabalho que responde sobre surto. Meu esposo há duas semanas teve um surto. Ele acordou me gritando, dizendo que tinham assaltado ele e estavam torturando-o. Foi terrível para mim e minha filha vermos uma pessoa chorar e rir ao mesmo tempo, falando coisas sem nexo, sem conseguir se mexer. Ele trabalha muito, dorme pouquíssimo e também é uma pessoa que se irrita com muita facilidade. Fomos ao psiquiatra e foi receitado Rivotril 2mg. Ele ainda tem dificuldades para dormir,então o médico passou mais um outro medicamento para dormir, Dalmadorm (que não fez o efeito desejado, só o deixou com o corpo pesado). A minha dúvida é em relação ao tempo de uso do Rivotril, pois algumas pessoas falam que ele pode viciar, mas ao mesmo tempo, ele não pode ser utilizado por muito tempo. O médico não mencionou o tempo de uso do medicamento. Ficou com muito medo dele ter outro surto e ao mesmo tempo de utilizar um medicamento que pode prejudicá-lo ou ter que usar por toda vida? Por favor esclareça minhas dúvidas.

    • Dr. Deyvis Rocha 29 de janeiro de 2013 às 11:47 · Responder

      Olá, Veronica,

      Se o seu marido teve um surto psicótico, ele deveria estar tomando outro tipo de medicação e não o Rivotril ou o Dalmadorm, ele deveria estar tomando um antipsicótico. Tem certeza que nenhuma outra medicação foi prescrita?

      Não sei o que o psiquiatra que o atendeu pensou sobre o caso, aparentemente não achou que fosse um quadro psicótico e apenas ansiedade.
      Enfim, é difícil dar uma opinião sem saber ao certo o que está acontecendo com o seu marido.

      Att,
      Deyvis

  11. pamela 9 de fevereiro de 2013 às 4:06 · Responder

    Ola dr. estou com uma dúvida meu avo tem 88anos e de uns quatro meses pra cá começou a ficar agressivo e falar com a tv ele briga com a tv chega até a pegar faca fora q já pegou faca até para uma amiga dele , diante disso levamos ele no médico psiquiatra daí foi passado 4 mg de risperidona e 50mg de donaren para ser tomado a noite mas ele continua acordando de duas em duas horas de madrugada e de dia acaba dormindo o dia todo não sei o q fazer mais pois ele não dorme direto a noite toda será q o senhor poderia me ajuda?

    • Dr. Deyvis Rocha 9 de fevereiro de 2013 às 15:28 · Responder

      Olá, Pamela,

      Pelo que descreveu, a alteração de comportamento do seu avô não foi resolvida com as medicações prescritas, de forma que é preciso que o psiquiatra mude essas medicações. Há várias outros antipsicóticos que podem servir para o caso do seu avô.

      Att,
      Deyvis

  12. pamela 10 de fevereiro de 2013 às 22:30 · Responder

    Ola dr.
    Muito obrigada mesmo pela rapidez na resposta. Então dr. Eu até tentei falar com o médico mas devido o feriado não consegui. Gostaria de saber sobre o lorazepam pois a avó de uma amiga tomava e tinha o mesmo sintoma do meu avo daí a médica dela passou o lorazepam e ela tb trocava o dia pela noite daí com esse remédio deu certo ela tomava 1mg a noite o q o senhor acha sobre este medicamento será posso dar pro meu vo e o senhor acha q o meu vo tem delírio ou está esclerosado ?

    • Dr. Deyvis Rocha 11 de fevereiro de 2013 às 11:36 · Responder

      Olá, Pamela,

      Não posso indicar nenhum tratamento medicamentoso específico sem conhecer o seu avô. Você deve procurar o psiquiatra que prescreveu essas medicações para ele para lhe pedir mudanças na prescrição.
      Que o seu avô tem delírios, parece-me certo, porém a razão para eles terem surgido já em idade avançada fala mais em favor de um quadro demencial, talvez Alzheimer ou outro tipo de demencia. Acho que a palavra “esclerosado” no jargão popular se encaixa bem no que chamamos de “demenciado”.

      Bom feriado,
      Deyvis

  13. pamela 11 de fevereiro de 2013 às 17:59 · Responder

    obrigada novamente!!!!!!

  14. Marcio 16 de fevereiro de 2013 às 8:02 · Responder

    Dr ° meu filho falar que judio e me xicar de nomes e até me agredir e e ficar irritado comigo tudo porque mae falou de mim com ele e estar recretido na vida faz xixi nas calças ache como criança de 3 anos o que faço ???
    E nem quer falar comigo por causa da mae dele acho que ele pode piorar , poderia me dar resposta

    • Dr. Deyvis Rocha 16 de fevereiro de 2013 às 22:41 · Responder

      Olá, Marcio,

      Preciso saber um pouco mais sore o seu filho. Por exemplo, que idade tem? Se age como se tivesse 3 anos de idade, penso que deve ser pelo menos um adolescente.
      Se ele está agindo de uma forma totalmente estranha ao que era o seu modo de agir habitual, considere levá-lo a uma emergência psiquiátrica! Ele pode estar precisando de uma medicação.

      Atenciosamente,
      Deyvis

  15. Lili 18 de fevereiro de 2013 às 12:01 · Responder

    Olá Dr. meu irmão passou por um surto psicótico em 2009 estava de férias com os amigos e um dia achou que eles queria fazer mal a ele , mata-lo saiu correndo entrou em uma loja e pediu ajuda para chamarem a policia , a policia chegou conteve ele e os amigos explicaram que ele havia surtado de repente , bom buscamos ele e meus pais optaram por não interna-lo e foi tratado em casa tomou rispiridona e fluoxetina em um mês já havia saído do surto entendia que havia sido tudo imaginação da cabeça dele pois achava que até minha mãe queria envenena-lo e que todos estavam falando dele coisas absurdas (deixo claro que meu irmão nunca usou drogas e nem bebe adora fazer esportes) recuperou retomou suas atividades , trabalho e rotina ;tomou o medicamento por uns 9 meses e parou achou que estava bom não fez terapia e procurou levar a vida normalmente. Agora no final de 2012 ele teve outro surto achou que estavam falando mal dele , julgando condenando e que ninguem gostava dele no trabalho e que até as pessoas que nem o conheciam na rua falavam dele ele distorcia coisas que ouvia achou que o mundo ia acabar pois havia aquele profecia de 2012 e que ele devia salvar o mundo se achando especial e escolhido ,achou que queriam matar a familia dele.Bom Dr novamente precisou ser contido e medicado e dessa vez ele começou a raciocinar mais claramente mais rápido e entendia que tudo foi como da outra vez uma coisa da cabeça dele que imaginou tudo que tudo foi um grande absurdo; retomou suas atividades novamente tem um bom emprego publico e faz exercicios fisicos mas esta chateado pois não consegue acreditar como pode pensar essas coisas , sabe Dr meu irmão sempre foi muito calado,timido, fechado nunca falou muito de seus sentimentos,ele é bem organizado gosta de tudo no lugar certinho,se cobra muito em ser 100% correto,é inseguro tem medo de não ser aceito,se cobra em relação a sentimentos de orgulho,vaidade e egoismo.Não consegue se ver como uma pessoa boa se acha ruim e cheio de defeitos ,mas ele não é ,é sempre bem atencioso com todos e todos no trabalho o elogiam e gostam dele mas ele não acha isso acha que não é bom o o suficiente. Ele esta indo ao medico desde o surto e um dos médicos o diagnosticou com TOC e outro com Bipolaridade pode ter os dois? Dr com a medicação não ha risco de se ter um novo surto ? O que o Sr. acha com essa breve narrativa sobre o diagnóstico? Muito obrigada pela atenção estou um pouco preocupada com ele.

    • Dr. Deyvis Rocha 18 de fevereiro de 2013 às 17:20 · Responder

      Oi, Lili,

      É difícil dar um diagnóstico para o seu irmão somente lendo o que você escreveu, pois, afinal, psiquiatras que conversaram com ele lhe deram dois diagnósticos distintos. Apenas pelo que você me relatou, eu ficaria com o diagnóstico de esquizofrenia, mas como vê, não é por esse caminho que pensam os que realmente estão cuidando do seu irmão.
      Sim, pode ocorrer de a pessoa ter dois diagnósticos e a isso chamamos comorbidade. Provavelmente, o surto psicótico do seu irmão está sendo encarado como um surto maníaco, que faz parte do transtorno bipolar, e não como um surto esquizofrênico. Mas para lhe darem o diagnóstico de TOC, provavelmente o seu irmão tem, fora dos surtos, comportamentos repetitivos e ritualizados que podem ser de lavagem de mãos, verificação de portas e objetos, contagem de números de placas de carros, excesso de arrumação, etc. Há muitas pessoas que têm certos hábitos repetitivos, que em geral as pessoas chamam de “manias” (não confundir com o surto maníaco do transtorno bipolar), mas só damos o diagnóstico de TOC a essas manias se elas causam incômodo ao paciente, se lhe tomam ao menos uma hora de seu dia.
      Se o seu irmão continuar tomando os remédios, será bem mais difícil que ele tenha novos surtos. Como ele já teve dois surtos, é recomendável que não pare mais o remédio.
      Uma sugestão que eu faria ao seu irmão é que ele fizesse psicoterapia. Pelo que você falou, ele tem uma visão de si mesmo bastante distinta do que ele é na realidade e isso pode ser mais um fator a lhe causar sofrimento. Um psicólogo poderia ajudá-lo com essas questões.

      Att,
      Deyvis

  16. Lili 19 de fevereiro de 2013 às 14:30 · Responder

    Olá Dr. obrigada pela resposta realmente os três médicos que trataram dele desde a primeira crise descartaram a esquizofrenia pelo tempo em que demorou para se recuperar da crise e retomar suas atividades e dois deles deram como diagnóstico o trastorno bipolar e um deles o TOC e meu irmão questionou e o medico disse que a compulsão tbém pode ser por um pensamento obsessivo no caso dele ele começa a pensar uma coisa e fica pensando ,pensando só nisso até que vem a crise aguda como ele explicou. Qual a diferença da crise do transtorno bipolar para a crise de esquizofrenia ? Como se diferencia uma doença da outra?Gostaria de deixar aqui um registro de agradecimento pelo seu site que é de grande apoio aos familiares que possuem duvidas de como lhe dar com a questão uma vez que o doente muitas vezes como no caso do meu irmão não fica a vontade com acompanhamento nas consultas. Meu muito obrigada!!!!!

    • Dr. Deyvis Rocha 19 de fevereiro de 2013 às 23:13 · Responder

      Oi, Lili,

      A crise do transtorno bipolar pode ser muito parecida à crise da esquizofrenia e não é incomum que os médicos tenham dúvida na hora de dar o diagnóstico a um paciente em surto. Em linhas gerais, as ideias da pessoa que está com o surto bipolar são de grandeza, de auto-confiança exagerada, enquanto na esquizofrenia a pessoa tem a ideia de que está sendo perseguido, de que é vítima de um complô, além de também poder ouvir vozes.

      Muito obrigado pelo elogio e incentivo,
      Deyvis

  17. Fernanda 20 de fevereiro de 2013 às 0:32 · Responder

    Dr.estou com um problema minha mãe sempre desconfiava que meu pai a traia,foram coisas que de tanta ela achar me fez ate pensar que ele realmente fazia isso.Ela desconfiava das pessoas,achava que pensam coisas ruins dela,ela sempre se sentiu inferior.
    Mais ela nunca apresentou essas coisas que ocorreu em dezembro de 2012 no final ela começou falar que ouvia na rua de cima um homem gritando o nome do meu pai falando diversas coisas etc.e só ela ouvia isso,quando ela me contou eu falei q não escutava,meu irmão a mesma coisa então a 3 semanas atrás ela não fala mais dessas vozes mais está estranha sisma com tudo que alguem vai entrar em casa,quer mecher na fiação de casa achando que tem escutas,cameras,sisma que a net Tv a cabo grava ela aqui,ela não dorme direito fica andando pela casa a noite chama meu pai pergunta algo,ela esta desligando os aprelhos de casa,depois noo dia seguinte ela começa voltar a ter reações normais mais as vezes ela fica querendo limpar as coisas ou se parece q ela ta anciosa com algo,conversando com ela,ela está normal mais quando ela esta sozinha ela começa com essas reações estranhas.
    Dr.isso pode ser o que?
    Levei ela ao psiquiatra chegando lá ela foalou que é uma pessoa deprimida que se sente muito triste mais não falou sobre esses delirios eu para não perder a confiança dela não comentei nada e ele passou um ante depressivo Pristiqui e um para durmir parece que deu um pouco de resultado mais do nos 15 dia só pq depois ela coemçou desenvolver as reações dr essas reações está faz 4 semanas.

    O que pode ser isso?
    Casos como este tem cura?

    • Dr. Deyvis Rocha 20 de fevereiro de 2013 às 7:23 · Responder

      Olá, Fernanda, bom dia!

      Toda a história que você me contou me faz pensar que a sua mãe está com sintomas psicóticos, mas é estranho que o psiquiatra que a viu não lhe tenha prescrito uma medicação apropriada para esse problema. Teria sido melhor se a sua mãe tivesse ido acompanhada à consulta e que você pudesse ter relatado ao psiquiatra tudo o que me falou agora.

      Sugiro que você marque nova consulta e dessa vez você vá junto com ela.

      Att,
      Deyvis

  18. Fernanda 20 de fevereiro de 2013 às 8:04 · Responder

    Dr.então ela hoje veio falar que precisa desabafar com o psiquiatra e da outra vez entrei na sala com ela,eu mandei varios email a ele relatando tudo que acontece e ele,quer ver minha mãe nesta quinta feira vc acha que devo deixa-la entrar sozinha ao consultorio ele já está ciente do que acontece.

    • Dr. Deyvis Rocha 20 de fevereiro de 2013 às 9:55 · Responder

      Acho que você deve falar tudo o que me escreveu para o psiquiatra da sua mãe. Se você não entrar com ela no começo da consulta, certamente o psiquiatra vai chamar você para entrar na sala em algum momento.

      Att,
      Deyvis

  19. maria de loudes 23 de fevereiro de 2013 às 15:11 · Responder

    Dr primeiramente gostaria de parabeniza-lo pelo seu trabalho, e gostaria de tirar algumas duvidas. meu marido teve um surto psicótico no final de novembro de 2012. depois de uma confusão no trabalho dele ele começou a achar que o seu colega queria mata-lo . ficou sem sair de casa achando que ia ser morto.porem seu delírio era só relacionado com o tema que seu colega tinha pagado alguém para mata-lo. começou a desconfiar dos vizinhos . sendo que antes do surto tinha uma vida normal nunca teve inimigos sempre foi cercados de amigos . depois que começou o tratamento com quetiapina ele melhorou, porem em alguns momentos ele volta a falar que seus inimigos querem mata-lo sendo que os ditos inimigos só querem ajudar. Ele ficou na época afastado do trabalho mas já voltou a trabalhar porem todos os dias eu tenho que acompanhar -lo no ponto de ônibus pois ele teme que os inimigos o matem .minha duvida e a seguinte sera que ele e esquizofrênico e sera que nunca vai perceber que essas coisas são frutos da imaginação dele desde já agradeço.

    • Dr. Deyvis Rocha 24 de fevereiro de 2013 às 23:27 · Responder

      Olá, Maria de Lourdes,

      Muito obrigado pelos elogios.
      O seu marido tem alguns sintomas de esquizofrenia, como essas ideias de perseguição que não correspondem à realidade. Isso é o máximo que posso dizer sem ter um contato direto com a pessoa.
      Todo o tratamento para o delírio tem de visar o retorno da pessoa à sua rotina normal. Pelo que você conta em seu texto, o seu marido ainda tem algumas preocupações delirantes e por isso evita andar sozinho. A minha sugestão é que você comente com o médico dele sobre a possibilidade de aumentar a dose da quetiapina, pois isso poderia tanto fazê-lo abandonar a ideia de que lhe querem fazer mal como perceber que essas ideias são fruto de uma doença mental.

      Att,
      Deyvis

  20. Ju 25 de fevereiro de 2013 às 10:21 · Responder

    Olá bom dia, conheço uma pessoa que há muito tempo não esta mais normal, não sei quando começou, mas ela acha que todos a perseguem, que todo mundo é inimigo dela que querem fazer o mal pra ela e seu filho, acha que a própria família dela está fazendo um complô contra ela, fica atrás das portas ouvindo as conversas dos outros achando que estão falando sobre ela. Já tentaram leva-la ao psicólogo, mas ela não quis ir. Como fazer para ajudá-la ? Será que é surto psicótico ? Aguardo resposta
    Agradeço desde já.

    • Dr. Deyvis Rocha 25 de fevereiro de 2013 às 15:03 · Responder

      Olá, Ju,

      A sua descrição me faz pensar realmente que essa pessoa tem sintomas psicóticos.
      O melhor a fazer é levá-la ao psiquiatra, que é o profissional que irá fazer o diagnóstico adequado da situação e prescrever o tratamento necessário.
      Veja se há um CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) próximo à sua casa, pois lá essa pessoa pode conseguir tratamento gratuito.

      Att,
      Deyvis

  21. joana 28 de fevereiro de 2013 às 10:48 · Responder

    Ola, parabéns pelo seu trabalho, sempre com respostas precisas e coerentes. Dr. namoro um rapaz que desde que o conheci percebi que tinha algo de errado com ele. Mora em uma cidade distante de mim160kms, foi tudo muito rapido o nosso inicio de namoro, inclusive trocando alianças de compromisso na segunda semana, depois disso, ja na terceira semana de namoro, veio ate minha cidade, saimos jantar, eu ele e mais uma amiga minha, no restaurante um amigo em comum meu e de minh amiga se juntou a nós, e quando chegtamos em casa, ele teve uma crise de ciumes dizendo que eu saia com esse amigo e que tinha visto todos nossos olhares, etc.. e assim começaram os surtos, fui percebendo que nao era normal aquilo, comecei a comentar com amigos, que me diziam para me afastar dele, mas a minha vontade de ajudar e o meu amor por ele foram maiores e procurei entao uma psicologa amiga, para me orientar em como lidar com ele. o processo foi dando certo e eu comecei a lidar com os surtos dele ja sabendo que iam ocorrer, pois se transformava a fisionomia dele e a voz, entao eu comecei a entender, só que ele nao toma nenhum medicamento, agora faz um mes, ele disse que pessoas amigas minhas, foram na sua casa e falaram mal de mim, que eu o estava traindo, não sei se foi um delirio ou foi real, só sei que eu nunca trai ele, nem olho para os lados. enfim,, terminou tudo, eu fui até lá, ele foi agressivo comigo, pulou e chutou no ar mandando eu me afastar dele, a mãe e o pai dele recolheram ele para dentro de casa e nao deixaram eu entrar… pediram que eu entendesse que ele nao me amava mais… sei que isso nao é verdade porque em todas as crises dele ele, em crise dizia que nao me amava, e depois que passava, ele mesmo pedia desculpas e dizia que me amava sim. a pergunta é a seguinte…estou eu quase doente de tanta saudades dele, ligo, mando msg, mas ele nao atende, e eu gostaria que ele acreditasse em mim e me deixasse ajudar… mas nao sei como agir… por favor, me de uma luz.. obrigado!

  22. joana 28 de fevereiro de 2013 às 12:37 · Responder

    Olá, desculpe esqueci de acrescentar mais alguns fatos em relação ao meu namorado, ele cada vez que tinha um surto de ciumes, procurava sair com outras pessoas e fazia de tudo para eu ficar sabendo e me dizia que isso era pra mim ter o retorno da minha traição, ocasionando problemas ainda maiores para mim de ficar firme nessa convivencia com ele.e num surto, ele tbem não quis mais vir para minha cidade, porque dizia que aqui tinha uma emboscada para ele e que iriam matá-lo e que seria meu ex marido(nunca fui casada), enfim, mesmo assim gosto muito dessa pessoa, e gostaria de namorar com ele novamente e poder ajudar, mas diante dos fatos e da sua recusa em falar comigo, eu fico sem ação. gostaria de uma maneira e uma sugestão de o que fazer e como me reaproximar. desde ja fico agradecida e aguardo.

    • Dr. Deyvis Rocha 1 de março de 2013 às 0:46 · Responder

      Olá, Joana,

      Obrigado pelo elogio ao blog.
      Olha, é uma situação realmente difícil essa que você está vivendo. Está apaixonada por uma pessoa que tem um ciúme extremamente doentil, chegando até a fabular situações, e que após o fim do relacionamento não lhe dá nenhuma palavra sobre as motivações dele nem lhe dá a chance recuperar o amor de outrora.
      Não dá para fazer aqui um diagnóstico psiquiátrico do seu namorado ou ex-namorado. Seria bom que ele conversasse com um psicólogo ou um psiquiatra para que esse seu comportamento fosse devidamente avaliado. E, se houver mesmo alguma coisa de errado com ele, que seja tratado.
      Acho muito louvável que você tenha se esforçado para ajudá-lo, mas, por outro lado, pense bem qual o futuro que lhe espera se você estiver ao lado de alguém capaz de ter essas reações que ele costumava ter. Uma união saudável com este rapaz pressuporia que ele mudasse a sua forma de agir, o que talvez só possa ser feito se ele estiver em terapia. Atualmente, ele não parece disposto a mudar em nada.
      Infelizmente, nem todos querem ser ajudados.

      Bom fim de semana,
      Deyvis

  23. Luiz 11 de março de 2013 às 18:54 · Responder

    Tava lendo isso agora e penso q posso ter alguma parecida, só q acontece coisas parecidas só depois de beber muito, ja aconteceu de uma vez eu sair pelo centro da cidade subindo em casa me escondendo dentro do quintal das casa por q acreditava q tinha um toque de recolher ou algo do tipo, e se alguém me visse na rua iriam me matar, tirei quase toda a roupa pq de jeans e casaco eu não conseguia subir nos lugares e ficava mais facil de fugir assim, tinha a sensação de q alguem estava comigo, cheguei a entra no meio terreno q tinha um monte de planta com e espinho e me cortei todo pq tinha q atravessar por ali ,na minha cabeça tinha alguem atras de mim, depois disso manero bastante na bebida, recentemente fui a uma festa e não bebi tanto a ponto de cair nada, voltei pra casa normal de taxi e me lembro de chegar em casa e ir dormir acordei a tarde e minha esposa disse q acordei de manha e empurrei ela sem motivo ela falo q eu estava com a pupila dilatada e com um olhar vazio como se tivesse olhando pro nada, e eu não lembro de nada, não lembro de ter levantado nada, só sei q quando eu acordei ela estava com medo de eu estar daquele jeito de novo.
    Sera foi um surto q aconteceu? Quem eu devo procurar, um psicologo ou psiquiatra?

    • Dr. Deyvis Rocha 11 de março de 2013 às 23:05 · Responder

      Oi, Luiz,

      Parece que você teve um surto psicótico sim, mas ele só acontece quando você usa álcool. Você pode ser alguém que sofre de intoxicação patológica e, dessa forma, qualquer dose de álcool pode provocar esses comportamentos em você, dos quais você pode ou não se lembrar depois.
      Sugiro que você se abstenha do álcool para evitar novos acontecimentos como os que me relatou e sugiro também que você vá ao psiquiatra para que ele lhe dê o diagnóstico correto e o tratamento, se for necessário.

      Att,
      Deyvis

  24. Gustavo 12 de março de 2013 às 11:08 · Responder

    Dr. Eu tenho a impressão constante de ter alguém atrás das minhas costas, mas sei que não tem. Tudo começou porque sofro de Pânico e dias desses comecei a imaginar que poderia começar achar que tem alguém atrás de mim. Minha questão é: De tanto pensar, pensar, pensar que tem alguém atrás de mim, eu posso acreditar nesse pensamento? Ou seja, eu posso ter um surto psicótico por isso? Obrigado.

    • Dr. Deyvis Rocha 12 de março de 2013 às 13:16 · Responder

      Olá, Gustavo,

      As pessoas com transtorno de pânico costumam também temer sofrerem de outros tipos de doença e por isso costumam estar sempre alertas às sensações corporais ou pensamentos que podem indicar que há algo de errado consigo. Não sei se este é o seu caso. De qualquer forma, como isso lhe está causando grande desconforto, sugiro que procure um psiquiatra, que poderá ouvirá as suas queixas e lhe dirá exatamente o que está se passando com você.

      Att,
      Deyvis

      • Gustavo 12 de março de 2013 às 13:19 · Responder

        Acredito que sim Dr. Mas pelo pensamento e a sensação ser repetitiva, eu posso sofrer um surto? Ou seja, posso passar a acreditar nas bobagens que minha mente cria? Posso prevenir um surto tomando anti-psicótico? Obrigado mais uma vez.

        • Dr. Deyvis Rocha 12 de março de 2013 às 13:24 · Responder

          Gustavo, evito fazer diagnósticos aqui pelo site. Apenas algumas linhas não substituem vários minutos de consulta.
          Não tome nenhuma medicação, muito menos um antipsicótico, sem procurar um médico.

          Att,
          Deyvis

  25. Elias 12 de março de 2013 às 13:59 · Responder

    Olá Dr. Deyvis Rocha tenho 18 anos tive um surto psicótico há pouco mais de 6 meses, minha História é longa eu trabalhava em uma Empresa de contabilidade sobrecarregava muito a minha mente, além do serviço diário na empresa quando eu chegava em casa ainda fazia outras tarefas,acho que o que desencadeou o surto foi o excesso de trabalho trabalhava em frente ao computador usava o pc umas 14 horas por dia. Tive o surto ao voltar do trabalho no meio da rua, eu comecei a observar as pessoas a minha volta e vi elas de uma forma diferente, como se eu não estivesse presente no ambiente, por conhecidência me deparei com um morador de rua falando sozinho, dai em diante eu quiz descobrir como funcionava a mente humana no intuito de curar aquele homem, é algo muito estranho, eu ficava filosofando a noite toda tentando criar teorias malucas, queria saber como funcionava a hipnose eu achava que se eu conseguisse hipnotizar uma pessoa eu também saberia cura-la , dai eu tentei Hipnotizar eu mesmo uma tremenda maluquice eu achava que me auto hipnotizando conseguiria descobrir como hipnotizar outros o problema é que eu de certa forma me hipnotizei mesmo pq tudo que minha mãe pedia pra eu fazer eu fazia sem questionar sem nada eu queria obedecer em tudo tanto ela quanto outras pessoas isso foi muito estranho, dai eu senti a necessidade de escrever um relatório sobre o que supostamente eu tinha aprendido sobre a Hipnose fiquei escrevendo sem parar, pronto ai no dia seguinte ja vim com outra ideia eu achava que era um enviado de Deus que vim pra salvar o mundo e que sem eu o mundo todo ia acabar, senti a necessidade de fingir estar morto varias vezes, teve uma vez que até eu achei que tinha morrido e depois ressuscitado fingi estar desmaiado, pra mim fazer aquilo era importante para as pessoas acreditarem que eu era o enviado de Deus e ao mesmo tempo comprovar minha teoria da hipnose pq se as pessoas vessem que eu tinha desmaiado e depois acordado imediatamente eu mesmo me curei e se as pessoas achassem que eu tinha morrido e depois ressuscitado elas iam mesmo achar que eu era o enviado de Deus, só pra lembrar eu ja mais faria isso em estado normal, uma vez quando eu fingi estar morto meu pai me chamou e eu estava escutando ele mas n queria acordar pra poder provar minha teoria ilógica fiquei la parado fingindo que tava morto até que ele pensou que eu tinha desmaiado dai ele me levou pro hospital e os médicos pensaram que eu tava com epilepsia e me passaram aquele medicamento Feno Barbital fiquei tomando ele por um tempão
    mas eu não estava melhorando eu ainda sentia que era o enviado pois tudo a minha volta me dava razão pra isso uma vez passou um carro de som falando :
    “Jesus é Brasileiro ele esta aqui ” ai eu pensei que tava falando de mim dai continuei a acreditar que eu era um enviado de Deus. Qualquer coisa que tinha a minha volta eu achava que era de mim ou que tinha a ver com minha situação, até as musicas que os vizinhos tocavam e etc tudo eu achava que era de mim ou pra mim. Pelo que eu ja pesquisei o que eu tive foi um surto tanto é que um neuro disse que o que eu tive foi um surto mas os médicos dos hospital público o clinico geral disse que o medicamento correto seria o fenobarbital, eu acho que eles se enganaram pois acharam que eu tinha mesmo desmaiado ai foi aquela confusão toda me encherão de medicamento até me dopar fiquei dopado babei um cobertor todinho la no hospital. hoje faço tratamento usando o medicamento Depakote ele trata várias doenças estou bem graças a ele quem me passou esse medicamento foi um psiquiatra. Mesmo assim eu acho que esse psiquiatra não sabe muito bem qual foi o meu problema tanto é que ele passou um medicamento que trata várias doenças, sabe pq, minha mãe ao falar meus sintomas só falou a parte que eu desmaiei quanto a parte das minhas teorias malucas e aparte de eu achar que era enviado de Deus ela não falou, e agora sera que esse medicamento Depakote vai ser suficiente pra me tratar? o que eu faço ?isso pode voltar ? quando eu perguntei pro psiquiatra o que eu tinha ele me disse que era devido as horas que fiquei em frente do pc ai teve algumas alterações no cérebro, pois no eletro teve algumas variações, antes do eletro eu fiz uma ressonância e não deu nada. Foi mesmo um surto o que eu tive? todas caracteristicas batem se foi eu preciso de outro tratamento além de fazer ratamento com Depakote ? por enquanto estou bem mas o que sera de mim depois do tratamento com o Depakote? quero lembrar que antes de ser internado eu durmi 24 horas e tive a sensação de estar com falta de ar, também tive náuseas e vomito mas isso foi depois de ter tomado um medicamento que pelo visto me deu alergia ele era pra conter a ansiedade pois o clinico geral disse que eu tava com ansiedade só isso , mas eu sei que n foi só isso, ta certo que eu tive mesmo uma serta ansiedade mas n foi só isso. o que eu tive ? foi eplepsia ? surto ? me ajude !

    • Dr. Deyvis Rocha 17 de março de 2013 às 0:44 · Responder

      Oi, Elias,

      Que história essa sua, hein?!

      Pois é, me parece um surto psicótico o que você teve. O surto psicótico pode acontecer devido a algumas doenças, como a esquizofrenia, o transtorno bipolar e , em alguns casos, devido à epilepsia.

      É importante mesmo fazer alguns exames laboratoriais, como eletroencefalograma e ressonância magnética de crânio, para afastar qualquer outro problema neurológico que possa ter desencadeado o surto.

      Não posso lhe dar um diagnóstico errado a respeito do que você teve porque, afinal, isso só é feito mediante uma conversa pessoal.

      Espero que você possa compartilhar com o seu psiquiatra toda essa história, que é bastante rica em detalhes, que você me escreveu. Vai ajudá-lo a entender melhor o que se passou com você.

      Att,
      Deyvis

  26. Isabelle 14 de março de 2013 às 13:18 · Responder

    Dr. há um ano e meio dois anos tive ansiedade, pânico, depressão e pensamentos obsessivos, tudo derivado do medo do meu namorado morrer (ele passava por problemas de saúde). Tomei clonazepan e fluxetina 20mg e fiz psicoterapia e melhorei. Agora faz uns 6 meses que ele passou novamente por um problema e todos os sintomas voltaram bem pior. Além disso, virei expert em saúde mental, pesquisei tudo, li tudo, inclusive sobre esquizofrenia. Fiquei expert também em fazer a ligação de tudo o que eu penso e vejo com os sintomas da esquizofrenia. Penso que vou achar que tem alguém me seguindo, penso que alguém pode estar me vigiando (só penso e sei que em hipótese alguma tem), quando vem pensamento de agressão, penso que uma voz vai começar a falar p eu agredir, matar…vejo uma luz já acho que é alucinação, vejo um gato já penso que vou confundir e achar que é um coelho…e tem algumas músicas que se eu ouço, elas ficam perfeitamente nítidas no meu ouvido, eu chego a ouvir o som certinho da música. O Sr. já deve imaginar o sofrimento. Voltei a tomar os medicamentos anteriores, mas não vejo melhoras. Dr. será que alguém surta por medo? Ou o medo da loucura é um antídoto para a própria, alguns profissionais até dizem isso…Obrigada.

    • Dr. Deyvis Rocha 17 de março de 2013 às 0:11 · Responder

      Oi, Isabelle,

      Pelo que você me contou, parece-me um caso de muita ansiedade. Não é incomum que pessoas ansiosas fiquem hiperalertas a respeito de qualquer pequena sensação corporal, pois há sempre a expectativa de encontrar algo de errado em si, algum mal, alguma doença, mesmo um quadro de loucura.

      Se você está tomando medicações e ainda não está se sentindo bem, isso deve ser mencionado ao seu psiquiatra, para que os ajustes no tratamento sejam realizados.

      Att,
      Deyvis

  27. eliana 18 de março de 2013 às 11:33 · Responder

    Olá, parabenizo-o pelo seu trabalho e solicito seu conselho para o seguinte caso. Meu pai, 76 anos, aposentado, foi diagnosticado com psicose, faz uns 5 anos. Ele diz que vê minha mãe o traindo, primeiro foi com um amigo da família, depois com um pedreiro, o sobrinho dela que foi passar uns dias lá em casa, e agora com o meu marido (genro dele), enfim qualquer homem que apareça lá em casa, minha mãe vai traí-lo. Recentemente, encontrei entre as coisas dele uma gravador, uma câmera caneta espiã, tudo para provar que minha mãe o trai. Ele também a ameaça de que vai matá-la, já foi violento com ela algumas vezes, e recentemente encontrei uma faca escondida no guarda roupa dele, será que ele pode realmente matá-la? Ele é medicado e acompanhado por psiquiatra, mas acredito que não está surtindo efeito, faz mais de 5 anos que ele vê a mesma coisa? Fico pensando se ele tem mesmo alguma doença ou é somente invenção dele para maltratar minha mãe. Desde já agradeço a atençao.

    • Dr. Deyvis Rocha 19 de março de 2013 às 0:31 · Responder

      Olá, Eliana,

      O que posso lhe dizer é que, se se tratar mesmo de um quadro psicótico (somente se o encontrasse eu poderia afirmar se é uma doença ou uma invenção, como você diz) o tratamento não está sendo adequado, pois ele ainda mantém os delírios de ciúme. É importante dar essas informações ao psiquiatra que o trata para que ele providencie um ajuste medicamentoso. Ainda mais porque essa situação vem se arrastando há mais de 5 anos!

      Att,
      Deyvis

  28. Elias 20 de março de 2013 às 16:47 · Responder

    Ja fiz ressonância e não deu nada ta tudo ok também fiz eletroencefalograma tudo isso antes de passar com o psiquiatra, foi o neuro que pediu o eletro e ele disse que não deu nada no eletro,mas
    o psiquiatra viu o eletro e disse que tinha algumas variações talvez devido as horas que fiquei em frente ao pc.

    Eu vou ter que tratar do surto e do outro problema neurológico que possivelmente desencadeou o surto é doutor ? sera que eu tenho esquizofrenia ou transtorno bipolar também ?

    e o surto pode voltar algum dia ? tem cura ?

    • Dr. Deyvis Rocha 20 de março de 2013 às 23:45 · Responder

      Olá, Elias,

      Que bom que neurologicamente está tudo em ordem com você.

      A diferenciação entre esquizofrenia e bipolaridade deve ser feita pelo seu próprio psiquiatra, que é quem o conhece melhor.

      O surto pode voltar ou não. Para fazer com que seja bem mais difícil que ele volte, siga as recomendações de tratamento do seu psiquiatra.

      Att,
      Deyvis

  29. Luana 20 de março de 2013 às 16:50 · Responder

    Doutor é verdade que a masturbação excessiva pode desencadear um surto psicótico , epilepsia ou outro problema mental ?

    • Dr. Deyvis Rocha 20 de março de 2013 às 23:38 · Responder

      Oi, Luana,

      Disso eu nunca ouvi falar nem li a respeito.

      Att,
      Deyvis

  30. Fernanda Alves 21 de março de 2013 às 14:35 · Responder

    Dr. preciso de ajuda, tenho temor de estar tendo começo de esquizofrenia. Faz exatamente uma semana que venho tendo crises de pânico, não consigo dormir por causa de vozes que ouço e que me fazem acordar toda hora, tenho visto vultos em todos os lugares que vou, não consigo mais me concentrar em nada, tenho medo, muito medo mesmo. Não consigo ficar sozinha, quando sou obrigada a ficar, fico com medo o tempo todo, qualquer coisa me assusta. Me ajude Dr, eu estou com medo de ter que voltar ao psicologo, pois desde muito pequena tive muitos problemas psicológicos por causa de um pai alcoólico que me agredia muito e o bulling que sofri muito tempo na escola, porem agora eu estava bem. Dr. me diga isso que estou tendo pode ser começo de esquizofrenia???

    • Fernanda Alves 21 de março de 2013 às 14:42 · Responder

      Antes também tenho que lhe dizer que nunca usei nenhum tipo de droga, tenho 20 anos, sou estudante de pedagogia, não há casos de esquizofrenia na minha família, porém tenho uma prima que desenvolveu epilepsia, e por final não acredito em sobrenatural nem nada do tipo, aliás, sou ateia, não tendo nenhum tipo de delírio por causa de igreja e coisas do tipo. Me ajude Dr. não sei realmente a quem recorrer.

      • Dr. Deyvis Rocha 22 de março de 2013 às 17:49 · Responder

        Oi, Fernanda,

        Entenda que não dá para fazer nenhum tipo de diagnóstico através do blog. Nada substitui a conversa que você pode ter com um psiquiatra. Ouvir vozes enquanto dorme e ver vultos não quer dizer que a pessoa tenha esquizofrenia. A ansiedade também provoca certas alterações da percepção.
        Enfim, é inegável que você precisa de ajuda. Não há razão para ter medo de voltar ao psicólogo ou fazer uma consulta psiquiátrica.

        Att,
        Deyvis

  31. Elias 21 de março de 2013 às 16:57 · Responder

    assisti um filme recentemente “Uma mente Brilhante” me emocionei muito o caso é bem parecido com o meu o dele é esquizofrenia

    • Dr. Deyvis Rocha 22 de março de 2013 às 17:51 · Responder

      Pois é, Elias, o filme “Uma Mente Brilhante”, que até levou o Oscar de melhor filme do ano em 2001, trata da vida de uma pessoa com esquizofrenia.

      Veja que o fato de ter essa doença não impediu John Nash de ser uma pessoa que fazia tudo de maneira normal, apenas tinha que tomar os seus remédios.

      Bom fim de semana,
      Deyvis

  32. ana 24 de março de 2013 às 19:49 · Responder

    Preciso de sua ajuda Dr. Deyvis Rocha. Minha filha vem mostrando comportamentos diferentes a algum tempo, ela não aceita de maneira alguma a palavra NÃO, não gosta de ser contrariada, tudo tem que sair da maneira como ela quer, além de roer muito as unhas ela come a pele toda de volta dos dedos, os dedos dos pés também, quando é contrariada seu olhar modifica e se torna uma pessoa agressiva, quebrando algumas coisas. Ela mente demais e, quando faz coisas erradas ela não assume, nega tudo. No mês passado ela passou por uma pisiquiatra e ela disse que ela tem depressão, está tomando remédios, mas mesmo assim quando contrariada fica com raiva e estraga qualquer coisa, o caso dela é depressão mesmo? Pois a consulta dela não durou mais do que 7 minutos, então ai ficou a minha suspeita em relação ao diagnostico. desde já agradeço.

    • Dr. Deyvis Rocha 24 de março de 2013 às 22:55 · Responder

      Olá, Ana,

      Realmente, uma consulta de 7 minutos não é nem um pouco adequada para entender o que se está passando com a sua filha. O que você descreve não me parece um quadro de depressão.
      Sugiro que você procure um psiquiatra ou um psicólogo que dedique mais tempo para conversar com você e com a sua filha. Só assim, o tratamento correto será prescrito.

      Boa semana,
      Deyvis

  33. Mônica 27 de março de 2013 às 13:09 · Responder

    Dr. bom dia! Vou contar o caso do meu esposo, que tem 27 anos, sempre foi uma pessoa tranquila. Tudo começou por volta do dia 01/11/2012, o meu esposo começou a se sentir triste, calado, dificuldade em raciocinar, falta de apetite, perda de peso. Dia 22/11 teve seu primeiro surto dentro da sala de aula à noite, foi fazer uma prova simples e não conseguiu, saiu desnorteado da sala de aula, alegando muita tristeza, choro e confusão de pensamentos. Sentiu medo e foi voltou pra casa, chorando muito. Quando foi no outro dia já marcamos uma consulta com uma psiquiatra. A mesma diagnosticou depressão, orientou o paciente a largar todas as suas atividades (aluno do ultimo ano de odontologia e seus dois empregos) para descansar mentalmente e passou a seguinte medicação: O antidepressivo EXODUS, 1 comprimido de 20 mg por dia. Depois de alguns dias já tomando essa medicação, ele acordou um dia sem falar nada e com a face sem qualquer tipo de expressão. Liguei pra médica e ela pediu eu levasse no consultório, foi então que ela passou mais uma medicação: a risperidona, começou a tomar 1 comprimido de 1 mg de manhã junto com o antidepressivo. Tomou por cerca de 1 mês e o paciente ficou “um pouco melhor”. Mas percebeu que toda vez que tomava o antidepressivo sentia algo estranho, sendo assim parou de tomar o antidepressivo por 6 dias e no dia 07/01, amanheceu com mais sintomas além do que já vinha sentindo: maior confusão nos pensamentos, medo, delírios e alucinações. A médica dele estava viajando, e só conseguimos uma outra consulta médica com um outro psiquiatra, no dia 14/01. Foi ai que o novo médico diagnosticou depressão profunda psicótica e passou a seguinte medicação:

    MANHÃ:
    - 1 comprimido de risperidona 2 mg;
    - 1 comprimido de akineton 2mg;
    - 1 comprimido de cloridrato de paroxetina 20 mg;

    NOITE:
    - 1 comprimido de risperidona 2 mg;
    - 1 comprimido de akineton 2mg;

    Com 3 semanas da medicação voltamos ao médico (06/02) e sentimos uma pequena melhora, porém muitos sintomas (acredito eu) de efeitos colaterais dos remédios, tais como: contorções estranhas, arrepios e tremores. A tristeza melhorou um pouco porém os delírios, medos e pensamentos confusos ainda são fortes em todo decorrer do dia. Havia momentos de lucidez também no decorrer do dia. O médico informou que ao ver dele realmente havia tido uma melhora e que esses sintomas que eu falei devia ser uma possível ACASITIA e que com o passar dos dias deveria melhorar e os demais sintomas também. A prévia para sumir os sintomas é de 4 a 6 semanas. O médico informou que a terapia só poderia ser iniciada quando o paciente não tivesse mais delírios e nem alucinações, pois dessa forma ainda não surtiria o efeito necessario. Disse que em 1 mês era pra voltarmos.
    Dia 06/03, voltamos, como ainda não havia melhorado a tristeza, os delírios, alucinações e o medo, o médico dobrou a paroxetina e o akineton, ou seja a medicação ficou:

    MANHÃ:
    - 1 comprimido de risperidona 2 mg;
    - 1 comprimido de akineton 2mg;
    - 1 comprimido de cloridrato de paroxetina 20 mg;

    TARDE:
    - 1 comprimido de akineton 2mg;
    - 1 comprimido de cloridrato de paroxetina 20 mg;

    NOITE:
    - 1 comprimido de risperidona 2 mg;
    - 1 comprimido de akineton 2mg;

    Hoje, 27/03, ele está melhor, está sentindo menos pensamentos confusos, delírios, alucinações e medos, porem ainda nao deixou de sentir, apenas diminuiu. Na parte da manhã é tudo mais difícil pra ele. À tarde e anoite ele fica melhor, porém vejo que fica mais calado, às vezes tem dificuldade na dicção e pouco demonstra suas emoções.

    Acha que estamos no caminho certo? Normalmente um quadro assim demora quanto tempo pra melhorar? Acho importante salientar que a mãe dele já teve uns 3 surtos psicóticos no decorrer da vida, mas que passou em poucos dias e nunca foram tratados, e sempre levou a vida normalmente.

    • Dr. Deyvis Rocha 31 de março de 2013 às 19:35 · Responder

      Oi, Mônica,

      O compromisso de qualquer médico ao tratar de situações como a de seu marido é o de proporcionar a remissão total do sintomas com o mínimo de efeitos colaterais. Daí, espera-se que o paciente volte à sua rotina normal, de trabalho e de estudos. Esse é o quadro ideal e realmente nem sempre é assim que funciona, às vezes a resposta ao tratamento não é tão boa com a primeira medicação, às vezes temos que fazer ajustes nas doses dos remédios e até trocá-los.
      Vocês estão no caminho certo porque estão fazendo o tratamento com o profissional adequado e não tardaram nem um pouco em procurar essa ajuda, assim que o seu marido começou a ter problemas. Falar mais que isso seria imprudente, já que não sou eu quem está acompanhando o seu marido e não me cabe fazer um juízo de valor a respeito da conduta de um colega.

      Espero que tudo corra bem com vocês e que o seu marido melhore cada vez mais,
      Deyvis

  34. Anonimo 29 de março de 2013 às 10:43 · Responder

    Minha mãe teve um surto pscicotico, devo temer por sequelas ?

    • Dr. Deyvis Rocha 31 de março de 2013 às 19:38 · Responder

      Olá,

      Pode haver ou não sequelas, e se houver, pode ser que durem alguns dias ou algumas semanas. Enfim, os surtos são tão variados e dependem da pessoa e do tratamento que ela recebe.
      Espero que a sua mãe esteja fazendo o acompanhamento adequado, com psiquiatra.

      Att,
      Deyvis

  35. silma santos de jesus 2 de abril de 2013 às 8:50 · Responder

    Dr. bom dia ! meu caso é o seguinte meu ex marido tinha muitos ciumes de mim , dormia com facas debaixo da cama , tinha insonia e dizia que se sentia perseguido e nunca quis procurar medico para se tratar. Será sintomas de surto? Acredito que sim ,devido as coisas que ja li no post . houve uma briga nossa em que ele me agrediu e meu pai foi tomar satisfações com ele e o caso dele se agravou pq ele ficou com medo de sair de casa e dizia que tinha gente atras dele. Nos separamos pq eu consegui faze-lo procurar tratamento e hj temos uma filha de 7 anos e ela as vezes fica com olhar vazio, fala coisas eu acho que seja delirios essa doença é hereditária? Agora minha filha disse para todo mundo que meu namorado passava a mão nela , meu pai soube disso e fez a mesma coisa que fez com o pai dela e hj meu namorado esta preso . minha filha ontem na escola fugiu da sala de aula dizendo que estava com vergonha dos coleguinhas todos ficaram procurando ela na escola ate que encontraram-na debaixo de uma arvore . Doutor me ajude , qual especialista eu devo levar minah filha para ter um diagnostico mais exato do que ela tem . Meu atua lamrido esta preso devido a estas coisas que ela falou e hj ela diz que não foi verdade e quando ela diz as coisas fica assim um pouco distante .

    • Dr. Deyvis Rocha 9 de abril de 2013 às 13:37 · Responder

      Olá, Silma,

      Realmente, é uma situação bastante difícil a sua. Evito fazer diagnósticos aqui pelo site, portanto, não dá para dizer se o seu ex-marido tinha ou não um surto. Os comportamentos que você descreveu certamente chama atenção para esse lado, mas seria necessária conversar com ele para se ter certeza do diagnóstico.
      Quanto à sua filha, ao meu ver ela precisa ser avalada por um psiquiatra ou psicólogo especialista em tratar de crianças. Ela está de fato precisando de uma avaliação pormenorizada.

      Att,
      Deyvis

  36. Renata 2 de abril de 2013 às 10:28 · Responder

    Oi Dr! Meu caso é parecido com o do Fábio, sou psicóloga e desde de meados do curso iniciei esse pânico, onde tenho medo imenso de ficar psicótica, e o medo se intensifica no sintoma clássico, medo de ouvir vozes, fiz um tratamento na primeira crise que tive isso, tanto que me paralisei de tanto medo, e agora alguns anos depois voltou, fico atenta a todos os barulhos e sons que se parecem com meu nome me dão imensa angústia, sei claramente que não ouço nada, felizmente tenho uma condição financeira boa, e procurei novamente um médico, porém esse psiquiatra que procurei não foi o que cuidou de mim na primeira crise, me medicou com remédios que eu já havia tomado mais me deixou ainda mais assustada, pontuando como se qualquer um pudesse virar psicótico do dia para noite, porém tenho clareza que não sou uma psicótica já fiz entrada em análise, tratamento que não se efetua com psicóticos, uma vez que como Freud e todos os demais psicanalistas postulam colocar um psicótico mesmo não desencadeado em analise é surto na certa!

    • Dr. Deyvis Rocha 9 de abril de 2013 às 13:53 · Responder

      Oi, Renata,

      É curioso até como muitas pessoas têm me escrito contando que sentem muito pavor de ficar psicóticas. No consultório, esse tipo de queixa não é frequente.
      Tudo o que posso dizer é que esse medo intenso de ficar psicótico se parece com o caso de outras pessoas que têm um medo intenso de contrair alguma doença incurável, como câncer ou AIDS.
      O ideal é que você fizesse tratamento para tratar-se dessa fobia, tanto com medicação quanto com psicoterapia.

      Saudações,
      Deyvis

  37. Barbara Castro 3 de abril de 2013 às 22:35 · Responder

    Dr Deyvis Rocha
    Hoje tive uma noticia horrível eu estou em França e a minha Mae que vive em Portugal esta manha chegou a casa da minha tia, que é a menos de 6 metros so tem um caminho de pedra que separa as casas e nao passam la carros nenhuns so o nosso e o da minha tia é uma aldeia e o caminho só tem saída para o monte mas só a pé a partir da minha casa para cima, aí ela começou a delirar a falar do pai falecido,que tinha de o ir ajudar a regar e ir as abelhas ela estava muito agressiva e disse mesmo que o meu pai a tentou matar…o meu pai é muito mau bateu em mim até aos meus 21 anos, eu sou filha única, acabei por sair de casa, mas nunca bateu na minha Mae só que lhe faz passar o inferno parte tudo em casa, e faz pouco da minha Mae de 63 anos e da minha avo materna de 92 anos. Ele exerce o que eu chamo de violência psicológica nas duas…. E hoje a minha Mae rebentou,se é que se pode dizer assim,nem os homens da ambulância puderam se chegar a ela.
    Essa crise começou por volta das 10:30 da manha e por volta do meio dia estava no hospital e deram lhe calmantes ou não sei pela veia e ela recuperou logo a cabeça conheceu a minha tia e tudo mas não se lembra da crise mas de nada mesmo. Esta noite ela ficou no hospital en psicatria em observações fizeram lhe analise e un tac a cabeca e vai ser vista por uma psiquiatra amanha e pelos vistos vai ter medicação a tomar.
    Estou perdida nunca tinha ouviste falar desta doença.
    Será que ela vai ter ataques assim outra vez?
    Será que a medicação a vai ajudar ?
    O meu marido e eu estamos a pensar ir para lá de vez viver na mesma casa vocês pensa que é bom para ela? Eu sei que ela era o que mais queria.
    Mas como o meu marido teve um acidente de moto aqui em franca em 2010 e foi operado a coluna 3 vezes temos de tratar das coisas dele porque esta a chegar ao fim da data máxima que a segurança social permite que é 3 anos sabendo que como foi operado a coluna ele nao podera voltar ao seu trabalho e vai entao ser despedido ,foi reconhecido como trabalhador handicapado avaliado ente 50% e 79 % só estamos a espera que as coisas acabem com o problema dele e pensamos ir de vez para Portugal. Tenho muito medo pela minha Mae e ela precisa de nos..
    Agradecia Dr Deyvis que me esclarecesse sobre esta doença e me tirasse as duvidas que tenho.
    Desde já agradeço lhe se puder me ajudar.

    • Dr. Deyvis Rocha 9 de abril de 2013 às 14:10 · Responder

      Boa tarde, Barbara,

      É um pouco difícil prestar esclarecimentos sem estar por perto para saber ao certo o que se passa com a sua mãe. Afinal, um surto psicótico, que é o que parece lhe ter ocorrido, traz-nos o alerta de que há, de fato, alguma alteração mental, mas não nos indica exatamente qual é a alteração. Especialmente numa senhora de 63 anos, que nunca teve um quadro parecido, é importante fazer exames, como ressonância magnética de crânio ou eletroencefalografia, que possam esclarecer a alteração mental ocorreu por causa de um problema neurológico, como uma inflamação ou um tumor.
      É menos comum que uma pessoa seja diagnosticada pela primeira vez com esquizofrenia quando está com mais de 60 anos, mas pode ser que este seja o caso.

      De qualquer forma, a sua mãe vai precisar sim de apoio familiar, principalmente nessa fase inicial em que se deve investir ao máximo em eliminar os sintomas e para isso temo de ter certeza de que ela seguirá o tratamento, e em saber de fato o que causou tal alteração do comportamento.

      Boa sorte,
      Deyvis

  38. Cruz 5 de abril de 2013 às 17:23 · Responder

    Eu sou o Cruz a minha filha tinha sofrido um SURTO PSICOTICO devido ter sido submetida a um tratamento dermatoligico com a substancia CORTICOIDE, a minha filha foi semana passada novamente para continuar o tratamento do kiloide e eles decidiram a remover o nodulo, eles passaram para nós levarmos o TRIANCIL para aplicação para que não volte a nascer outro nodulo, comprei o remedio e depois eu liguei para o farmaceutico e perguntei se esse remedio tem o CORTICOIDE o mesmo disse que sim, quando fomos na PELE SAUDAVEL avisamos que tinha o CORTICOIDE e que ela tinha tido um SURTO PISCOTICO devido ao remedio, então eles não aplicaram o remedio, só anestesia e soro sogiologico, isso foi na terça-feira.
    Domingo depois de passar bem o dia todo a noite ela começou a senti mal e foi dormi, as 02hs ela acordou com o mesmo SURTO PSICOTICO que tinha tido da outra vez, quando foi as 04hs da manha nós demos aquele remedio que o Sr. tinha passado CLORIDRATO DE PROMETAZINA, ai ela voltou a si depois que acordou as 11hs, estamos dando ele a ela 1 comprimido antes de dormir, eu fiquei 48hs com ela e desde entao ela ta muito quieta com o psicologico muito abalado, uma grande dificuldade de concetração e inqueitação, esta indo para escola mas muito queita sem querer conversar, qualquer coisa ela chora, queria saber do Sr. se ela ainda esta com esse surto, e se podemos esperar ela voltar ao seu estado normal ou se temos que leva-la novamente ao PSIQUIATRA para avaliação, somos carentes financeiramente, gostaria se o Sr. poderia me ajudar me respondendo essas questões.

    • Dr. Deyvis Rocha 22 de abril de 2013 às 10:59 · Responder

      Olá, Cruz,

      Não dá para fazer tratamento via blog. Portanto, a melhor coisa a fazer é realmente procurar um psiquiatra.

      Entendo que a sua filha precisa fazer uso de uma medicação para tratar um problema de saúde, mas essa medicação pode ser a responsável pelo surto psicótico. É um verdadeiro dilema, mas é importante tratar aquilo que está trazendo mais risco à pessoa. Converse isso com o psiquiatra e com o médico que está prescrevendo o corticoide. Talvez os dois médico possam também conversar entre si para melhor resolver o problema.

      Boa sorte,
      Deyvis

  39. Cruz 5 de abril de 2013 às 17:27 · Responder

    Ai em cima eu menciono… nós demos aquele remedio que o Sr. tinha passado CLORIDRATO DE PROMETAZINA, mas na verdade me refiro ao medico que a atendeu anteriormente. Desculpe o mal entendido

  40. alessandra 6 de abril de 2013 às 8:28 · Responder

    Bom dia dr…Vivi um relacionamento de 8 anos com um homem bastante ciumento,que me cercava de cuidados.Nunca me importei pois me sentia segura.Ele sempre foi calmo nunca desconfiei de nada em relação a traição.Recentemente descobri que ele havia conhecido uma mulher no facebook e que a amizade estava intensa,ele saia para trabalhar e ao invés de cumprir as obrigações,passava o dia todo com ela.Temos uma filha de 6 anos com ele…e quando descobri surtei.Não imaginava que ele me cercando de cuidados era capaz de algo assim.Discutimos e ele saiu de casa,direto para a casa dela.Ela me liga,me diz desaforos e tripudia sobre minha dor.So penso em coisas horriveis e sinto que eu os odeio com todas as minhas forças.Nunca imaginei que teria tais pensamentos em relação a mim…e a eles.Tenho medo de fazer algo que possa me prejudicar.Agendei uma consulta psiquiatrica para daqui a 1 mes.Mas em certos momentos,geralmente quando atendo a ligação dele fico pior.Choro muito,e minha filha acabou presenciando essas cenas.Hoje sofremos nós duas,pois ela não quer sair de casa,anda triste e chorosa.Quero melhorar,mas não durmo direito,tenho espasmos involutarios na boca,olhos,e uma dor infinita no corpo.Tenho medo de fazer alguma bobagem,enquanto não chega o dia da consulta gostaria de saber se tem algum medicamento natural para ajudar a combater esse sintomas.Me sinto impotente,fraca,receosa….mas as vezes a raiva me deixa corajosa,forte e quebro tudo em uma crise de ira.Ajude me.Quero afastar os pensamentos destrutivos e vingativos.

    • Dr. Deyvis Rocha 22 de abril de 2013 às 11:11 · Responder

      Olá, Alessandra,

      Apesar de ter demorado para lhe responder, creio que não passou tempo suficiente para que a sua consulta psiquiatra ocorresse.

      Abstenho-me de dar qualquer tipo de receita ou indicar qualquer tipo de tratamento através deste site. Se estiver difícil de suportar a situação até o dia da consulta, sugiro que procure uma emergência psiquiátrica.

      Saudações,
      Deyvis

  41. Luciana 7 de abril de 2013 às 1:50 · Responder

    Dr.

    Depois de uma grave discussão com o pai, ( seus pais são separados e vivem um relação muito tumultuada ) , meu sobrinho de 16 anos começou a se comportar de maneira muito estranha, repetitiva, depois passou a ficar com o olhar parado, sem responder o que lhe perguntava-mos. Olhava para todo lado, como se visse coisas…depois começou a chorar e pedir perdão.
    Esta fase durou 3 dias..levamos ele ao Hospital, onde fizeram vários exames clinicos e constataram que clinicamente ele não tinha nada, e encaminharam para um psiquiatra.
    Ainda no hospital ele foi medicado com diazepam e um outro remedio que não me lembro o nome mais sei que era para alucinações.
    Ele dormiu por 15 hs e acordou razoavelmente melhor…mas so durante umas horas…
    Os sintomas estão retornando e estamos aguardando a consulta com o psquiatra..minha irmã esta muito nervosa, sem saber como agir. O que podemos fazer, por favor nos ajude. Obrigada.

    • Dr. Deyvis Rocha 27 de abril de 2013 às 23:16 · Responder

      Olá, Luciana,

      Como a minha resposta demorou algumas semanas, creio que o seu sobrinho já tenha feito uma visita ao psiquiatra.

      Às vezes, um quadro psicótico pode surgir após um evento estressante, em pessoas predispostas.

      Espero que o seu sobrinho esteja sendo bem cuidado.

      Att,
      Deyvis

  42. Lilian 8 de abril de 2013 às 22:02 · Responder

    Parabéns pela clareza das explicações.Muito comum acontecer isso com pessoas da familia e ficar todo mundo transtornado sem saber o que fazer. Muito estigma com relação à estas doenças.
    Espetacular suas explicações.Obrigado!

    • Dr. Deyvis Rocha 27 de abril de 2013 às 23:20 · Responder

      Obrigado pelo elogio, Lilian.

      Tenho tentado, na medida do possível, deixar as pessoas mais esclarecidas sobre o adoecimento mental.

      Saudações,
      Deyvis

  43. Maria Luiza Ovidio 9 de abril de 2013 às 14:22 · Responder

    Olá Dr Dayves Rocha
    Gostaria muito de sua opinião tenho uma filha de 18 anos ela tem tido umas reações estranhas levei a uma Psicóloga e me disse que ela está passando por um surto psicótico já li muito a respeito e tudo que leio tem a ver com o jeito que ela age durante as coisas que acontece, peço sua ajuda ela já teve 4 crises só que em tempos diferentes não foram seguidas a ultima foi neste domingo dia 07 de abril de 2013 ela já é casada tem um filho de 2 anos o Miguel seu marido é Vinicius tem 22 anos Dr ela não aceita fazer a terapia com a Psicologa ela diz quenão é maluca, já levei a uma psiquiatria a mesma disse que ela não tinha nada, sendo que agora aconteceu tudo denovo, ela tem muito ciumes do marido vive falando que ele trai ela, que tem outra, mas fala também que está sufocada e que não gosta mas dele, neste dia que teve a crise quebrou todos seus perfumes, quebrou celular, cremes, video game, e jogou todas as roupas pela casa é uma coisa horrivel e depois ela nem sempre lembra o que aconteceu, sente muita dor de cabeça, chora muito, tenho muito mdo do que possa fazer, no ano passado ela forjou um sequestro para o filho nas vesperas de seu aniversário ele ia fazer 1 ano, ela disse que entraram onde ela mora e tentaram arrombar a porta em seguida começaram a ligar e fazer ameaças de que vinhan pegar seu filho que sabiam onde ele estava, ela fez tantas confusão que deu até policia na verdade achamos que era realmente uma ameaça de sequestro pois tinha muita informações tinha até carros a varias pessoas no dia seguinte consegui levar ela a psicologa e consegui marcar a psiquiatria, mas ela disse que não tinha nada foi através da psicologa que achamos que tem surto psicotico não sei por qual sintomas ela nunca usou droga, não fuma, não bebe, só engravidou muito cedo aos 16 anos e teve que se acostumar com cuidar de casa, marido e filho, qdo tinha tudo que queria estudava fazia cursos acabou parando toda sua vida por conta da gravidez pode ser isso ela não esta conseguindo assimilar todas estas informações sinceramente eu fico sem saber o que fazer até porque ela não aceita ir na psicologa diz que não é maluca me ajuda por favor gostaria muito de uma opinião sua como agir neste caso me ajude por favor se precisar de maiores informações estou a disposição.. Ela se chama Dayane tem 18 anos nasceu em 05 de agosto de 1994 seu marido Vinicius tem 22 anos, seu filho Miguel tem 2anos nascido em 28 de março de 2011, meu nome é Luiza sou de Petrópolis só tenho ela de filha não sou casada e nem vivo com o pai dela sempre fui separada dele ela nunca teve muito contato com ele mas sempre que podia ia para sua casa ou ficava lá com ele, sempre gostou muito dele, não sei se o fato de não ter sido criada com ela pode ter algo a ver sempre fiz de tudo sempre dei o que pude, sempre morou comigo e meus pais, até que foi morar com pai de seu filho a um ano e 5 meses. Muito obrigada Dr aguardo sua resposta sou de Petrópolis boa tarde

    • Dr. Deyvis Rocha 24 de abril de 2013 às 16:37 · Responder

      Boa tarde, Maria Luiza,

      A melhor coisa que você pode fazer é incentivar a sua filha a ir ao psiquiatra. Porque se o que ela tover mesmo for um surto psicótico, o que vai resolver mesmo é o uso de medicação. Infelizmente, há muito preconceito a respeito da psiquiatria e é justamente por isso que a sua filha se recusa a ir ao psiquiatra, pois pensa que só uma pessoa maluca é que deveria ir a esse tipo de profissional.
      Acho que todas as pessoas importantes para Dayane devem estar envolvidas nessa tarefa de incentivá-la a procurar ajuda médica: você, o marido dela, os amigos e amigas dela. E peça que ela leia alguns dos textos que eu escrevo, para que possa entender o que são alguns sintmas de perturbação mental, pois assim ela pode ficar mais acessível a ter uma conversa com o psiquiatra.

      Boa sorte a todos,
      Deyvis

  44. hannah 10 de abril de 2013 às 1:57 · Responder

    Dr Deyvis Rocha

    olá,meu marido é uma pessoa bem sociavel,bem comunicativa e prestativa. Em 2009 depois de um acidente na empresa que ele trabalahava e ele teve uma perda de um dedo,logo depois soube que ia ser demitido, só nao foi por causa do ocorrido. nessa mesma época colocou a firma na justiça e continuava a trabalhar nela. Eu acho que tanto estresse acarrentou a 1º crise
    ele teve uma infancia tranquila,mas na pre adolescencia o pai dele virou alcoólatra,e nao teve mas paz em casa,tendo que sair as presas de casa as noites.
    na 1º crise decorrente a saída do trabalho nao me reconhecia,nao confiava em ninguem,dizia q tinha cameras, escutas ,e queriam colocar chip nele,q ele era o único ser humano e que todos seriam android. foi muito dificil conhecedo ele, casamos cedo eu com 18 e ele com 24,temos dois filhos lindos.
    A segunda crise foi em 2011 depois do nascimento do nosso segundo filho,nao sei ao certo a razao,sei que ele queria financiar um bem,e que queria ajudar os outros parentes,essa crise veio mais calmo, sem o pavor da 1º crise, ficou andando duro como se movimenta se force um esforço,mas não conseguia ficar em casa andava e andava, nesse tempo tava desempregado,mas com essas dificuldade corria atras de bicos.
    Essa 3º crisse ocorreu agora no dia 13 março de 2013,notei que sao em dois e em dois anos, ta calmo,teve momento de mania,ta com distubio sexual,fica irritado e inquieto,só quer andar,e ver lojas,fazer orçamentos de bens,quer compra um carro sem condiçoes,ta se tratando em um caps de nossa cidade,mas pergunto a médica e ela nao me diz o que ele tem,ela falou que ta analizando que sao diferentes as crises, mas os motivos sao sempre financeiros.
    ele toma pela manha 1 rispiridona + 1 depakene, e a noite 2 rispiridona + 1 depakene + 1 diezepan 10mg + 1 longactil 100mg( pra dormir) se nao amanhece com o dia.
    por favor me ajude, agradeço.

    • Dr. Deyvis Rocha 24 de abril de 2013 às 16:43 · Responder

      Boa tarde, Hannah,

      Para mim, o seu marido está sendo bem cuidado. Veja que o diagnóstico em psiquiatria às vezes é bem difícil e penso que a médica do CAPS está tendo bastante cautela para defini-lo, no que concordo. Apesar disso, mesmo sem o diagnóstico preciso, ela lhe prescreve medicações adequadas.

      Tenho certeza que seu marido vai melhorar bastante e, se não parar com os remédios, provavelmente não terá mais crises.

      Saudações,
      Deyvis

  45. hannah 10 de abril de 2013 às 2:08 · Responder

    geralmente a crise dura tres meses( cada crise) ,e essa crises ocorreram em 2 em 2 anos.
    NA Familia dele tem uma tia que toma remedio controlado, um primo que é esquisofrenico,e a mãe dele tem quadros de depressao leve.
    ele sempre teve dificuldade de dormir a noite, passou boa parte trabalhando a noite,antes dessas crises ja tomou frontal pra dormir por indicaçao da mae
    hoje ele tem 35 anos
    quando isso tudo começou ele tinha 31

    • Dr. Deyvis Rocha 24 de abril de 2013 às 16:44 · Responder

      A grande dúvida é que o seu marido tem esquizofrenia ou transtorno bipolar. Mas, como lhe disse, o que importa mais é que o tratamento está correto.

  46. hannah 10 de abril de 2013 às 2:14 · Responder

    ele nao tem noçao do certo e errado, fica se despindo em qualquer lugar, quer fazer intimidades em qualquer lugar.
    diz que ja teve envolvimento com homossexual,e que um tio o mecheu qd criança,nao sei se acredito ou é fantasioso.

    • Dr. Deyvis Rocha 24 de abril de 2013 às 16:46 · Responder

      Pode ser fantasioso, como você diz. Vamos ver se ele continua afirmando essas coisas quando estiver fora do surto.

      Att,
      Deyvis

  47. Renata 10 de abril de 2013 às 14:57 · Responder

    Obrigada Dr Deyvis, já estou em tratamento tanto com medicamento, quanto em análise, atualmente utilizo Cymbalta, medicamento que inclusive usei das outras vezes, mais ainda tenho pensamentos obsessivos, de tanto medo de ouvir vozes as vezes me angustio e meu nome começa a vim sucessivamente no pensamento! Tenho clareza que não ouço nada, e tudo está ligado a minha ansiedade, o fato é que, nessa segunda crise o psiquiatra ao qual recorri ao invés de me tranquilizar me deixou foi assustada, pontuando como se qualquer depressão ou fobia pudesse virar uma psicose.

    • Dr. Deyvis Rocha 24 de abril de 2013 às 16:47 · Responder

      Espero que o seu tratamento seja exitoso e que o psiquiatra possa sanar todas as suas dúvidas.

      Att,
      Deyvis

  48. gleiciane 12 de abril de 2013 às 13:27 · Responder

    DOUTOR ,TENHO UM PRIMO QUE ESTA COM SURDO PSICOTICO AGUDO.ELE RECUSA A FAZER OS EXAMES,NAO SABEMOS O Q FAZER.JA ESTA TOMANDO REMEDIO E NAO ESTA RESOLVENDO,COMO RESOLVER ISTO.

    • Dr. Deyvis Rocha 24 de abril de 2013 às 16:50 · Responder

      Boa tarde, Gleiciane,

      É importante que se dê tempo ao tempo para que as medicações façam efeito. E é preciso garantir que a pessoa realmente tome os remédios, pois muitos pacientes deixam de tomar todas as doses e escondem esse fato.
      O importante é seguir com as consultas regulares ao psiquiatra, pois ele sabe a hora exata em que se deve aumentar a dose do remédio e em que se deve trocar de medicação.

      Att,
      Deyvis

  49. Silmara 12 de abril de 2013 às 20:05 · Responder

    Boa noite Dr.

    Meu namorado foi diagnosticado como tendo transtorno psicótico transitório, não sei bem como é isto, mas fico preocupada, pois ele não consegue parar em trabalho algum. Percebo que ele tem medo de assumir responsabilidade e compromisso, sempre que surge uma situação de responsabilidade ele não assume a mesma. Como faço para lidar com esta situação? Ele faz uso de medicamentos, mas mesmo assim os sintomas continuam. Sera que em algum momento ele irá assumir tais responsabilidades? como se manisfesta este transtorno? Ele pode ficar agressivo? Pode tentar suicídio? Gosto muito dele e fico preocupada no que pode acontecer com ele.
    Agradeço a sua ajuda

    • Dr. Deyvis Rocha 27 de abril de 2013 às 23:31 · Responder

      Oi, Silmara,

      Entenda as minha limitações, não posso dizer nada a respeito de uma pessoa que não conheço, no caso, o seu namorado.
      Em primeiro lugar, é importante saber exatamente o que acontece com ele, qual é o seu diagnóstico. Muitas pessoas têm dificuldades de assumir responsabilidades e não têm nada de transtorno mental. Agora, se o seu namorado tem um transtorno psicótico, isso pode estar prejudicando-o em várias áreas de atuação, como no trabalho e na vida social. Nesse caso, o tratamento adequado vai fazê-lo melhoras dos sintomas e melhorar a sua rotina, o seu funcionamento. Se os sintomas continuam mesmo com o uso de medicações, pode ser que a dose esteja baixa ou que o seu namorado não esteja tomando todos os comprimidos prescritos. Aí é importante que haja um contato próximo com psiquiatra que está cuidando dele para que tais obstáculos sejam superados.

      Saudações,
      Deyvis

  50. mauro lucio 15 de abril de 2013 às 23:22 · Responder

    ola dr. tenho uma filha de 13 anos que sempre foi normal porem de uns 2 meses para ca ela disse que viu um homem , depois viu uma mulher e por fim viu os 2 juntos até ai tudo bem acontece que ela teve um surto do nada estava tudo bem ela passou o fim de semana comigo ,dai levei ela para casa da mãe dela e depois de uma meia hora a mãe dela me liga aos prantos dizendo que ela tinha ouvido uma vóz mandando ela matar o irmão dela e ela chorava muito e não queria desgrudar do irmão e da mãe dai corri busquei ela a mãe e os irmãos e trouxe para minha casa e no carro ela continuou assim quando chegou em casa após uns 25 minutos ela foi voltando ao normal e dormiu bem acordou no outro dia normal e permanece assim , qual um diagnóstico poderiam me dar ? um diagnóstico aproximado . ela sempre foi normal nunca teve nenhum sintoma que pudesse revelar algo relacionado a doenças mentais ,porem ela tem uma mudança de humor repentina tipo bi-polaridade.

    • Dr. Deyvis Rocha 25 de abril de 2013 às 0:51 · Responder

      Olá, Mauro,

      Espero que a essa altura você já tenha levado a sua filha a uma consulta com um psiquiatra infantil. Só com o contato direto com o paciente é que se pode dar o diagnóstico. Aliás, nem sempre se dá o diagnóstico em uma primeira consulta, o psiquiatra certamente vai solicitar exames para afastar a possibilidade de doenças orgânicas que possam ter causado a alteração de comportamento de sua filha.

      Desejo-lhes sorte no tratamento,
      Deyvis

  51. Cris 16 de abril de 2013 às 16:07 · Responder

    Olá Dr.

    Dr., meu esposo sempre foi uma pessoa tranquila, além de trabalhar, estudava, dava o sangue em sem trabalho, ele é servidor público e muito esforçado. Acontece que há seis meses ele começou a ouvir vozes, vozes, que falavam do seu comportamento. Um dia chegou a me perguntar se eu ouvia o que um homem havia lhe dito, para não torcer para aquele timeco,eu, disse que não ouvira nada, isso num quarto de hotel onde estávamos eu , ele e nossa filha. Passei a ficar mais atenta e percebi que ele não conseguia se concentrar nos estudos, que esquecia do que estava fazendo. No carnaval ele me disse que seu corpo parecia que estava sendo controlado por alguém , que algo ou alguém retiraram seus pensamentos e que sentia muita dor em sua cabeça. Levei-o a um psiquiatra que o diagnosticou com depressão grave cid. 32.2, receitou, rivotril, Pondera 25mg, e olanzapina. Nada deu certo, até que um dia em seu serviço ele surtou, falou que ele descobrira que seus chefes eram alienígenas e que eles descobriram que ele era um espião do governo e que tinha que avisar quem queria mata -lo e me matar. Tinha que mandar duas mensagens para o o governo brasileiro e americano. Para isso ele disse que usaria um outro espião, só que esse espião o traiu e ele foi pego. Disse que foi torturado pelo chefe superior, mas segundo ele as vozes de sua mente impediram ele de contar a verdade, pois se ele contasse a sua família seria aniquilada. Devido a esse surto, ele cometeu infração administrativa e corre o risco de ser demitido. O segundo surto veio alguns dias depois.Ele disse que as pessoas estavam rindo dele, começou a falar que estava sendo vigiado e que seus pensamentos estavam circulando em sua mente, começou a falar que tinha poderes especiais e por isso sabia, começou a falar com plantas, e ver aranhas e cobras nas paredes e chão e que as vozes mandaram ele suicidar. Ele pegou uma mochila e saiu, só fomos encontra-lo 4 dias depois, a cerca de 45 km de nossa cidade, todo sujo. Depois disso ele foi internado, e desde então não tem iniciativa de nada, não tem vontade de nada. Se eu falar algo com ele, ele esquece facilmente, não lembra nem a data que nasceu e nem meu nome e de sua filha. Prefere ficar longe de todos, dorme de dia e assisti tv a noite toda. Não tem mais afeto nenhum é frio feito rocha. Doutor o que será realmente o que ele tem?Desde já agradeço a sua atenção. Fique com Deus.

    • Dr. Deyvis Rocha 27 de abril de 2013 às 23:42 · Responder

      Olá, Cris,

      Lendo o seu relato bastante detalhado sobre o que aconteceu ao seu esposo, lembrei-me dos livros de psiquiatria que descrevem como as pessoas manifestam os sintomas psicóticos. As descrições são idênticas.
      Os sintomas psicóticos são como a febre. São sintomas que acontecem em várias doenças, como a esquizofrenia, o transtorno bipolar, a depressão grave, tumores cerebrais, epilepsia, etc. A sua descrição bate bem com os sintomas psicóticos encontrados na esquizofrenia, mas é sempre preciso fazer exames de imagem cerebral e até um eletroencefalograma para afastar outras doenças. De qualquer forma, não tenho nenhuma capacidade de dizer o que o seu marido realmente tem, pois nunca falei. Muitas pessoas me escrevem pedindo que lhes dê um diagnóstico, mas isso é impossível, não posso falar especificamente de ninguém que não conheça.

      O tratamento dos sintomas psicóticos envolve tem que visar a recuperação plena do paciente, livrando-o dos delírios e fazendo-lhe voltar à rotina normal. Às vezes, isso toma um tempo, é preciso ter paciência. Mantenha um contato próximo com o psiquiatra do seu marido, fale para ele sobre tudo isso que você me disse, para ajudá-lo a pensar na melhor forma de tratar o seu marido.

      Att,
      Deyvis

  52. Jaqueline 16 de abril de 2013 às 19:15 · Responder

    Olá Doutor…
    Estou tentando compreender o que está acontecendo com meu sobrinho, mas até agora está difícil. Ele tem 20 anos e, do nada, começou apresentar um comportamento totalmente oposto ao dele. Ele sempre foi amável, quieto, e nunca foi de pedir carinho. Sempre achei que ele era assim por ter uma “pequena” depressão. Do nada começou a dizer que o Michael Jackson estava vindo atrás dele para matá-lo, começou a tirar a roupa pelo quintal, gritava bastante e começou a ficar agressivo. Por duas vezes ele foi levado pelo Corpo de Bombeiros todo amarrado para um hospital, onde foi sedado e mandado de volta pra casa. Depois disso ele foi atendido por um psiquiatra que receitou um medicamento que só faz mal a ele. Ele treme muito, fica “babando”, andando muito lento, a voz dele está como se ele tivesse tido um derrame, chora, não consegue dormir (mesmo sob efeito do remédio), pede carinho, parece uma criança. Será que isso tudo é efeito do remédio??? Ele voltará a ser como antes??? por favor, me ajude a compreender. Estou desesperada, me ajude a tirar essa dúvida para que eu possa ajudar a minha irmã a entender o que está acontecendo com meu sobrinho.

    • Dr. Deyvis Rocha 28 de abril de 2013 às 9:11 · Responder

      Oi, Jaqueline,

      Sem conversar com o seu sobrinho, não posso dizer sobre o que ele realmente tem. O psiquiatra que o viu certamente pensou que ele estivesse com sintomas psicóticos, provavelmente com esquizofrenia, pois lhe receitou um remédio que dá exatamente esses efeitos colaterais que você descreveu. Aposto que a medicação em questão é o haloperidol.
      Converse com o psiquiatra do seu sobrinho a respeito desses efeitos colaterais. Não vai haver nenhum benefício no tratamento se o seu sobrinho continuar tomando uma medicação que o está fazendo ter tantos efeitos colaterais. É provável que o psiquiatra mude o remédio dele.
      O objetivo do tratamento é que o seu sobrinho volte a ser como ele era antes. O tempo, no entanto, é quem vai nos dar essa resposta. Um tratamento eficaz e com o mínimo de efeitos adversos contribui bastante para esse objetivo.

      Saudações,
      Deyvis

  53. Elaine 16 de abril de 2013 às 20:39 · Responder

    Oi Deyvis, namoro um cara há dois anos e soube recentemente que um tempo antes de começarmos a nos relacionar ele teve um surto psicótico.
    Ele havia me falado logo depois que começamos a namorar, que teve um ataque de pânico porque estava muito estressado no trabalho e nunca mais conversamos sobre o assunto. Ele toma rispiridona e akineton desde que o conheço e me disse que era por conta de seu alto grau de ansiedade.
    Estou um pouco confusa com essa informação. Ele é uma pessoa muito fechada e às vezes fica distante, fala e gesticula sozinho. Ele tem 24 anos, não é usuário de drogas, mas aos 17 anos usou maconha por um breve período.
    Gostaria de saber se existe algum estudo que fale da probabilidade de uma nova crise e do risco que representam a quem está próximo.
    Confesso que estou tendo dificuldade em confiar nele e gostaria também de entender melhor como essa condição afeta o comportamento das pessoas, se tem relação com manias, obsessões.
    Obrigada

    • Dr. Deyvis Rocha 28 de abril de 2013 às 9:11 · Responder

      Oi, Elaine,

      É preciso saber exatamente o que o seu namorado tem para dar qualquer opinião. Sem um contato direto com ele, não tem como sabê-lo. A risperidona e o akineton são usados para um determinado tipo de problema, enquanto que os sintomas de ansiedade são tratados com outras medicações. Em qualquer caso, independentemente do diagnóstico, se a pessoa toma as medicações adequadas, ela pode viver normalmente, sem novas crises.

      A melhor coisa a fazer é ser sincera com o seu namorado e falar para ele sobre as suas preocupações. Não é a possibilidade de uma nova crise que abala um relacionamento, mas a falta de companheirismo e de abertura ao diálogo.

      Att,
      Deyvis

  54. Katia 17 de abril de 2013 às 17:42 · Responder

    PreZado Dr.

    Sou professora universitária e tenho 41 anos. A dois anos atraz entrei em depressão a após um período de muito stress. Tentei alguns anti-depressivos que não surtiram efeito, depois
    de um longo tempo sendo medicada sem sucesso tive um surto. Troquei de medico e fui medicada com Risperidona 1mg, carbazepina 300 mg, e imipramina. Depois de quatro dias
    de medicação já melhorei os sintomas e comecei a voltar para minhas atividades. Após 4 meses parei de tomar risperidona ficando com os demais medicamentos e o citalopran,
    fiquei 2 anos com esses medicamentos apresentando variações de humor ao longo desse
    período, a dois meses atraz comecei a ficar meio deprimida e muito preocupada, tinha parado com o citalopran a 5 meses. Depois do carnaval comecei a ficar com a mente confusa e comecei a delirar e ter alucinações. Voltei a tomar a risperidona 1 mg e antes de uma semana já não tinha sintomas psicoticos. Voltei ao trabalho mas estou muito desmotivada e fico o tempo todo pensando que tenho esquizofrenia. Contudo acho que o fato deu parar de ter os sintomas psicoticos em pouco tempo e com uma dose tão baixa de anti-psicotico é positivo. Contudo fico preocupada de eu ter tido um outro surto. Gostaria de saber a sua opnião sobre o que lhe contei. Desde já agradeço sua atenção.

    • Dr. Deyvis Rocha 28 de abril de 2013 às 13:29 · Responder

      Olá, Katia,

      Imagino que você esteja sendo acompanhada por um psiquiatra e que ele a esteja medicando conforme os sintomas que você vem apresentando.
      Esses episódios de depressão que vêm antes ou depois de surtos (que você não descreve) fazem-me pensar em transtorno bipolar. Vale dizer que o surto que ocorre no transtorno bipolar é diferente do surto que ocorre na esquizofrenia. Nos dois casos, entretanto, a estratégia para se evitar ter novos surtos é a mesma: seguir tomando as medicações prescritas pelo médico.
      Claro que é bom que você tenha melhorado com baixa dose de antipsicótico, é sinal de que você responde bem ao tratamento. Algumas pessoas não têm essa sorte.
      Veja com o seu psiquiatra o que ele pode fazer para melhorar esses sintomas depressivos que lhe vêm ocorrendo agora. Talvez seja o caso de voltar a tomar antidepressivo, como o citalopram.

      Att,
      Deyvis

  55. Katia 18 de abril de 2013 às 14:55 · Responder

    Nos surtos que tive eu nunca ouvi vozes e achei que eu estivesse sendo persseguida. Tive a mente confusa, ausência Estou tomando um comprimido de risperidona 1 mg à noite.

    • Dr. Deyvis Rocha 28 de abril de 2013 às 13:31 · Responder

      Achar que está sendo perseguida, ter a ideia de que as pessoas querem lhe fazer mal, ouvir vozes de comando ou difamatórias, são sinais de um surto psicótico. Talvez o seu surto tenha sido mesmo fruto de transtorno bipolar.

  56. Fernanda Costa 18 de abril de 2013 às 22:34 · Responder

    Boa noite dr, tive um probleminha com a internet e não cheguei a terminar de relatar os fatos, mas já estou quase acabando, prometo, como eu dizia ele age como qualquer pessoa normal, tem consciência de seus atos, e assim fica difícil de interná-lo, pois ele já esteve internado a 10 anos atras, dr por favor, me oriente de alguma forma, vivo com medo e desde terça pra cá, ando com mais medo ainda, pois quando levei nosso filho pra ele poder ve-lo, ele disse que nosso filho ia ficar com ele pra sempre logo logo, perguntei pra ele como assim ele nada respondeu, se despediu do menino e foi embora, penso comigo que ele queira matar nosso filho, não sei se estou exagerando, mas é que tenho muito medo, dr, o que podemos fazer? A família dele não quer mais ele dentro de casa, ele pediu um prazo de duas semanas, e quando ele não estiver mais lá, aí que vou ficar com mais medo ainda.
    Deixa só eu falar de como ele era antes disso tudo: era uma pessoa maravilhosa, pra mim era como o homem perfeito, honesto, trabalhador, fiel, homem de caráter, excelente pai, e agora não sobrou nada, simplesmente ele virou um monstro.

    • Dr. Deyvis Rocha 28 de abril de 2013 às 13:45 · Responder

      Olá, Fernanda,

      Sinto muito pelo que está acontecendo com você e com a sua família. Os sintomas psicóticos, quando não tratados, costumam gerar todo esse desconforto e a verdade é que não é só o paciente que adoece, mas a família inteira.
      Infelizmente, só ha’mesmo uma alternativa para melhorar a situação: o seu marido tem que tomar remédios. O problema que ocorre com ele e, esteja certa disso, com muitos outros pacientes, é que ele não acha que stá doente e não aceita tratar-se. E é muito difícil que a pessoa chegue um dia a reconhecer que está doente somente com o convencimento verbal, com a apresentação de argumentos lógicos. Esse reconhecimento em geral só vem após a pessoa já ter melhorado dos sintomas com o uso dos remédios.

      Certamente, o seu marido vai ter que ser tratado involuntariamente. Será que você não pode ir até o CAPS que o tratou da primeira vez para vez que ideia eles podem lhe dar para dar as medicações ao seu marido? Não descarto que ele possa precisar de uma internação breve em um serviço de psiquiatria.

      Com o tratamento adequado, o seu marido vai poder voltar a ser o mesmo sujeito que você tanto ama e admira.

      Saudações,
      Deyvis

  57. gelber 20 de abril de 2013 às 16:14 · Responder

    Olá Dr Deyvis! Tenho uma irmã que é portadora de desenvolvimento mental incompleto, era uma pessoa tranquila e calma, hoje com 42 anos. Hà aproximadamente 15 anos, ela desenvolveu sintomas da esquizofrenia, conhecidência ou não, começou a ocorrer após a morte do meus pai, e ao longo dos anos vem sendo tratada através de várias abordagens medicamentosas, tendo melhoras e recaídas durante esse tempo. Em uma das últimas abordagens medicamentosas, foi utilizado o medicamento piportil l4, em concomitância com antidepressivo, por duas vezez a cada 60 dias, alcançando um resultado satisfatóio, porém esse medicamento ficou sem produção durante alguns meses, o que levou a fazer uso de outro medicamento, dessa vez a olanzapina, que gerou um resultado não tão bom quanto o piportil, já não estava fazendo o efeito desejado.
    Bem, a pouco tempo foi retomada novamente a fabricação do piportil, a qual nos levou a pedir para o médico que prescrevese novamente o piportil, o que foi feito por ele, entretando para a nosso desalento, dessa vez o medicamento não teve o resultado esperado, aparentimente só está ocorrendo os efeitos colaterais, como crise oculógira, na qual os olhos dela estão sendo forçados involuntariamente para cima, e está muita nervosa falando coisas sem sentido ou esse efeito colateral também pode estar sendo confundido com o próprio sitoma da esquizofrenia. Pergunto ao senhor, mesmo sendo aplicada a injeção de piportil é possível utilizar outros neurolépticos, como a respiridona ou um outro? E sobre o uso do fernegam para combater os efeitos colaterais dos neurolépticos, é recomendável? E por último, aproveitando o encejo, o que poderia ter ocorrido para que o piportil não tenha feito o efeito desejado?

    • Dr. Deyvis Rocha 29 de abril de 2013 às 0:13 · Responder

      Olá, Gelber,

      As crises oculógiras ocorrem pelo uso da medicação, não como sintoma direto da esquizofrenia.
      Alguma alteração deve ter se processado no cérebro de sua irmã quando ela parou de tomar o Piportil, não sei exatamente qual, mas isso é o que explica que ela não tenha mais os efeitos benéficos da medicação tomando a mesma dose do remédio que tomava antes.

      Não posso aqui dizer que outras medicações ela poderia tomar, isso tem que ser feito pelo psiquiatra que a está acompanhando. De qualquer forma, é preferível, sempre que ocorrem efeitos colaterais como esses que estão ocorrendo com a sua irmã, que haja a troca do remédio, com a prescrição de outro antipsicótico que esteja menos associado a efeitos colaterais, e não o acréscimo de uma outra medicação como o fenergan.

      Att,
      Deyvis

  58. Maicon 22 de abril de 2013 às 17:49 · Responder

    Olá Dr Deyvis,

    Estou passando por um problema na familia, no qual minha mãe esta com algum tipo de surto psicótico. Ela acredita que alguem que a persegue e esta com medo dos vizinhos, acha que ha alguem em cima do telhado, acredita que ha pessoas querendo matala, estou procurando ajunda em um CAPS, estou muito aflito pois somos apenas nós na casa e gostaria de saber qual a melhor forma de ajudala, ela vai iniciar um tratamento com remédio RESPERIDONA 2mg, é um bom remedio?
    isso tem cura? ela voltara a ser uma pessoa normal?
    Por favor me ajude a esclarecer essas duvidas pois estou muito preocupado com essa situação.

    Obrigado
    Maicon.

    • Dr. Deyvis Rocha 25 de abril de 2013 às 1:21 · Responder

      Olá, Maicon,

      Creio que todas as dúvidas que você tem sobre esse problema da sua mãe podem ser esclarecidas pelo psiquiatra do CAPS. Enfim, que bom que a sua mãe já está se tratando. Pode estar certo de que a risperidona é uma ótima medicação para o surto psicótico. Com o tratamento adequado que elimine os sintomas da sua mãe, ela poderá sim voltar a ter uma vida normal. Quanto à cura, aí temos que ver se o que está levando a sua mãe a desenvolver esses sintomas. Se for esquizofrenia, aí não falamos em cura, mas em controle da doença (da mesma forma que se controla a pressão alta e não se cura). Pode ser que seja outro o motivo do surto, como alguma doença clínica, que exija alguma outra intervenção terapêutica. De qualquer forma, ainda que não haja cura, nada a impede de ter uma vida normal, se o tratamento a fizer ficar sem perturbações.

      Att,
      Deyvis

  59. sousa 22 de abril de 2013 às 22:41 · Responder

    Dr. Deyvis

    Olá.
    Eu tenho um irmão, 17 anos, que ouve vozes, ele pensa que as pessoas estão falando dele, também está muito agressivo, não quer comer (pensa que o prato está envenenado), não quer tomar banho, olha somente para um canto (fixa o olho em um canto e não tira mais o olho do local), também não conversa. Ele me chutou várias vezes, tentou bater no meu pai. Enfim, hoje o internamos em um hospital público, e, tudo indica, que ele será levado para o CAPS.

    Obs* ele já teve depressão quando era mais novo, porém, através dos medicamentos, tinha melhorado. Mas às vezes tinha algumas recaídas, mas ele disse que não ia tomar o remédio porque já estava muito bem. E até disse à minha mãe que se ele parasse de tomar o medicamento, ele melhoraria. MAS FICOU RUIM. ESTOU SOFRENDO MUITO!! ESTOU MUITO TRISTE!!! SÓ QUE COMO OS MEUS PAIS ESTÃO TRISTE, NÃO POSSO DEMONSTRAR FRAQUESA. SERÁ QUE ELE PODE MELHORAR. ELE ATUALMENTE ESTÁ COM MUITA RAIVA DA FAMÍLIA.

    MUITO OBRIGADO!!! O TEXTO: SURTO PSICÓTICO: SINTOMAS E TRATAMENTOS

    RELATA O QUE ELE TÁ VIENDO….

    ELE PODE VOLTAR AO NORMAL?????

    • Dr. Deyvis Rocha 29 de abril de 2013 às 0:20 · Responder

      Olá, Sousa,

      Por mais difícil que possa ser esse início de tratamento, com uma internação e tudo o mais, na minha opinião esse caminho percorrido pelo seu irmão está correto. Na internação, ele vai ser medicado imediatamente e as pessoas de lá vão cuidar para que ele coma e se asseie adequadamente. Imagine como seria difícil para os familiares convencer o seu irmão a tomar os remédios, se nem comer ele está querendo?!
      Depois, no CAPS, ele vai dar sequência ao tratamento medicamentoso e social, no sentido de que ele retome o seu funcionamento normal, e aí aquela pergunta que você me fez, sobre se ele vai voltar ao normal vai poder ser respondida. Garanto-lhe, no entanto, que todo o tratamento psiquiátrico visa restabelecer o paciente às suas condições prévias.

      Boa sorte a você e ao seu irmão,
      Deyvis

  60. sousa 24 de abril de 2013 às 12:07 · Responder

    Prezado, doutor,

    Ontem fui ao hospital, e ele não queria falar comigo, porém, ele criou um certo vínculo de amizade com o enfermeiro. Mas hoje, minha mãe me informou que ele se alimentou, tomou o remédio e tomou banho. Porém não quis falar com ela…

    Enfim, ele teve uma melhora significativa. Porém, está com muita raiva dos familiares. Os enfermeiros, por sua vez, nos informaram que o prazo é de mais ou menos 5 dias para o cérebro dele se restabelecer. Mas ele está com raiva dos familiares….!!!! poderia me explicar isso doutor.. obrigado…

    • Dr. Deyvis Rocha 29 de abril de 2013 às 0:23 · Responder

      Ele deve estar com raiva porque não queria ser internado, ou então por achar, de acordo com algum delírio, que vocês estavam querendo fazer mal a ele.

      Ao que parece, as medicações já começaram a fazer efeito. Não se preocupe que essa raiva que ele sente desaparecerá à medida em que a medicação vai agindo mais e mais.

      Att,
      Deyvis

  61. Marcelo 24 de abril de 2013 às 15:46 · Responder

    Dr eu to passando por um drama terrivel com a minha mulher. Ja e a terceira vez que ela tem um surto psicotico bipolar. no primeiro eu ainda nao estava com ela.
    A cerca de um mes eu venho percebendo mudanças no comportamento dela.Levei ela ao psiquiatra que e muito bom e uma pessoa muito humana. foi ele quem fez o tratamento dela da segunda vez.Bem ela sempre confiou em mim e nsempre teve um cuidado e um amor muito grande, tanto qu eu pago a faculdade dela pra que a gente tenha um futuro melhor. Bem levei ela no psiquaitra e no primeiro dia ela so fazia as coisas se eu estivesse por perto.sendo que dois dias depois ela vive trancada no quarto da casa dos pais , faando sozinha e rezando insensantemente e fica olhando pra cima alucinada. Bem a cerca de tres dias ela se refere a mim como terceira pessoa e agora diz frequentemente que esta apaixonada pelo psiquiatra e que ele vai busca-la em casa e que ela vai se casar com ele. sendo que ele e muito bem casado e tem um filho rece-nascido. diz que qier o meu bem e que eu seja feliz ao lado de outra mulher mas que ela deixou de me amar porque eu nao acreditei nela. todo dia ela me diz …quero ser sua amiga e sempre vou estar com vc vamus ter um filho mas meu homem mesmo e o dr. Bem entrei em choque e fui ate o dr e ele me disse que se trata de um surto psicotico e que eu nao devo levar em conta nada do que ela ta falando e a familia dela tbm…mas eu to começando a desencanar porque ontem eu fui na casa dos pais dela , dei os remedios dela e ela ficava chorando e me abracando e eu dizia a ela eu te amo e ela dizia eu tambem e em seguida dizia eu amo o dr.

    Sra mesmo que eu nao devo levar isso em consideração pq isso ta mais do que evidente pra mim , sendo que em uma semana estavamos apaixonados e felizes e fazendo planos.

    me diga a verdade por mais que possa me machucar

    • Dr. Deyvis Rocha 25 de abril de 2013 às 1:14 · Responder

      Oi, Marcelo,

      Nesse caso, estou de acordo com o psiquiatra de sua esposa. Isso o que ela está falando é fruto da perturbação que está sofrendo e que ainda não foi totalmente controlada.

      Att,
      Deyvis

  62. antonio paulo 24 de abril de 2013 às 19:12 · Responder

    Uma pessoa com retardo mental pode, sob muita pressão, desenvolver um surto psicótico temporário?

    • Dr. Deyvis Rocha 25 de abril de 2013 às 1:02 · Responder

      Olá, Antonio,

      Sim, isso é bem possível e não é incomum.

      Att,
      Deyvis

  63. Ines 25 de abril de 2013 às 9:44 · Responder

    Olá Doutor,
    Sou uma rapariga de 14 anos, de há uns tempos para cá tenho começado a ouvir vozes, elas não dizem nada em concreto só gritam e chamam o meu nome. Isto aconteceu já por várias vezes mas na ultima crise eu, pela primeira vez acreditei mesmo que essas vozes existiam e estavam atrás de mim a tentar fazer-me mal, acha que tenho alguma psicose?
    Abraço

    • Dr. Deyvis Rocha 29 de abril de 2013 às 0:38 · Responder

      Oi, Ines,

      Muitas pessoas têm alucinações simples, como ouvir o próprio nome sendo chamado. Isso não chega a ser um incômodo e não significa psicose. Quando, no entanto, em cima dessas vozes vem o pensamento de que lhe querem fazer mal, aí seria interessante mesmo que procurasse um psiquiatra, pois isso indica que pode haver uma gravidade maior nessas alucinações.

      Saudações,
      Deyvis

  64. A 25 de abril de 2013 às 21:57 · Responder

    Dr. Deyvis, boa noite!
    Eu, minha mãe e meu pai estamos enfrentando uma situação muito díficil com o meu irmão fazem aproximadamente 5 anos. No início ele tinha apenas algumas reações estranhas em determinadas situações,depois passou a ter um certo fanatismo religioso sem fundamento, com o tempo passou a dizer que eu conversava com um astrologo e que eu passava informações sobre ele para que o astrologo postasse em um site e que tudo era direcionado a ele, e que eu tramava contra ele e tb que eu faço contato com uma moça que ele gostou quando conheceu na faculdade e que tudo que acontecia era porque eu estava envolvida, porém na época ele tinha alguns períodos de melhora tendendo até a uma lucidez plena.
    Ele sempre foi muito inteligente, digno digamos como do John Nash do filme uma mente brilhante, desde pequeno ele sempre teve muita facilidade em aprender e minha mãe chegou a ser chamada pela Profa do pré para dizer que ela achava que ele era super dotado, mas na realidade eu o ensinava brincando de escolinha quando eramos pequenos, mas ele sempre aprendeu mto rápido e tinha um desempenho mto bom na escola. Sempre fomos muito ligados, e amigos desde que ele nasceu, o sofrimento que enfrento é muito grande, pois tudo o que eu mais quero é vê-lo bem e feliz, saudável, com família, mas temo que a cada dia que passa essa minha esperança morre, a cada crise, a cada situação que a gente vem enfrentando no dia a dia.
    Digo isso porque a uns 2 a 3 anos estes surtos pioraram e estão destruindo a minha família, acabando com os meus pais que sofrem demais com a situação e tb me fazem me sentir mto mal, pois eu não sei o que fazer, pois meu irmão diz sempre não confiar em mim e nem no meu pai que segundo ele nós o perseguimos, vigiamos e controlamos toda a vida dele. Ele diz que ele recebeu uma mensagem em algum programa de TV, e que o comentarista sabe da vida dele, e que eles sabem que ele sofreu bulyng na escola e que os amigos o odiavam, e que todos o perseguiam, nós na realidade nem temos certeza se há algum fundamento nestas coisas que ele fala e se isso o afetou ao ponto de trazer estas psicoses.
    O fato é que meu irmão trabalhou somente uma vez e por um curto período uns 10 meses e depois o despediram , nós nunca soubemos o que realmente aconteceu, mas desconfiamos que ele tenha feito algo na empresa, ou que tenha tido algum surto durante o trabalho, certo dia em um destes surtos ele disse que eles disseram na empresa que ele deveria procurar um médico e que estava doente e tb misturou com outras coisas, tudo se mistura na cabeça dele.
    Quando ele tem estes surtos psicóticos, ele grita demais, dá escandalos, diz muitos palavrões, xinga o meu pai de tudo quando é nome, me xinga e já tentou me agredir e também agredir a minha mãe, certa vez meu pai chegou a ligar para que enviassem uma ambulância para internarmos ele, mas minha mãe não deixou e tb disseram que este não é o melhor caminho, e que deveriamos tentar faze-lo passar pelo psiquiatra sem interna-lo diretamente a força.
    O maior problema Dr. é que ele não consegue perceber a doença, e não aceita de forma alguma passar por um psiquiatra e diz que nunca irá tomar remédios para nada porque ele não é louco, explicamos pra ele que não é loucura, e que é uma doença como qualquer outra, mas ele é relutante e diz que não irá nunca. Como ele é muito inteligente, ele lê e pesquisa muito, em um de seus momentos de sã consciencia ele falou para a minha mãe que ele sobre transtorno bipolar, esquisofrenia, psicose e outras doenças e que ele acha que tem todos estes sintomas e que leu sobre os medicamentos e tudo que eles causam, disse que nunca iria se drogar com estes remédios e que se tivesse essas doenças que iria se matar. Nós achamos que ele não faria isso, pois ele teme a Deus e sabe que quem se mata vai para inferno, mas em contrapartida ele mistura mto as coisas, pesquisa mto sobre o fim do mundo, e mostra inúmeros vídeos na internet que ele encontra, já me falou que ele era o escolhido de Deus por isso que sabia de tudo isso, e na cabeça dele tudo se encaixa e tudo tem sentido, até então esta tudo bem, o problema é qdo os sintomas vão além disso, e que viram agressão de palavras e ações que leva a todos ficar em alerta, tems medo de facas, tesouras afiadas, escondemos tudo, ele realmente fica fora de si. Pela segunda vez neste fim de semana, meus pais e eu tivemos que dormir fora de casa, fiquei na casa do meu namorado, pq minha mãe estava com medo de voltarmos e ele ainda estar em crise. Eu me abalo, choro, minha saúde fica abalada, afinal gostaria de dar uma solução e de leva-lo ao médico.
    Entre estas crises minha mãe já marcou psiquiatra algumas vezes e ele nunca foi, e diz que nunca irá, minha mãe já passou por duas vezes para conversar com os médicos, mas eles dizem que nada podem fazer sem consulta-lo. A pouco tempo ele aceitou fazer exames comuns, sangre, radiografia, ressonancia, tomografias e exames de rotina, todos resultados nornais, exceto o exame de tireóide… há um disturbio segundo as duas endocrinos que passamos, mas elas disseram que não é considerado um caso de reposição hormonal ainda e para acompanharmos, eu e minha mãe temos hipotireoidismo de Hashimoto, diagnosticado a mais de 16 anos. Tomo sintroid 100, e minha mãe também. Fico na dúvida Dr. se este disturbio apresentado nos exames seja ou tenha alguma influencia nestes surtos do meu irmão, tb temos um caso de esquizofrenia na família, meu tio. Outro fato que gostaria de citar é que meu irmão passou por uma grave crise a 6 anos atras, quando teve uma virose/intoxicação alimentar ou algo parecido e teve diarreias gravissimas com vomitos direto e ao mesmo tempo ficando tão desidratado que chegou a entrar em quase “choque anafilatico”, quando chegou ao hospital o médico queria tirar a minha mãe de perto, pois ele estava com as unhas totalmente roxas, e tremendo demais na maca, o médico achava que ele não suportaria e viria a óbito, mas ele se recuperou com as medicações administradas. O médico disse que ele poderia ficar com sequelas devido ao trauma, seria este talvez um dos motivos da doença? Sei que o cérebro é um mistério, mas não sei o que fazer, o que eu faço Dr. para conseguir leva-lo a um médico? Há uma estratégia? Não consigo conversar com ele, ele fica agressivo, não aceita, e na cabeça dele tudo é real. Me ajude a encontrar um caminho.
    Obrigada desde já, seu site é um grande auxílio, me fez ver que existem muitos casos como o dele, e que pelo jeito se enquandram em psicose.

    • Dr. Deyvis Rocha 30 de abril de 2013 às 0:11 · Responder

      Olá, Andressa,

      Sua história com o seu irmão, que vem se arrastando há 5 anos, é realmente bastante dolorosa.
      O quadro psicótico do seu irmão faz-me pensar em esquizofrenia. Claro que é sempre importante afastar outras causas de surtos psicóticos, mas do jeito que está, já há 5 anos com os mesmos sintomas, não restam muitas dúvidas de que é mesmo esquizofrenia. Não creio que um problema de tiroide que nem deve ser tratado, somente acompanhado com exames periódicos, seja responsável por esse transtorno mental.

      Quanto à solução para o problema do seu irmão, creio que você já o sabe. Remédio. Ele precisa tomar antipsicótico. Você já viu que não está adiantando esperar que o tempo passe para ver se as coisas melhoram.

      O grande problema está em que o seu irmão não se reconhece como uma pessoa que tem uma doença. E claro, quem acha que não tem doença não vai concordar em tomar remédio. Mas como fazer para que o seu irmão tome o remédio? Internando-o pode ser uma solução. As pessoas, no geral, tendem a ter um pensamento muito negativo a respeito das internações psiquiátricas, mas eu lhe digo que não é nada disso. Vai-lhe fazer muito bem, pois ele vai ser bem tratado e tomará as medicações. Sim, ele as tomará à força, mas é mais fácil forçá-lo a tomar remédios em um hospital do que em casa. E depois que ele vir o quanto ficou melhor ele mesmo vai se sentir mais à vontade de tomar os remédios.

      Há a possibilidade também de o seu irmão poder ser tratado com um antipsicótico de depósito, um que é aplicado em forma de injeção que se dá uma vez por mês, mais ou menos. Mas para isso seria fundamental que o seu irmão fosse até o médico.

      Uma coisa que você pode fazer é procurar o Centro de Atenção Psicossocial, ou CAPS, mais próximo de sua casa. Esses serviços públicos são próprios para o tratamento de pessoas com transtorno mental como a esquizofrenia, e contam com uma equipe de psiquiatras, psicólogos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais que podem até mesmo fazer uma visita domiciliar para tratar o paciente. Isto quer dizer que eles podem até ir à sua casa para travar contato com o seu irmão e daí quem sabe convencê-lo a seguir o tratamento no CAPS.

      Desejo-lhes sorte e espero ter-lhes ajudado.
      Deyvis

  65. Luiz Vieira 26 de abril de 2013 às 19:51 · Responder

    Dr. Deyvis Rocha, sou professor universitário e apenas mestre em Antropologia, portanto sou leigo no assunto. Tenho um filho de vinte e oito anos que estava cursando o último ano de Medicina na UnB e dado um desilusão amorosa caiu em depressão. Fui apanhá-lo em Brasilia, pois moro no Ceará, e o médico diagnosticou “Surto Psicótico” motivado por “Esquizofrenia”. Perambulei pelos consultórios de vários especialista, ma depois de quatro anos procurei uma médica – também especialista – minha parenta – e falei de “Depressão Psicótica”. Ela foi muito sincera declarando-me que desconhecia o assunto, mas iria pesquisar. E no momento do retorno ela resolveu realizar uma experiência tratando meu filho de uma “Depressão Psicótica”. Três meses depois ele retornou às atividades normais. Portanto, gostaria que o Senhor – dentro de sua exiguidade de tempo – fizesse um comentário sobre “Depressão Psicótica”
    Att.
    Luiz Vieira

  66. gercina alves 28 de abril de 2013 às 15:02 · Responder

    minha filha aos 21 anos ficou gravida, e nesse periodo tomou varios remédios para abortar, o que não aconteceu, e durante a gravidez ela sempre dava murro na barriga, passava na borboleta nos onibus com violencia na barriga, subia em pés de arvore e pulava lá de cima para ver se abortava e nada, fora os palavrões que ela se dirigia a própria barriga, chegou o dia do nascimento porque Deus quiz, e em uma data mt especial DIA DAS MÃES 08 de maio de 1988 a filha veio ao mundo. Daí mas um sofrimento porque ela se negava a dá de mamar,então eu dava outro leite para recem nascido. nisso a criança cresceu té os 13 anos otima criança. Mas com passar do tempo mudou mt de comportamento. ficou mt desobediente mal criada agressiva não quis ms estudar e até hoje só faz tudo errado, eu sei que são coisas que só prejudica a vida dela mesma, mas eu como vó que criei não gosto de ver isso acontecer. Por exemplo já saiu duas vezes de casa para viver com a pessoa errada, esse último só a faz sofrer principalmente com palavras, pancadas e agreções, ms ela insiste em viver assim, qd ele vai embora ela chora mt toma remédio para dormir direto como nesse momento, desde ontem que dorme sem comer isso já faz vários dias nessa situação. Ja chamei ela para ir ao médico psicólogo ms ela não quer ir, Já não sei ms o que faça, me ajude Dr. o que devo fazer, pois minha neta não está normal, bom já faz mt tempo que eu noto que o comportamento dela não é de uma pessoa normal, já estou indo embora para outro estado por conta disso, como ela disse que não vai, ms mesmo assim eu vou, quem sabe ela muda e veja que isso tudo que ela está vivendo não é o certo para ela. Peço que o Dr. me ajude, me ensine o caminho que devo procurar. Me aconselharam uma terapia como fazer se ela não quer.Preciso de ajuda Dr. desde já lhe agradeço.

    • Dr. Deyvis Rocha 7 de maio de 2013 às 23:32 · Responder

      Oi, Gercina,

      Você, que conhece tão bem a sua neta, dizendo que ela não está normal é porque realmente algo de errado está se passando com ela.
      Sem dúvida alguma, em uma situação assim, o correto é que a pessoa procure uma avaliação de um psicólogo ou de um psiquiatra. O problema está quando a pessoa não aceita que há algo de errado consigo. Nesses casos eu recomendo o firme suporte da família ao paciente, no sentido de que, ao mesmo tempo em que apoia e garante que está ao seu lado em todas as circunstâncias, incentive a pessoa a procurar um profissional, mostrando que as suas atitudes estão fazendo os familiares, os amigos mais próximos, sofrer.

      Claro, cada caso é um caso, e não é que exista uma receita de bolo que sirva para todos.

      Saudações,
      Deyvis

  67. Camila 30 de abril de 2013 às 15:44 · Responder

    Dr., Minha mãe é professore e sempre teve problemas com stress por causa do trabalho, além de ter sofrido muito na infância por não se dar bem com a mãe. Há mais ou menos 10 anos ela teve um surto devida a diversos problemas pessoais, e ficou completamente fora de realidade. Se afastou do trabalho e fez uma série de tratamentos. Após muita luta ela se recuperou e voltou as suas atividades normais, inclusive a sala de aula. Mas ha pouco tempo ela teve outro surto, ela tinha acabado de ser readaptada no trabalho por problemas na coluna, e dessa vez não conseguimos tratar em casa e ela acabou sendo internada, quando retornou parecia muito melhor, mais lúcida e calma, mas acredito que ela esta tendo uma recaída, pois está extremamente agitada, e sempre muito nervosa, e agora tomou a decisão de se separar do meu pai. Ela está morando apenas com o meu irmão, q tem 26 anos, e meu sobrinho q tbm morava com eles (filho de minha outra irmã) ela praticamento o expulsou de casa e andou ele ir morar com pai. Ela tem muitas oscilações de humor, e a cada dia tem uma opnião diferente sobre tudo. Ela disse que chegou a ligar para a policia para denunciar minha irmã, por abandono de incapaz, pois ela se mudou a algum tempo por causa do trabalho. Minha irmã e o pai do meu sobrinho já conversaram sobre essa questão, mas estamos preocupados com minha mãe sem saber como agir, não queremos interná-la de novo, pois esse foi um dos motivos que minha mãe alegou para estar se separando. Precisamos de uma orientação para saber como agir. gostria muito que respondesse, obrigado pela antenção.

    • Dr. Deyvis Rocha 7 de maio de 2013 às 23:43 · Responder

      Oi, Camila,

      É sempre temerário emitir uma opinião sobre uma pessoa com quem nunca se conversou, como é o caso de sua mãe. Mas, apesar disso, posso lhe dizer que a alteração de comportamento de sua mãe, seja por doença bipolar, seja por esquizofrenia, requer tratamento, requer o uso de medicações. Se não há como a sua mãe tomar medicações, se ela não os aceita, se ela não coopera com o tratamento, a internação passa a ser uma opção. Você diz que a sua mãe alega que um dos motivos da separação é que foi internada da última vez, mas ela fala em separação justo agora que voltou a ter a crise, isto é, pode ser que esse desejo de se separar faça parte daqueles pensamentos alterados, devaneios, delírios, que ocorrem quando a pessoa está tendo uma recaída.
      Imagino que quando a sua mente estiver clara, após tratamento, quando o seu raciocínio estiver funcionando bem, aí sim as suas decisões vão ser mais racionais.

      Espero que a tenha ajudado,
      Att,
      Deyvis

      • Camila 20 de maio de 2013 às 13:00 · Responder

        Minha mãe tem tomado as medicações que o psiquiatra passou e faz acompanhamento com a psicóloga, porém achamos que o medicamento não está fazendo muito efeito, ela já voltou a trabalhar, apesar de a psicóloga achar cedo, o psiquiatra acha que não. O que me preocupa é que agora ela diz não teve um surto, que na verdade ela é médium, e “transcendeu”. Ela aceita o tratamento apesar de não achar que tem uma doença… é meio confuso. ela não tem esquizofrenia, e o médico nunca diagnosticou bipolaridade. Nós não sabemos como agir com relação a tudo isso, não sabemos se é normal ela ainda estar confusa, e se isso vai melhorar com o tempo.

        • Dr. Deyvis Rocha 20 de maio de 2013 às 23:09 · Responder

          Dê tempo para que a sua mãe se recupere plenamente.

          É comum que os pacientes não admitam que têm uma doença, infelizmente. Talvez com o tempo a sua mãe compreenda isso perfeitamente. Claro, fica mais fácil de garantir que o paciente tome o remédio se ele entender que está fazendo isso para prevenir um novo surto. Ao menos, a sua mãe não está se recusando a tomar os remédios.

          Tenha esperança que as coisas vão melhorar,
          Saudações,
          Deyvis

  68. Tatiana 2 de maio de 2013 às 16:08 · Responder

    Olá Dra.

    Comecei a ler seus comentários sobre psicose e preciso de uma orientação. Estou neste momento no hospital com minha sobrinha. Uma menina muito doce e tímida, filha da minha irmã que possuiu transtorno bipolar e um homem que não temos contato devido a seu histórico de crimes.
    Ela foi concebida em meio a muita turbulência, nasceu em um hospital psiquiátrico, devido ás crises maníacas de minha irmã. Desde então, minha mãe cuida das duas. Hoje uma senhora de 66 anos.
    Desde pequena só demonstrou dificuldades de relacionamento, sempre muito tímida.
    Porém de uns anos para cá tem se isolado no quarto, nunca sabemos o que se passa em sua cabeça.
    Ontem fui surpreendida com uma ligação do hospital dizendo que ela havia tido uma crise psicótica. Ela teria colocado soda caustica na comida da melhor amiga.
    Estamos chocados, o será isso? Vejo aplicarem soro os quais a deixam só sonolenta por nome haldol, mas ninguém me explica nada. Apenas dizem que ficará muito tempo aquí em tratamento.
    Isso poderia ser apenas um fato isolado ou está com alguma doença psíquica? Qual o melhor caminho? Moramos em uma cidade pequena em que a notícia se espalhou, todos nos vêem como maníacos. Dizem que nossa menina tentou matar uma pessoa. Os religiosos querem exorcisá-lá.
    Dra. Nos ajude a traçar um caminho.

    • Dr. Deyvis Rocha 2 de maio de 2013 às 16:30 · Responder

      Olá, Tatiana,

      Obviamente, não se trata de nenhuma possessão demoníaca o que está acontecendo com a sua sobrinha. Com esse histórico familiar, não seria surpresa se ela também viesse a ter um distúrbio mental, tal qual a mãe.
      No entanto, não há como eu avaliar o que está acontecendo com ela agora, não estou aí conversando com ela ou vendo o seu comportamento para dizer-lhe se o que aconteceu com ela ontem foi motivado por sintomas de um surto psicótico.
      O haloperidol é um antipsicótico utilizado justamente nos casos de sintomas psicóticos.
      Creio que o jeito e ter confiança no tratamento que ela está recebendo e esperar que um psiquiatra converse com ela.

      Saudações,
      Deyvis

  69. Lilian Rodrigues 3 de maio de 2013 às 3:22 · Responder

    Dr. Como é bom encontrar um medico que ama o que faz e se importa com o sofrimento das pessoas. Parabéns! Dr. meu filho tem 12 e desde os 7 apresenta agressividade quando contrariado ou repreendido, teve atitudes de quebrar as coisas no quarto dele e fora de casa dentro do terreno. Aos 7anos duas vezes, aos 10anos duas vezes e este ano ja foram umas 5 vezes que ele descontrolou-se devido ser contrariado, ou achar que nao gostam dele ou uma repreensao mais severa da minha parte, ele sente raiva daí vieram os surtos. Ele falta muito à escola, tem preconceito com homossexuais, com rock(ele acha que é do demonio) chama o irmao de 11 anos de gay, de idiota na minha frente, quando esta calmo diz que me ama, que se eu morrer ele morre tambem, mas quando se aborrece me xinga e diz que que quer ir embora porque sua família nao presta. Brinca com crianças normalmente mas quando lhe aborrecem ele pega raiva daquela pessoa. Ele toma risperidona porque aqui em na minha cidade os medicos diagnosticam quem tem esses surtos como esquizofrenia. Esse medicamento so ajudou com a insonia mas ele continua incomodado, mau-humorado me desrespeitando verbalmente. Já li sobre transtorno explosivo intermitente e acho que tem muito haver com ele. Dr. por favor, qual sua opiniao sobre o que meu filho tem. Mto agradecida.

    • Dr. Deyvis Rocha 7 de maio de 2013 às 23:49 · Responder

      Oi, Lilian,

      Pergunto-lhe se o seu filho já foi avaliado por um psiquiatra especialista em crianças? Isso faz toda a diferença.
      Eu mesmo, pelo que você me disse sobre o garoto, não vejo nada de esquizofrenia nele. Mas, às vezes, a risperidona também é dada aos pacientes com quadros d agressividade, mesmo que não haja a esquizofrenia.
      Sugiro-lhe que você leve o seu filho a um psiquiatra infantil, que tem experiência e knowhow com situações semelhantes. Que há algo de errado com o seu filho, parece evidente a você e a mim, mas a melhor forma de ajudá-lo vai ser, em primeiro lugar, fazendo um diagnóstico médico correto. Aqui em São Paulo temos bons psiquiatras infantis, mas infelizmente, não sei d nenhum aí no Pará.

      Boa sorte,
      Deyvis

  70. Lilian Rodrigues 3 de maio de 2013 às 14:23 · Responder

    Dr. Gostaria de complementar que nos surtos ele ganha uma força descomunal que para contê-lo foi necessario eu, o pai dele e mais um vizinho. Tive que amarra-lo com lençois. O vizinho que tem carro nos levou no H. de Clinicas de Belem que é referencia psiquiatrica mas nao chegamos la devido ele se debater mto a ponto de quase abrir a porta do carro e tentar me morder para se soltar. Paramos na Urgencia e Emerg. do plano de saude e chegando lá ele ficou calmo e tranquilo. Disse para o medico de plantao que ficou assim porque eu nao deixei ele ver um filme de terror ( o que era verdade). No dia anterior devido ter sido contrariado teve o mesmo surto dizendo que eu nao gostava dele e ele tambem nao gostava de ninguem, entao comecou a quebrar tudo fora de casa, a jogar terra e agua para dentro, pedras no telhado e pegou um terçado ameaçando quem se aproximasse. Pedi ajuda ao corpo de bombeiro, que chegou depois de umas 2 horas, mas nao puderam nos transportar para o HC, nesse momento ele ja estava calmo. Dr. ele é um menino mto caseiro, nao tem nenhum vicio , nao usa drogas, mas sempre foi irritadiço.

  71. Danilo 6 de maio de 2013 às 1:35 · Responder

    Dr. Deyvis Rocha
    Tive um surto psicotico dr, devido o uso de maconha,usava durante um ano e meio compulsivamente, comecei achar que todas as coisas eram direcionada para mim, que a televisao falava comigo, musicas. Estou em tratamento ha seis meses, estou em final de tratamento e acaba agora neste mes, tomo resperidona metade de 1miligrama, gostaria de saber se esse surto pode voltar, e quanto tempo o remedio sai do organismo, e se eu posso voltar ter minha vida social normal, tomar uma cerveja, um wisky como sempre fiz, quanto tempo devo esperar para retornar a beber?e por eu ja ter um surto, a bebida pode fazer voltar?a droga eu sei que pode fazer, quanto a maconha nunca mais quero chegar perto! muito obrigado Dr!

    • Dr. Deyvis Rocha 7 de maio de 2013 às 23:24 · Responder

      Oi, Danilo,

      Imagino que você esteja tendo todo o auxílio de um psiquiatra neste momento e que você tenha decidido com ele que já é chegado o momento de parar de tomar o remédio.
      Enfim, não há pessoa melhor do que o seu próprio médico, que deve conhecê-lo muito bem, para lhe dar todas as explicações que você precisa. Creio que ele se incomodaria se soubesse que você foi buscar na internet, com um psiquiatra que escreve um blog e que não sabe nada da sua vida, informações acerca da doença e do tratamento que ele próprio poderia fornecer.

      Att,
      Deyvis

  72. Clarissa 7 de maio de 2013 às 10:16 · Responder

    Dr. Há uns dois anos atrás eu ficava muito assustada com baratas, não podia ver um mosquito voando que achava que era uma barata e ficava atordoada, me tremendo e assustada. Nesse mesmo período tinham noites em que eu ia dormir e quando fechava os olhos via um velho sentado numa pedra e estava chovendo muito, o senhor ficava todo molhado e olhando pra mim. Por muitos anos, as vezes eu estava tomando banho e quando fechava os olhos imaginava uns duendes pequenos me brechando pela brecha da porta ou na janela do banheiro; eles ficavam dando língua e pareciam uns demoniozinhos. Aí eu ficava em pânico, porque sabia que aquilo era coisa da minha mente. Isso tudo passou, mas de sábado para domingo (5 de maio), eu simplesmente não consegui dormir. Passei o sábado me sentindo cansada, estressada e sobrecarregada, fiquei na net até 2:30h da manhã e as 3h fui dormir, mas comecei a ficar com o coração acelerado, com as pernas e os braços dormentes e formigando, com o coração acelerado, o corpo parecia estar dando cargas elétricas e eu tomando sustos com nada o tempo inteiro, com pensamentos confusos, e quanto mais eu tentava dormir ou tentar entender o que estava acontecendo comigo mais me bloqueava o cérebro, e eu simplesmente acordei meu esposo chorando.. pensei que fosse enlouquecer. Mas depois tentei me acalmar e consegui dormir depois de muito tempo de agonia. Acordei mal, tentei dormir denovo, mas não consegui, porque fiquei como se estivesse a flor da pele, elétrica, com vontade de vomitar e indo ao banheiro. Aos poucos estou melhorando, mas quando lembro o que aconteceu me dá aquele susto e meu coração acelera. Aí fico com medo. Tenho 23 anos, duas filhas, meu marido trabalha e eu fico em casa cuidando da casa e das meninas, uma tem 2 anos e meio e a outra tem apenas 4 meses. E também tenho uma irmã esquizofrênica, ela adoeceu com 17 anos de idade. Enfim, fiquei muito preocupada porque ainda não consigo pensar muito. Tentar resolver algumas coisas bloqueiam minha mente, como também minha memória fica partindo, tipo, começo a contar algo que aconteceu e depois esqueço, precisando parar, lembrar onde parei e volto a contar; minha memória está curtíssima. Estou preocupada se isso pode piorar, e como minha irmã é esquizofrência meu medo aumenta! O que o sr. acha disso tudo? Preciso de tratamento, remédios?
    Um abraço!

    • Dr. Deyvis Rocha 7 de maio de 2013 às 22:38 · Responder

      Oi, Clarissa,

      Não vi nada que me fizesse pensar em esquizofrenia no seu relato. Quanto a outros diagnósticos, acho que é muito cedo para falar algo, afinal, faz tão pouco tempo que essa sua perturbação começou. Talvez ocorra como aquela outra perturbação de achar que são baratas os mosquitos que voam, isto é, pode ser que tudo passe tão rápido quanto começou.
      Claro, se esse desconforto voltar a aparecer, se a insônia continuar, aí eu lhe recomendo procurar um psiquiatra.

      Saudações,
      Deyvis

  73. priscila 7 de maio de 2013 às 15:53 · Responder

    ola, doutora meu nome é priscila e tenho um irmao que esta com esse problema de surtos psicoticos, ele ja deu varias crise, porem nao aceita o tratamento de jeito nenhum e os meus pais nao sabem o que fazer. eu ja fui atras de um psicologico e psiquiatra porem ele recusa fazer o tratamento.qual seu conselho em relaçao a essa situaçao?

    ja agradeço pela informação
    meu email para responder prisarouche_14@hotmail.com

    • Dr. Deyvis Rocha 7 de maio de 2013 às 22:45 · Responder

      Oi, Priscila,

      Olha, essa situação é bem difícil, pois o melhor a fazer é realmente dar remédios ao seu irmão, se o que ele tem realmente é um surto psicótico. Sempre oriento os familiares, em situações assim, a incentivarem o tempo todo o paciente a procurar ajuda, a mostrar a ele o quanto o seu comportamento faz sofrer a quem está perto dele. Às vezes, pode ser que os pais achem que a pessoa vai ficar pior se tomar remédios, vai ficar “dopada”, e por isso não insistem tanto em que a pessoa vá ao médico.
      Procure o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) mais próximo de sua casa. Estes são serviços públicos que contam com equipes de psiquiatras, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais, que podem lhe oferecer suporte e criar estratégias para tratar o seu irmão.

      Att,
      Deyvis

  74. Márcia Rejane 7 de maio de 2013 às 20:54 · Responder

    Boa Noite! Dr°, tenho uma namorado que há 20 anos toma remédio ( olasampina) , só que eu não sabia e não tinha conhecimento sobre esse medicamento, o viu tomando a noite um remédio, porém ele dizia que era para ele dormir. O comportamento dele era de muito ciumes e cuidado para comigo, só que eu n entendia o motivo de tanto ciumes, uma vez que já provei várias vezes o quanto eu o amo,. Terminava o namoro por bobagens, ciumes que eu n entendia. Teve um surto psicótico, fez coisas horríveis como eu nunca tinha visto, quebrou tudo na caso da família, e resolveu desparecer, então que resolvir procurá-lo e encontrei no centro da cidade, baixando a calça, todos rindo, passou dias sem comer, e tinha 850,00 deu , não sabemos pra quem foi. Nesse dia que encontrei no centro, liguei par o samu, e logo levou para uma clinica. Dr°, desdo acontecido, fazem 4 dias não consigo pensar em outra coisa a não ser naquela cena. Estou com medo de vê-lo, será que ele vai me tratar mal? Como falei, amo muito ele, é tanto que eu que estou resolvendo tudo, enquanto encontr-se na clinica. será que depois da cena que vi, iremos levar adiante esse relacionamneto? me ajude por favor.

    • Dr. Deyvis Rocha 7 de maio de 2013 às 22:57 · Responder

      Oi, Márcia, boa noite também a você!

      Comove-me o amor que você tem por esse rapaz. Cara de sorte!

      O que o seu namorado fez foi certamente influenciado por uma alteração mental sobre a qual ele não tinha o menor controle. Quando a pessoa que já teve surtos toma os remédios regularmente, ela fica bem, leva a vida normalmente. Acho que aó na clínica vão verificar o motivo do surgimento do surto, se houve alguma falaha na tomada dos remédios ou não, se é necessário trocar a medicação.

      Entendo que as pessoas que tomam remédio psiquiátrico não queiram dizer que tomam remédios, pois sentem que há muito preconceito da sociedade dirigido a eles, às vezes existe até mesmo o autopreconceito.

      Espeto que vocês dois tenham muitos motivos para celebrar o amor no futuro,
      Saudações,
      Deyvis

  75. Maria Eduarda 9 de maio de 2013 às 13:30 · Responder

    Olá, meu nome é Maria Eduarda, tenho 15 anos, e estudo sobre psicose desde os meus 13. Claro , MUITO superficialmente. Estudo no primeiro ano de ensino médio de uma escola publica, e meu maior sonho é me tornar uma neuropsiquiatra.
    Estou agora, fazendo um trabalho de tema livre na minha escola, para mostrar que estamos semi-prontos para conseguir fazer uma prova de vestibular. E o meu tema é sobre psicose.
    Achei muito esclarecedor o seu texto, e gostaria de saber, quais a chances de eu ganhar uma psicose, mesmo na minha família não tendo nenhuma pessoa que já ganhou alguma doença psíquica, e eu não usar drogas. E se eu ganhar, a cura?

    • Dr. Deyvis Rocha 2 de junho de 2013 às 0:16 · Responder

      Oi, Maria Eduarda,

      Vejo que você deve ser uma garota bem estudiosa.

      As chances de você “ganhar” uma psicose são ínfimas, assim como as minhas e da absoluta maioria da população. Ainda mais com o seu histórico familiar e com a determinação de não usar drogas. Viva a sua vida sem tais preocupações. E desculpe-me a demora em lhe responder.

      Atenciosamente.

  76. Juliana 12 de maio de 2013 às 0:02 · Responder

    Boa Noite Dr*,

    Estava lendo seu post tentando entender o que acontece comigo.
    Sempre acreditei que possuia algum tipo de depressão. Até cheguei a me diagnosticar com distimia.
    O problema é que a condição em que eu vivia não me atrapalhava a trabalhar, ou fazer cursos, ‘viver’. Estou com vontade de me rasgar e super angustiada. Tenho a impressão que todos estão falando de mim. Rindo ou planejando algo contra mim. Tenho tomado calmantes todo dia para ver se consigo cumprir as horas trabalhadas. Mas, as vezes não dá, as vezes eu vou para rua, deitar em qualquer lugar e torcer para que seja o que for passe. Nao tenho dormido direito e fico dias sem comer algo. Outra coisa que sempre acreditei é que eu sempre tive isso. E, me lembrei de que quando tinha 6 anos eu fiz varios EEG, cuja as conclusões eu não entendo. Mas, o que vi, foi que a medicaçao que me deram foi para tratamento de bipolaridade a esquizofrenia. Sinceramente, eu quero que isso acabe. Poderia eu, estar caminhando um surto psicótico, consciente? Há essa possibilidade? O que posso fazer para que eu nao possa ficar dependente dos calmantes que estou tomando? Estou caminhando para morte e na verdade nao me preocupo com isso. Estou me importando com as pessoas que estão me vendo nesse estado. O que posso fazer para acabar com isso? Nao posso deixa-las nesse estado. Estou muito confusa!

    • Dr. Deyvis Rocha 19 de maio de 2013 às 0:05 · Responder

      Oi, Juliana,

      Confesso-lhe que também eu fiquei confuso com o seu relato.

      Entenda que não há realmente como ajudá-la. O que você precisa fazer, se me permite dizê-lo, é procurar um psiquiatra. Este seria o profissional adequado para entender o que se está pasando pela sua cabeça, para ajudá-la a desvendar essa confusão.

      Saudações,
      Deyvis

  77. Renata 12 de maio de 2013 às 0:24 · Responder

    Olá Dr. Dayvis, tenho um irmão de quase 34 anos que teve seu primeiro surto há um mês atras, como ele havia discutido com a esposa e feito uso de álcool e comprimidos pra dormir o psiquiatra que o atendeu achou que fosse um surto temporário, ele é piloto comercial, então quano achou que estava bom (depois e uma semana e meia mais ou menos) voltou ao medico e disse que gostaria de voltar ao trabalho, seu medico baixou seu rispiridona pela metade. Infelizmente depois disto ele começou a apresentar os sintomas do surto novamente e acabou tendo um surto pior do qu o de antes. Ele foi admitido numa clinica com muitas boas referencias e depois de alguns testes, inclusive neurológicos o psiquiatra constatou a S20. Eu moro em Vancouver e todos os dias ligo para casa dele e acompanho o caso através de sua esposa. Ela diz que o medico dele receitou a injeção invega e que depois de aplicada demora cerca de quinze dias pra começar a fazer efeito, ele esta sendo sedado pois fala em fugir e nao queremos de jeito nenhum que ele interrompa o tratamento (ele ainda nao sabe de seu diagnostico) e ja tomou a primeira dose de injeção a cerca de dois dias atras. Neste momento sua esposa diz que seus sintomas ainda é de alguma confusão, por ex, ele acha que ela o esta traindo e de vez em quando fala algumas coisas sem sentido, mas fora isto ele esta com a memória boa sabe onde esta e que precisa ser medicado, lembra das contas que devem ser pagas e até do aniversario de minha mãe que foi ontem. O medico sugeriu o Ect pra adiantar o efeito do medicamento ( isto foi o a informação que minha cunhada me passou). Então gostaria de saber mais sobre o EcT no caso dele. Outra pergunta é sobre a sua recuperação, ele vai voltar ao normal depois que sua medicação começar a fazer efeito ou depois do Ect? Sabe,os que ele nao vai poder mais exercer sua profissão, o que provavelmente o deixara muito triste, mas ele sempre foi muito inteligente, quais são as possibilidades dele reconstruir sua vida profissional, ele pode cursar uma nova faculdade se assim desejar? Ou abrir seu próprio negocio? O medicamento é pra vida toda? Basicamente gostaria de ter uma idéia de como será a vida de meu irmão daqui pra frente.
    Muito obrigada por abrir este espaço e esclarecer duvidas e retirar angustias de tantas famílias!

    • Dr. Deyvis Rocha 18 de maio de 2013 às 23:55 · Responder

      Olá, Renata,

      Espero que o seu irmão esteja melhor nesse momento.

      Não gostaria de emitir opinião sobre a conduta de um colega que receitou a ECT nesse momento do tratamento. Afinal, o médico que falou com o seu irmão e viu exatamente o que ocorria com ele sabe muito mais sobre o que está acontecendo com o seu irmão do que eu.

      Sobre as suas outras questões, eu diria que tudo vai depender do tempo e da resposta ao tratamento. É difícil dar prognósticos sobre um quadro clínico que começou há pouco tempo. Posso lhe dizer que quanto mais cedo os sintomas psicóticos desaparecerem (e isto está ligado à eficácia do tratamento medicamentoso), maiores as chances de recuperação e de retorno à normalidade. Daí, o seu irmão, ainda que não possa retomar a sua profissão, poderá sim ter uma vida normal.
      Se o seu diagnóstico é realmente F20 (creio que houve um engano quando você escreveu S20), digo-lhe que a medicação é para a vida toda, pois ela serve para evitar que novos episódios como o atual aconteçam. Veja que muitas coisas na vida são para a vida toda, por exemplo, temos que escovar os dentes todos os dias para evitar cáries, temos que lavar as mãos antes de manusear alimentos para não pegar uma infecção e nem nos damos conta disso.

      Boa sorte a sua família,
      Deyvis

  78. wiliaraSouza 12 de maio de 2013 às 13:13 · Responder

    Oii ..Boa tarde,Doutor tenho um namorado ah 3 anos a gente eramos um casal super feliz e íamos nos casar agora mês de maio até que dia 12 de abril ele se transformou em outra pessoa,me falou coisas horríveis,falou que eu o traia e mentia pra ele,e que ele estava gostando de outra pessoa uma pessoa que nem mora em nossa cidade e sim mto longe ..está bastante agressivo com todos da família,não sai do quarto e vivo no computador o dia todo ou fazendo desenhos bizarros,fala que todo mundo fez um filme com a vida da gente,que a tv nos persegue e que o celular dele foi grampeado,vive admirado com a natureza,e fala que tem uma missão a cumprir que evitou a terceira guerra mundial e que jogou um raio no vaticano e que tem o poder de fazer terremotos e fazer chover tbm,não quer tomar remédio algum e ainda fala que a historia de Dom quixote é a historia dele .Todos os personagens de filmes são ele,o rosto dele tem uma expressão fria e sem sentido..Me ajude por favor tenho medo que piore e não ter ele de volta o amo demais e quero mto ajuda-lo,mais ele não aceita ajuda fala que não precisa.

    • Dr. Deyvis Rocha 18 de maio de 2013 às 23:45 · Responder

      Oi, Willara,

      O seu namorado, pelo que você descreveu, está passando por um surto psicótico.
      Infelizmente, não há muitas forms de sair dessa situação senão tomando remédios. Já faz alguns dias que você me mandou essa mensagem e espero que ele já tenha aceitado o tratamento.
      É muito comum que a pessoa que passa por esses problemas não aceite que esteja doente, pois para ela tudo i que ela pensa faz muito sentido e ela não tem nenhuma dúvida dessas ideias absurdas (por isso que é uma doença). Assim, ocorre que muitas vezes é a família quem costuma levar essas pessoas para um médico, seja num consultório, seja numa emergência.
      Essa é a minha sugestão a você e à família dele. Estejam convencido de que o seu namorado tem uma doença e de que é preciso o tratamento médico e que se ele não quiser ir tratar-se por espontânea vontade, talvez os familiares tenham que exercer pressão para que ele procure tratamento.

      Att,
      Deyvis

  79. Marcelo Itajai 14 de maio de 2013 às 2:39 · Responder

    Minha esposa, tratava de depressão e abandonou o tratamento e em apenas 3 meses, “evoluiu” para transtorno bipolar não quer ir ao médico, se afundou em dividas, ja atacou o carteiro, me agrediu varias vezes, e passou a não aceitar muito bem nosso filho de 1 ano, dizendo q ele não é normal, não ia andar e tal. Descobri q era transtorno pois um dia convenci ela a ir no consultório do psiquiatra em que ela tratava a depressão, mas, chegando la quando o dr. ia chamar ela para a consulta saiu correndo e xingando. O dr. vendo meu desespero me fez algumas perguntas e diagnosticou que ela está sofrendo de transtorno bibolar, receitou o ZAP para ela tomar , disse que em 15 dias ela ja aceitaria o tratamento. Mas ela não aceita tomar remedio, consegui fazer ela tomar uns 3 comprimidos só e ainda em dias alternados. Por favor me ajude o qeu eu faço pra convence-la. Ja pensei em internar ela, tem uma clinica excelente na minha cidade. Mas dizem que a força não pode internar, me ajude, comente o caso dela se realmente é isso, estamos sofrendo muito eu e meu filho. Qual a melhor solução?

    • Dr. Deyvis Rocha 16 de maio de 2013 às 0:11 · Responder

      Oi, Marcelo,

      Às vezes, isso realmente acontece. Avaliamos um paciente com sintomas depressivos muito claros, prescrevemos-lhe um antidepressivo e é aí, pelo efeito do antidepressivo, que a bipolaridade se revela, pois o antidepressivo provoca o que chamamos de “virada do humor”, a pessoa passa da depressão à euforia. Não é que o antidepressivo provoque a bipolaridade, sua esposa já era bipolar, mas ainda não tinha manifestado os sintomas do pólo da euforia.

      Olha, se a sua esposa está recusando tomar a medicação, fica realmente difícil fazer o tratamento e ela não vai melhorar. Às vezes, é necessário recorrer à internação involuntária, o que você chamou de internar à força. Não descarte essa hipótese.

      Att,
      Deyvis

      • Marcelo Itajai 16 de maio de 2013 às 0:37 · Responder

        Dr. Deyvis, muito obrigado pela resposta, mas será que toda clinica aceita a internação contra a vontade do paciente? ouvir falar q só se interna quando o paciente aceita.
        Abraço.

        • Dr. Deyvis Rocha 16 de maio de 2013 às 0:57 · Responder

          Acho que toda clínica aceita uma internação involuntária, mediante a presença de um familiar responsável pela paciente que asine os papéis necessários.
          Qualquer dúvida, ligue para a clínica.

          Boa noite, boa sorte,
          Deyvis

  80. Márcia Rejane 14 de maio de 2013 às 12:17 · Responder

    BOM DIA!
    Dr° , muito obrigada pelos conselhos. Ontem eu estive falando ao telefone com o meu namorado que ainda encontra-se internado, ele disse que eramos somente amigos, mas falou calmo , não foi agressivo.. Dr° , será que ele lembra do que fez? será que o fato dele n me querer mas, pode ser vergonha do que fez ?( levando em consideração que na crise, ELE JA TINHA TERMINADO COMIGO) INSISTE em dizer que não sou mais a namorada dele.O que eu faço? será que é melhor eu não procurá-lo depois que ele sair da clínica? Estou com muitas duvidas, principalmente com relação as lembranças dele, uma vez que ele fez coisas horríveis, no centro da cidade e lembrando mais que minha cidade é muito pequena , todo mundo conhece todos. Imagina a minha situação.

  81. Eduardo R. 15 de maio de 2013 às 21:58 · Responder

    Olá Dr. venho aqui, pra relatar os mesmos sintomas(delírios e aluscinações) que estou percebendo em minha mãe.Como posso fazer para que ela vá em um especialista do assunto?? para que ela começe a tomar os remédios o quanto antes…gostaria muito de saber e se voce puder me auxiliar, no que devo fazer ou deixar de fazer em relação, pois ja tentei converssar com ela e dizer para ela ir em algumas sessões com um psiquiátra ou alguém que ela possa converssar.Obrigado.

    • Dr. Deyvis Rocha 15 de maio de 2013 às 23:37 · Responder

      Oi, Eduardo,

      É isso mesmo o que você tem de fazer, levá-la a um psiquiatra. Você já a chamou para ir a um especialista e ela recusou?
      Se o psiquiatra detectar na sua mãe os delírios e as alucinações, confirmando a impressão que você tem, ele vai logo lhe prescrever uma medicação para acabar com esses sintomas.

      Boa sorte,
      Deyvis

  82. wiliaraSouza 19 de maio de 2013 às 16:57 · Responder

    Obrigado Doutor pelos Conselhos ..Mais infelizmente ele não aceita os remédios,essas Crises dele já vai a mais de um mês,me ajude,internar ele seria a melhor solução? quero muito poder ajudá-lo.Obrigado

  83. andricati 27 de maio de 2013 às 9:09 · Responder

    minha mãe foi lhe diagnosticado o parkinson e por consequência veio o alzheimer há pouco mais de um ano. Já está a ser medicada para o efeito.

    • andricati 27 de maio de 2013 às 9:15 · Responder

      Bom dia doutor… Desculpe o post anterior… Então o caso é o seguinte… A minha mãe foi lhe diagnosticado o parkinson e por consequência veio o alzheimer há pouco mais de um ano. Já está a ser medicada para o efeito. há umas semanas que está convencida que as senhoras da televisão, tipo a Fátima Lopes e a Júlia Pinheiro falam directamente com ela, já lhe tentei explicar que elas apesar de terem um discurso directo não estão a falar só para ela mas parece-me que ela está completamente viciada nestes programas e convencida que realmente elas falam com ela. Eu não sei como hei de reagir a estas situações, primeiro porque me deixa assustada com o facto de a doença dela estar a evoluir e segundo porque não sei como reagir e responder a esta situação. O que é que acha?

      • Dr. Deyvis Rocha 1 de junho de 2013 às 23:58 · Responder

        Boa noite,

        Algo comum que sucede a quem tem Alzheimer é o surgimento de sintomas psicóticos. E pode ter certeza de que essa ideia de que as pessoas na TV (você fala desde Portugal e eu, que moro em São Paulo, realmente não conheço essas pessoas as quais você se referiu) falam com ela são sintomas psicóticos.
        O ideal é que você diga ao psiquiatra que a atende o que está ocorrendo com a sua mãe. O tratamento é a utilização de medicamentos antipsicóticos, como a risperidona, a quetiapina, entre outros.

        Saudações desde São Paulo,
        Deyvis

    • Dr. Deyvis Rocha 1 de junho de 2013 às 23:46 · Responder

      Espero que ela já esteja melhor.

      Att,
      Deyvis

  84. Henrique 27 de maio de 2013 às 12:19 · Responder

    Dr, Venho aqui relatar o problema que meu pai teve. Ele tem 44 anos e é policial , teve uma espécie de surto, onde sentia medo e ficava falando coisas sem nexos. Antes disso já vinha muito agitado e falando muito dos problemas dos outros . Já faziam uns dias sem dormir, foi quando aconteceu o episódio. Mas ficou só uma noite internado e no outro foi dado alta, sendo que já estava voltando a si pouco a pouco.O psiquiatra passou uns remédios, ja faz uns 3 meses que toma. Conversa normalmente, se que as vezes fica com um olhar fixo (que não acontecia antes). E uma noite deixou de tomar um dos remédios, CINETOL. Disse que conseguiu dormir normalmente na noite anterior, mas no outro dia pela manhã começou a iniciar uma crise, mas não foi forte com a primeira. Falava umas coisas que nunca tinha falado antes pra mim, pedindo pra eu colocar um filme porno pra ele se acalmar , mas estava consciente que estava nervoso. Falava que precisava se acalmar, e aliviar mais, ele tem consciência que tem esse problema e fala pra eu não me preocupar. Gostaria de saber se ele pode melhorar , desde já agradeço sua atenção !

    • Dr. Deyvis Rocha 2 de junho de 2013 às 0:03 · Responder

      Olá, Henrique,

      Se você me diz que o seu pai ainda não está recuperado e tem o comportamento alterado mesmo após alguns meses de tratamento, talvez as medicações não estejam em dose suficiente ou então não estão fazendo efeito.
      Todo o tratamento deve visar a recuperação integral da pessoa que teve o surto e não parece que é isso o que está acontecendo ao seu pai.

      É importante relatar todos esses fatos ao psiquiatra que o está acompanhando para que, se for necessário uma mudança no tratamento, que isso ocorra logo.

      Saudações,
      Deyvis

  85. wiliaraSouza 3 de junho de 2013 às 15:23 · Responder

    Doutor ele já esta tomando os remédios .. sente alguns efeitos .. com quanto tempo as alucinações e os delírios vão embora ?

  86. Márcia Rejane 5 de junho de 2013 às 22:25 · Responder

    Dr° sou MÁrcia Rejane , meu namorado ainda encontra-se no surto, saiu da clínica porém não está tomando os remedios pois insiste em dizer que n precisa. Ele passou uma semana bem , mas infelizmente voltou novamente. Eu n sei o que fazer, pois quem vai acabar no hospício sou eu. Quando ele passou a semana bem, imaginava que n ia voltar. Interessante que quando ele ta no surto ele é crente e na semana que el ta bem, diz que n é mais crente. Sinceramente não entendo mais nada. Ajude-me por favor!! estou tensa, o meu celular l n pode tocar que eu acho que alguem vai dizer que ele fez besteira. nÃO CONSIGO ESTUDAR, NEM TRABALHAR DIREITO.

    • Dr. Deyvis Rocha 19 de junho de 2013 às 18:32 · Responder

      Olá, Márcia,

      Fica a minha recomendação de que você possa procurar ajuda para você, afinal, para cuidar dos outros é preciso antes cuidar de si.

      Saudações,
      Deyvis

  87. pabbola 7 de junho de 2013 às 20:55 · Responder

    meu namorado é muito ciumento e as vezes eu brigo com ele por isso e agrido ele emocionalmente e ele começa a si bater,fica nervoso e começa a chora.mas isso tudo é pq tudo ki ele faz é errado,ele é muito lento,não se interessa com nada que faz e quero saber se ele tem algum problema por favor mi ajude

    • Dr. Deyvis Rocha 19 de junho de 2013 às 18:33 · Responder

      Olá,

      Para saber se ele tem algum problema, é melhor que um psicólogo ou um psiquiatra o avalie.

      Att,
      Deyvis

  88. nubia 9 de junho de 2013 às 12:28 · Responder

    minha irmã tem trantorno bipolar,devido as preucupaçoes do dia a dia com ela e com a casa,minha mãe entrou em um surto psicotico sera que esses surtos e oproblema da minha irma é herança genetica

    • Dr. Deyvis Rocha 19 de junho de 2013 às 18:29 · Responder

      Olá,

      A herança genética é importante nessas doenças sim.
      Mas isso não quer dizer que você terá um problema apenas porque a sua mãe e a sua irmã têm. Claro, se você eventualmente se sentir desconfortável com alguns pensamentos, tiver qualquer tipo de perturbação mental, espero que não se demore em procurar um psiquiatra.

      Saudações,
      Deyvis

  89. anonimo 9 de junho de 2013 às 20:40 · Responder

    Dr,vejo as coisas desde aos 12 anos de idade, tenho 30 hoje,as vezes vejo pessoas que eu nao conheço quando começo a pegar no sono,meus olhos parecem que acenden, enquanto mais eu fecho eles mas eu vejo,oque sera isso?

    • Dr. Deyvis Rocha 19 de junho de 2013 às 18:26 · Responder

      Olá,

      Não posso fazer diagnósticos pelo site. O melhor a fazer é procurar atendimento com um psiquiatra.

      Att,
      Deyvis

  90. Camila 14 de junho de 2013 às 13:04 · Responder

    meu nome é Camila ,queria pedir uma orientação.Minha mãe sofre serios problemas,ela acha que eu quero matar ela,alias ela acha que todo mundo da familia quer matar ela,ate os vizinhos.Ela briga com a gente o dia todo sem pausa.Ela grita muito,acha que tem gente vigiando ela .Minha vô sofria do mesmo problema que ela ,acabou se matando.Tenho medo da minha mãe piorar e fazer igual ela.O que tenho que fazer pois esta cada dia pior já faz anos que ela esta assim ,ela nao quer ir ao medico pois ela acha que não tem nada.Não temos condiçoes de pagar medico e tenho dó de internar ela .Ela faz as coisas do dia- dia normal cozinha,limpa a casa tudo certinho porém ela surta o dia todo o que eu faço?

    • Dr. Deyvis Rocha 19 de junho de 2013 às 17:45 · Responder

      Oi, Camila,

      Sua mãe precisa de tratamento, não é mesmo? Tudo bem que ela faça as coisas de casa numa boa, só que o convívio dela com as pessoas não é bom e ainda paira sobre vocês o medo de que o destino de sua mãe repita o de sua avó.
      Há psiquiatras nos serviços públicos, não é necessário procurar atendimento particular. Você já perguntou aí no posto de saúde próximo à sua casa se há um CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) aí na sua região? Nos CAPS há não só psiquiatras, como psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais, enfim, toda uma equipe que pode dar a melhor assistência à sua mãe.

      Att,
      Deyvis

  91. Jandira Mendes Coelho 14 de junho de 2013 às 14:28 · Responder

    Minha irmã tem 63 anos. Ela tem 2 filhos que quase não a procuram. De um tempo par cá (há mais de 6 anos ela começou a ter algumas alterações no seu comportaménto. A princípio pensamos que era pq tinha perdido seu apartamento, já que ele tinha sido vendido pelo ex-marido (pq ele estava cheio de dívidas com agiota…) os filhos a convenceram disso. A partir dá ela não teve mais sossegi. Morou com um filh, depois com o outro e não deu certo. Vive agora de uma casa alugada para outra, sempre há problemas. Ela escuta vozes, imagina que v~e coisas, que grampeiam o telefone, que entram na casa dela e roubam suas coisas, que seus remédios somem, enfim é muito triste. Já foi atendida no pinel, mas internação não fazem pq só quando a pessoa está surtada. Ela passou a beber, diz que as vozes, mandam. Ela toma lorax 1 mg, e eu tenho muito medo. Hoje fui a casa dela e naõ estava lá. A vizinha disse que ela fala a noite toda, grita, chora e muitas vezes vai pra rua e volta as tantas da madrugada. Já coloquei ela na minha casa, mas ela não aceita que se fale nada, e chegava a hora que queria. Eu tinha que trabalhar e não podia ficar assim, falava com os filhos e um deles dizia “ela deve estar bebendo”. Por isso ela saiu lá de casa, pq eu não tinha ajuda deles. Mas eu vejo ela assim e me dá dó. Queria arrumar uma internação pra ela, Tomando lorax e bebendo ela está se matando. A família não acredita que ela escuta vozes, mas eu sei que ela escuta. estou apavorada, o que posso fazer pra ajudá-la? O que será isso? Eu tenho 68 anos e ainda trabalho, é difícil pra mim, mas os filhos não fazem nada por ela. Como posso conseguir uma internação?

    • Dr. Deyvis Rocha 19 de junho de 2013 às 17:38 · Responder

      Oi, Jandira,

      O que lhe dizer é que se a sua irmã tem esses sintomas psicóticos, apenas o Lorax não vai funcionar.

      Se ela fizer o tratamento correto, vai melhorar desses pensamentos e do comportamento e certamente não vai haver necessidade de internação.

      Enfim, a melhor forma de ajudá-la é fazer com que seja avaliada por um psiquiatra.

      Atenciosamente,
      Deyvis

  92. gabriela 18 de junho de 2013 às 13:01 · Responder

    ola boa tarde, vim ate esse site, pois me chamou a atenção pelo motivo de viver com uma pessoa que tem apenas 18 anos e vive com alucinações, é viciado em maconha desde os 13 ou 14 anos de idade, quando experimentou e nunca mais conseguiu largar, essa pessoa é meu namorado que vivo a 3 anos, temos uma filha de 1 ano e 6 meses, fui mãe aos16. e ele pai aos 16 também.. e ele se mostrava ser uma pessoa normal, calmo e nunca mostrou um comportamento duvidoso. de familia bem sucedida e tem tudo pra ser feliz.
    ate que nossa filha nasceu, e no meio de tanta alegria começou as decepções, ele não ficava em casa, não se importava com nada, foi apresentando comportamentos estranhos, chegava com cara de bobo olhos avermelhados, e eu fui sacando que ele estava usando drogas, ate que em meio de umas brigas ele assumiu que usava.. e com o decorrer dos dias ele foi aprofundando mais nesse assunto e disse que fumava desde os 13 e não conseguia mais parar, junto com essa noticia veio o nervosismo as alucinações.. ele achava que eu o traia. sendo que nem de casa eu saia, sempre o respeitei sempre mantive minha reputação mais ele nao confia em mim de jeito nenhum, e aconteceram brigas horríveis ate que ele começou a me agredir, agredir seus pais verbalmente e so desgraças.. mais tudo começa quando ele imagina que eu to com outro, ate mesmo dentro de casa, ele faz um mundo de imaginações e acha que aquilo é verdade. resumindo.. ele é outra pessoa, quebra tudo dentro de casa e hoje todos que vivem mais próximos tem medo das atitudes dele, tem medo do que ele é capaz de fazer. e eu nao sei mais o que fazer, que atitudes tomar.. sera que ele esta tendo surtos? um psicologo ajuda? ou o caso dele é psiquiátrico?

    • Dr. Deyvis Rocha 19 de junho de 2013 às 17:23 · Responder

      Olá, Gabriela,

      Não sei se o seu namorado está tendo surtos, sei que ele está com este comportamento agressivo e isso pode ter várias causas, entre elas esse uso intenso de maconha. Mesmo essas ideias de que você o trai podem ser decorrentes de uma alteração do pensamento que pode sim estar ocorrendo por causa da droga.

      A melhor coisa a fazer é procurar um psiquiatra.

      Boa sorte,
      Deyvis

  93. Luciana 22 de junho de 2013 às 0:45 · Responder

    Boa noite. Fiz uma pergunta para o senhor, a respeito do meu marido, em janeiro. Na época ele tinha acabado de ser internado. É esquizofrênico, usuário de crack e teve um surto de um ano onde, na cabeça dele, eu o traía, perseguia e manipulava tudo e todos contra ele. Eu estava preocupada, porque eramos muito felizes e eu tinha esperança que pudéssemos voltar a ser. Agora ele está sendo liberado da clinica. Pra minha tristeza, não pude ter contato nenhum com ele. A família me excluiu e com muito custo e insistência consegui falar com a terapeuta que cuidava dele. Ela me disse que ele não ia deixar de acreditar que fiz aquelas coisas horríveis e que eles estavam fazendo um trabalho pra me tirar da vida dele. Que os remédios iam evitar que ele criasse novas historias mas o que ele pensava e acreditava quando estava em surto, vai continuar pensando e que o melhor era ele começar uma vida nova esquecendo tudo que ficou pra trás inclusive eu. Não acreditei. Não somos casados no papel mas ficamos 3 anos morando juntos e achei um absurdo. Isso é possível? A pessoa se tratar, tomar antipsicótico e sair pensando que os absurdos eram reais? Será que a medida que ele for voltando pra vida normal e continuando com os remédios vai melhorar? E o crack? Tem possibilidade real dele não voltar a usar? Acho que pelo tempo que ele ficou surtado e pelo vicio em uma droga tão pesada ele ficou internado pouco tempo demais. Se ele tiver outro surto vou voltar a virar alvo? Eu tenho me tratado fisica e psicologicamente para conseguir lidar com os problemas que eu possa vir a ter mas ainda amo ele muiiiiito. Queria muito meu marido de volta.

  94. Márcio 23 de junho de 2013 às 12:48 · Responder

    Prezado Dr. Deyvis,
    Internei meu filho, por indicação de seu psiquiatra. Meu filho, infelizmente, tem esquizofrenia, e estava tendo um surto psicótico. Acredito que a situação dele agravou-se devido ao fato de ter parado com o medicamento indicado, o zyprexa. Autorizei o uso do ECT, pois, na clínica, me informaram ser vantajoso para o tratamento dele. Já teve 3 procedimentos. Gostaria de saber sua opinião sobre esse tratamento, sua continuidade, etc.
    Desde já, agradeço sua atenção. Que Deus o abençoe pelo seu lindo trabalho.

    • Dr. Deyvis Rocha 23 de junho de 2013 às 23:23 · Responder

      Olá,

      Confio que a clínica onde o seu filho está proceda seguindo as recomendações científicas e clínicas mais atualizadas.
      Eu, como não estou acompanhando o seu filho, não posso manifestar opinião sobre a conduta clínica dos profissionais responsáveis pe;os seus cuidados.

      Atentamente,
      Deyvis

  95. Vania 23 de junho de 2013 às 18:46 · Responder

    Boa noite Dr. Tudo bem? Bom meu marido esta achado que esta sendo perseguido,obeservado e o pior e wue ele bebe ai fala que eu e sua familia estamos conpirando contra ele! Em site , telefone ou qualquer outro meio de comunicao ele diz que esta sendo perseguido. Mim ajude o que devo fazer o q falar? Muito obrigado e fique com Deus…

    • Dr. Deyvis Rocha 23 de junho de 2013 às 23:25 · Responder

      Olá,

      A minha recomendação não pode ser outra além da qual recomendar-lhe que ele seja avaliado por um psiquiatra, que lhe fará o diagnóstico correto e lhe prescreverá uma medicação que porá fim a essas alterações.

      Atentamente,
      Deyvis

  96. vania 24 de junho de 2013 às 4:16 · Responder

    muito obrigada!! Que Deus abencoe…

  97. Henrique 26 de junho de 2013 às 19:07 · Responder

    Ola Dr. Sou o Henrique, venho falar que houve uma mudança de medicamento há uma semana, onde ele ficou muito quieto, só falava quando perguntavam algo. Isso na semana que tava trocando os medicamentos aos poucos. Ficava sentado, as vezes deitava e as pernas tremiam , falava que teve pesadelos, levei ele a um hospital psiquiátrico e la ele mandou continuar com haldol e donaren, acrescentando diazepan, mas acho q devia dar diazepan pra ele … A família ta toda abalada, não sei o que fazer … Abraço Dr.

  98. Lanny 26 de junho de 2013 às 21:16 · Responder

    Oi Dr,boa noite.

    Desde dezembro de 2012,fui diagnosticada por uma psiquiatra com depressão e síndrome do pânico,pois tinha os sintomas de chorar muito,sentir muito medo,suor frio,visão turva,tremores,noites sem dormir…era um zumbi ambulante,entres outros sintomas horríveis. Comecei tomando rivotril 0,5 e exodus de 10 mg,mais os sintomas só aumentaram,hj tomo alprazolam 2mg,o exodus foi pra 20mg e comecei a tomar um medicamento novo o kitapen 50mg,pois comecei a reviver estranhamente alucinações que tinha constantemente na minha infância. São vários os tipos de pesadelo como o que vou descrever.
    “Com certeza estou acordada,pois vejo meu quarto com as coisas no lugar que coloquei antes de deitar,mais vejo vultos brancos ou pretos ou as vezes não vejo nada somente um enorme medo,e essas coisas querem me fazer muito mal,eu acordada tento levantar e essas coisas não me deixam eu me mexer,tento ligar a luz mais não consigo,não consigo chamar ninguém,eu rezo e peço a Deus para essas coisas irem embora,parar de fazer aquilo,e depois de alguns minutos eles vão embora e consigo me mexer,suando muito,minhas pernas treme e,meu coração parece que vai sair pela boca,o medo é muito grande,então levanto rápido e acendo a luz,nessas noites não consigo mais voltar a dormir de medo q aconteça de novo” Isso pode ser surto psicótico? Lembrando que quando criança isso ocorria frequentemente,mais só voltou agora depois de mais de 20 anos.

    • Dr. Deyvis Rocha 29 de junho de 2013 às 23:26 · Responder

      Olá, Lanny,

      Seria surto psicótico se você estivesse vivenciando tudo isso se estivesse acordada. Como não é esse o caso, penso que esses pesadelos têm a ver com o seu quadro depressivo.

      Espero que o tratamento dê certo o mais breve possível,
      Deyvis

  99. Alice 28 de junho de 2013 às 20:19 · Responder

    ^^ um ótimo artigo, esclarece muito, é sim muito importante ressaltar que o uso de drogas pode acelerar o processo e levar a expressão de um surto que poderia nunca acontecer se não fosse os alucinógenos, faz 6 meses que meu irmão se curou de um surto, ele estava tomando o remedio direitinho, mas ele teve uma recaída, e fumou maconha novamente, enfim, voltamos a estaca zero, o surto voltou, e o mais complicado é que o tratamento em clínica particular é muito caro, e gastamos todas nossas economias na primeira internação, o jeito é ir numa clinica publica. Desejo paz a todos que lutam por um amigo, um familiar, um companheiro, e compreenção, pois é necessário se lembrar que até para pessoas lúcidas, é complicado lutar contra os próprios pensamentos.

    • Dr. Deyvis Rocha 29 de junho de 2013 às 23:18 · Responder

      Olá, Alice,

      Obrigado pelo seu depoimento.

      Espero que as coisa vão bem com o seu irmão.

      Forte abraço,
      Deyvis

  100. JOSE ANTONIO 30 de junho de 2013 às 11:19 · Responder

    Ola! Dr tive uma cunhada com esquizofrenia e que veio falecer devido as complicações de medicamentos,apesar de não saber toda a verdade sobre sua morte, mas foi o que o hospital alegou..O que me preocupa são os meus sobrinhos,. Gostaria de saber se eles podem apresentar esquizofrenia ? O mais velho é mais dado extrovertido, mas o mais novo sempre foi retraido, quieto, e quando pequeno tinha manias exemplo não queria pegar as coisas para não se contaminar, lavava as mãos todo o tempo e sempre foi mais apegado a mãe quase não brincava com os amigos .A minha cunhada sempre manteve o mais novo junto com ela, os tios maternos também tem problemas de esquizofrenia.è dificil não me preocupar com eles, apesar de serem adultos, mas me preocupo muito.

    • Dr. Deyvis Rocha 1 de julho de 2013 às 23:05 · Responder

      Olá, José Antonio,

      Sim, eles podem ter esquizofrenia, assim como você ou eu. Claro que a chance de que eles apresentem esse transtorno é maior que a nossa, por causa da questão genética. É muito importante o seu cuidado com eles e acho que essa atenção que você tem com eles é muito importante, pois pode detectar alguma alteração sutil em seu comportamento ou no seu desempenho.
      Se eles estão levando bem a vida, eu não me preocuparia tanto com os rapazes agora. Se você perceber alguma mudança de comportamento em relação ao natural deles, se você notar que um ou outro estão ficando mais isolados, menos comunicativos e que não vêm tendo o mesmo desempenho, seja no trabalho, com faltas injustificadas, seja na escola, com queda das notas, aí seria a ocasião de levar os rapazes a um psiquiatra, pois com esses casos que há na família, essas alterações que lhe falei já podem chamar a atenção para um início de doença.

      Abraços,
      Deyvis

  101. Fernanda 30 de junho de 2013 às 18:55 · Responder

    Olá Dr. Boa noite !! Tenho um filho de 7 anos que começou a tomar risperidona 1mg por desvio de comportamento, ele sempre foi muito hiperativo, e achávamos que iria melhorar com o tempo, porém com o crescimento dele ele foi se tornando mais agressivo e impossivel de se lidar com ele chegando a ter surtos de agressividade quando contrariado, e depois de iniciar com a medicação ele é literalmente outra criança, e então acabo ficando com um certo remorso de derrepente estar dopando meu filho, ele está amável, obedece as regras sem se impor, espero que eu esteja agindo da melhor forma, pois como as coisas estavam, tinha medo de perder meu filho para o mundo, até mesmo que ele se tornasse um delinquente. Só que as vezes fico com dó de ver ele tão quietinho e saber que a personalidade dele nunca foi assim.
    Será que é a escolha certa ??
    Obrigado pela atenção

    • Dr. Deyvis Rocha 1 de julho de 2013 às 23:12 · Responder

      Oi, Fernanda,

      Essa é uma questão muito particular e eu penso que ela deva ser debatida com a pessoa que tem prescrito a medicação para o seu filho. Debata com ele esse seu receio de que possa estar dopando o seu filho. Fale com ele e ponha na balança os benefício e os malefícios que o tratamento trouxe a você e ao seu filho.
      Talvez você esteja ouvindo a opinião de muitas pessoas a respeito do tratamento do seu filho, pessoas que devem criticá-la por estar medicando o seu filho, dizendo-lhe que ee não precisa de psiquiatra, que o que ele precisa é disso e daquilo, que o remédio vai deixá-lo dependente, etc. Não deve ser facil.
      Fale com o médico do seu filho e tire todas as dúvidas com ele.

      Abraços,
      Deyvis

  102. Rafaela Silva 1 de julho de 2013 às 12:42 · Responder

    Olá Dr. boa tarde!
    Estou precisando de ajuda….
    Meu nome é Rafaela, tenho 25 anos e uma irmã de 35…
    Na noite do ultimo sábado, minha irmã surtou e quebrou td a casa sem nenhum motivo aparente… estávamos eu, meu marido e ela e o esposo, conversando, quando começamos a conversar sobre alguns temas polêmicos da nossa infância….
    Ela passou por momentos difíceis na infância assim como eu (meu pai teve uma filha fora do casamento), porém ela não conseguiu superar esses traumas e nesta noite ela surtou no meio da conversa e quebrou toda a casa….
    O surto começou as 2 da manhã e ela foi se acalmar as 6 da manhã…
    Preciso ajuda-la a se livrar desse trauma que perturba sua vida e não deixa ela ser feliz… ao mesmo tempo ela acha que não tem problemas e que trata-se apenas de uma revolta de infância….
    Depois em conversa com meu cunhado descobri que esses surtos são frequentes, sem motivos aparentes, pode ser por um copo sujo, ou por uma palavra que a desagradou…. ela pede a separação de qualquer jeito, mais depois que o surto acabou ela falou que amava meu cunhado…
    Trata-se realmente de algo que precise de ajuda de um médico, é frescura?
    Preciso ajuda-la…. mas não sei como…

    • Dr. Deyvis Rocha 1 de julho de 2013 às 22:58 · Responder

      Olá,

      Esses episódios de violência repentina, pela frequência com que ocorrem e a sua intensidade (Você disse que ela quebrou toda a casa), já merecem ser avaliados por um psiquiatra.
      Alguns transtornos podem causar esse tipo de comportamento e numa consulta poder-se-á verificar exatamente o que ocorre com a sua irmã. Se essas questões da infância estiverem realmente contribuindo para esse comportamento atual, então um trabalho psicoterápico, com psicóogo, também vai ser importante para ela.

      Boa sorte a vocês,
      Deyvis

  103. Antonio Simião Olimpio Ribeiro 2 de julho de 2013 às 20:41 · Responder

    Caro Dr. Deyvis Rocha, olá mais uma vez! Como disse, tenho tomado regularmente 600mg por dia de Seroquel. E tenho também diariamente feito musculação. Infelizmente o meu atendimento psiquiátrico não me dá espaço para uma certa questão. E gostaria de saber, se é interessante passar por um endocrinologista ou urologista por esta questão que vou tratar. Soube de uns fitoterápicos (Mucuna Pruriens, Maca Peruana, Tribulus terrestris) que tem um uso relativamente comum (uns mais outros menos) nos praticantes de musculação. Acontece que não tenho encontrado artigos científicos relatando possíveis efeitos da interação destes medicametos (digo, um a um e não todos com o Seroquel. Ex. Mucuna interagindo com seroquel, maca com seroquel. e etc…). Bom, o que eles prometem, é uma maior disposição física/mental. Dai meu interesse neles para a musculação e combate à sonolência do seroquel. O meu medo é que por seus efeitos, que eles possam me desestabilizar (deixar mais agressivo, agitado, desorganizado..) então não sei qual especialidade médica poderia me ajudar para checar isto. Seria algo hormonal, de ir a urologista? É ótimo para mim, mas ao que parece pelo seroquel ser “recente” não consigo me informar muito sobre interações…

    • Dr. Deyvis Rocha 2 de julho de 2013 às 22:55 · Responder

      Olá, como vai?

      Cuidado com os compostos que prometem tantos benefícios. Não é porque se trata de um fitoterápico que uma substância não tenha seus malefícios. A melhor coisa a fazer é conversar com o seu médico sobre a introdução de qualquer uma dessas substâncias. Sem dúvida, o psiquiatra é a melhor pessoa para discutir esse assunto. Creio que nenhum outro médico se sentiria confortável na posição de lhe indicar tratamentos que pudessem comprometer a sua estabilidade clínica.

      Procure um atendimento psiquiátrico que lhe dê espaço para uma conversa sobre isso.

      Atentamente,
      Deyvis

  104. Karolina 16 de julho de 2013 às 22:33 · Responder

    texto correto.
    Boa tarde Dr. tenho um irmão de 27 anos, sempre foi uma pessoa normal, mais ao 22 anos, teve um surto, diagnosticado pela médica como surto psicótico grave,ficou meses, sem comer, dormir direito, então internamos, mais não surtiu resultado os medicamentos, então tiramos ele da clinica, passamos por uma médica que receitou o medicamento zyprexa 10mg, durante esses 5 anos, ele teve acompanhamento psiquiatrico, porém a medicação diminuiu para 2mg, e ele não estava tomando diariamente, então a 2 meses aproximadamente ele está em estado de total confusão mental, que a tv , envia mensagens para ele, que as pessoas morrem por sua causa, mania de perseguição, que as pessoas escondem coisas dele, que ele vai morrer, que existe um plano diabólico contra ele, se recusa a comer, então entramos em contado com o médico que voltou a medicação para 10mg, e depois de 3 semanas, começando a ver melhoras, ele está novamente se recusando a tomar o medicamento, alegando que dá muito sono, que ele prefere morrer a tomar.. então ele está em crise novamente, Dr, como li acima, um surto psicótico, não passa de 6 meses, então qual o diagnostico para a doença dele, que já dura 5 anos?? e existe uma medicação mais indicada, que não de tanto sono para esse caso??! sinto que quando ele está medicado, tem uma vida normal, mais quando para o medicamento, ele sai totalmente fora da realidade.. agradeço pela atenção..

    • Dr. Deyvis Rocha 22 de julho de 2013 às 23:05 · Responder

      Olá, Karolina,

      Não posso fazer diagnósticos aqui pelo site, mas posso lhe dizer que é importante que o psiquiatra considere as queixas do seu irmão a respeito dos efeitos colaterais da medicação. É bem desagradável a ideia de que é necessário tomar uma medicação pro resto da vida para ficar sob controle, mas se é o jeito fazer isso, que ao menos se tome uma medicação que não traga problemas como sono excessivo, aumento de peso ou impotência. Às vezes, é difícil fazer o equilíbrio entre os efeitos benéficos da medicação e os seus efeitos colaterais, então frequentemente é necessário mudar de remédios e sempre, sempre, ter uma conversa franca com o psiquiatra, tudo porque é importantíssimo que haja a correta adesão ao tratamento, para que não ocorram recaídas.

      Att,
      Deyvis

  105. Eveline 19 de julho de 2013 às 21:57 · Responder

    És iluminado por poder ajudar as pessoas que passam por problemas psicológicos, pois é sempre tão difícil tanto para quem está doente quanto para quem convive.
    Suas palavras representam uma mão amiga.

  106. Cristina 21 de julho de 2013 às 18:53 · Responder

    Olá,
    Bom, gostaria de contar o meu caso.
    Há cerca de oito meses comecei um relacionamento com uma pessoa que mais tarde eu descobri que tinhas todas as carcateristicas de um psicótico.
    No ínicio eu me encantava com tudo o que ele dizia, que tinha dons, que sentia energia das pessoas, que na infância ouvia e via almas de pessoas mortas, que previa o futuro, que foi grandes personagens da história em outras vidas. Ele acreditava em tudo aquilo mesmo, achava até que não pertencia a este planeta, e chegou a me dizer que era um arcanjo. Também dizia possuir sete personalidades e me dizia que eu tinha que conquistar todas elas, pq algumas não gostavam de mim. Ele é muito inteligente, e se interessa muito por filosofia, história, religião e psicologia. Uma pessoa extremante manipuladora, eu era capaz de fazer coisas que nunca antes imaginei, pq a conversa dele era tão encantadora…ele tem um poder maipulador imenso.
    Como faço terapia e tenho uma grande amiga psicóloga, comecei a levar esses aspectos e ambas me disseram que ele tinha todas as caracteristicas de um psicótico. Tanto que às vezes ele me falava de vidas passadas dele e depois me contava a mesma coisa sem lembrar que já havia me contado, a minha psicologa chegou a dizer que era pq aquilo não era real.
    Duas vezes que eu contestei os ‘poderes’ dele, ele se mostrou um pouco agressivo, não em atitudes, com palavras, mas ficava muito irritado. Dizia fazer previsões para o futuro e que tinha o poder de sair do corpo e que fazia isso constantemente.
    Ele não mentia, ela acreditava mesmo que ele tem todos esses dons…ele não é uma pessoa de índole ruim, mas nesse período que fiquei com ele me tornei totalmente desestabilizada… Trata-se de um verdadeiro psicótico e a minha psicologa me dizia que eu corria perigo, pq minha vida virou de cabeça pra baixo nesse período com ele…
    É uma pessoa fora do normal, segundo minhas psicologas…totalmente fragmentada, que se divide em várias partes, e que essa seria uma caracteristica do psicotico. Algumas vezes que ele veio com papoos de que era arcanjo ou um Rei , ele não se lembrava depois…tb já me relatou ouvir vozes e ver uma figura que dizia ser seu pai espiritual..
    Apesar de gostar muito…pois acaba sendo uma figura encantadora…eu me afastei, pq sabia que acabaria pirando com alguém assim.
    Gostaria de saber qual se um psicótico pode passar a vida inteira sem sofrer surtos. Detalhe: não há como ajudá-lo, pois ele acha que sabe mais que qualquer psiquiatra ou psicólogo, tem um ego enorme.
    Enfim, depois dessa convivência tenho lido muito sobre essa doença…é muito dificil falar com ele…pq ele tem um poder manipulador incrivel e eu saio acreditando em tudo o que ele diz.. Minha psicologa disse que era melhor evitar até conversar com ele, pois a mente dele é mais poderosa que a minha…é uma mente doente, mas muito poderosa..

    • Dr. Deyvis Rocha 22 de julho de 2013 às 22:55 · Responder

      Olá, Cristina,

      As histórias que o seu ex-namorado conta são realmente incríveis, mas não sei dizer se realmente se essa histórias revelam ideias psicóticas. Pode ser que ele seja apenas um mitômano, mas qualquer tipo de parecer só poderia mesmo ser dado se ele procurasse um profissional de saúde mental, seja um psicólogo ou um psiquiatra.

      Abraços,
      Deyvis

  107. Andresa 22 de julho de 2013 às 11:00 · Responder

    Bom dia Dr. Deyvis.

    Eu tenho um pai que surtou no ano passado, parece que ele é esquizofrênico. Bom, eu tenho depressão desde criança, agora tenho 37 anos e tratava depressão psicótica, agora foi diagnosticada com depressão, TOC(grau leve), ansiedade(muito) e um princípio de síndrome do pânico. Sou técnica de segurança do trabalho e vivo sobre muita pressão no trabalho, o que está acontecendo comigo agora, mesmo com as medicações não durmo bem, acordo a noite toda, fico muito irritada, com taquicardia, ouço me chamar, acho que estou vendo sombra de pessoas, fico extremamente preocupada com a minha filha, acho que vão matá-la ou estuprá-la e outra coisas; quando sob pressão no trabalho, fico dias e noites agitada, parece que vou enlouquecer, meus pensamentos são horríveis, penso em gritar, penso em brigar com alguém, fico com raiva de alguém por nada, tenho vontade de deitar no chão por causa do mal estar, não tenho vontade de me matar mas não ligo se eu morrer, quero dizer, não faço questão de viver, pra mim tanto faz, enfim, é horrível! Também acho que no meu serviço as pessoas estão falando mal de mim, pensando mal de mim, tenho pânico em entrar em alguns setores e até me mercado. Minha urticária ataca direto por conta disso. Tenho medo de ficar louca ou surtar a qualquer momento.
    Por favor, me dê sua opinião.

    Aguardo.

    • Dr. Deyvis Rocha 22 de julho de 2013 às 22:47 · Responder

      Olá, Andresa,

      A ajuda que poderia dar a você seria se falasse com você pessoalmente. Entendo o sofrimento que está passando, vejo que já lhe foram dados vários diagnósticos e essa incerteza pode lhe trazer ainda mais angústia. Não posso fazer consultas pela internet, por isso o melhor mesmo é que você procure um psiquiatra para entender qual é o seu diagnóstico exato e lhe fornecer o melhor tratamento.

      Abraços,
      Deyvis

  108. Bruno 22 de julho de 2013 às 19:02 · Responder

    Boa noite Dr. Deyvis Rocha;
    Bom venho lhe pedir uma ajuda, Essa semana minha cunhada não sei se isso é um surto mais foi a primeira coisa que pensamos que podia ser.

    Ela sempre foi muito centrada e correta, mais não se abria muito para falar de problemas e tal, sexta feira agora ela ligou para o meu irmão no trabalho e falow para ele ir para casa, por que ela não podia falar o motivo por telefone, falava que estava sendo ouvida, chegando la ela ficou flando que tinha gente que poderia esta seguindo eles, ela via uma palavra e falava que aquilo era um sinal, e ficava procurando respostas, meio que alucinada;
    Ela acabou de ter um nenem, e meu sobrinho nasceu com um probleminha no pé, mais que ja esta em tratamento, e não sei se por conta disso e sempre trabalhou, hoje só esta em casa cuidando das crianças, e sei la se isso també pode ser DEPRESSÂO PÓS PARTO, mais ela não rejeita o NENEM nem a outra filha, mais se comportou assim, falando coisas que não tinhão sentido.
    Estamos a procura de resposta, passamos ela no médico, Psicatra do hospital, ele passou umas medicações não me lembro os nomes, mais fortes, para ela desligar um pouco por aquele dia estar muito agitada, e após os remédios ela melhorou um pouco mais a medicação faz ela dormir muito e ela ja esta reclamando diso, por estar mais ciente.
    O que podemos fazer, qual as medidas a se tomar, nos ajude.

    Ja estamos levando em médicos mais gostariamos de ter mais respostas. grato.

    • Dr. Deyvis Rocha 22 de julho de 2013 às 22:42 · Responder

      Olá, Bruno,

      A sua cunhada já está tendo os cuidados adequados, isto é , está passando com um psiquiatra e está tomando remédios. Às vezes, não se acerta na primeira medicação prescrita, frequentemente é necessário fazer um ajuste de dose para equilibrar os efeitos benéficos da medicação e os seus efeitos colaterais.

      Explique ao psiquiatra de sua cunhada tudo o que me escreveu e ele vai poder pensar na melhor maneira de ajudá-la.

      Att,
      Deyvis

  109. Amanda Ribeiro Silva 24 de julho de 2013 às 13:38 · Responder

    Olá dr. meu nome é amanda,eu tenho transtorno bipolar e escuto vozes,já fui internada por 23 dias e a voz que eu escuto é insuportável ela diz que ela existe e que ela não é só um fruto da minha imaginação,ela me fala coisas, segura meus sentimentos e não para de falar comigo,ela fala que tudo o que eu vejo ela ve tambem e que ela consegue falar comigo por telepatia,qual o melhor remedio para isso?e ela não para de falar não me deixa em paz um segundo,ela diz que ela é uma pessoa que tava internada na mesma clínica que eu tava internada e que ela pegou uma chupeta minha quando era pequena e queimou por isso que ela consegue fazer isso comigo,qual o melhor remédio para eu vencer isso doutor????

    • Dr. Deyvis Rocha 30 de julho de 2013 às 22:41 · Responder

      Oi, Amanda,

      Não dá para saber o que você apenas com essas poucas linhas que me escreve. Isso não substitui uma hora de consulta. Só poderia falar sobre o seu caso se a visse em consulta.
      Veja que não me cabe fazer diagnósticos, muito menos prescrever condutas médica, nesse espaço virtual.

      Att,
      Deyvis

  110. genildo 1 de setembro de 2013 às 1:34 · Responder

    REALMENTE É DIFÍCIL DE EXPLICAR. PODE EXCLUIR O POST, CASO QUEIRA. OBRIGADO.

  111. Mel 24 de outubro de 2013 às 16:01 · Responder

    Olá, Dr. Eu tenho 18 anos e há três meses atrás comecei a sentir uma tristeza e angústia inexplicáveis, e pensamentos de morte. Penso que morrer é melhor.
    Acho que estou ficando louca, porque não paro de pensar nisso. Não tenho mais prazer nas coisas que fazia antes, como ler, escrever e ouvir música.
    Todos os dias eu tento estimular esses hábitos para ver se consigo prazer novamente, mas não consigo.
    Quero voltar a ser normal, feliz como era há três meses atrás. Existe remédio pra isso?

    • Dr. Deyvis Rocha 6 de novembro de 2013 às 22:19 · Responder

      Oi, Mel,

      Pela sua descrição, pode ser que esteja com depressão. Mas vá a um psiquiatra que possa confirmar esse diagnóstico e, mais importante ainda, que possa medicá-la. Depois disso, não deve demorar muito para que você se sinta bem, assim como era antes.

      Att,
      Deyvis

  112. Narliane 31 de outubro de 2013 às 15:01 · Responder

    Oi doutor… É que eu estava lendo sobre o surto aqui, e vi que tudo que você falou que o surto faz eu tenho. E eu já tive isso, ou se não é o transtorno psicótico, acho que é quase a mesma coisa. E eu tomo remédio, tomo o risperidona que o neurologista passou. Às vezes eu paro de tomar e volta essas coisas, tudo que vc falou. O certo é não parar de tomar mesmo. E eu já fui em psicólogo, neurologista, agr eu vou no psiquiatra mesmo, pra ver o que ele vai falar, se eu tenho alguma coisa na cabeça, sei lá.. Mas pelo que o dr. falou, e vc é psiquiatra, eu tenho isso mesmo. Mas o neurologista já tinha falado pra mamãe que eu tinha isso (…) Só que eu fico assim impressionada como eu pude ter, e sentir isso tudo cara, na minha cabeça que vc falou, e parece que é tudo verdade quando sinto isso.. E minha tia que vai se formar em Psicologia, ela disse que eu posso até sentir vontade de me matar se eu parar de tomar o remédio, e eu já senti mesmo, mas só que Deus é maior rs. Enfim doutor, não quero fazer nenhuma pergunta assim nada, mas eu quero ver o que o dr. irá falar sobre o meu post. Rs. Bjos!

  113. Narliane 31 de outubro de 2013 às 15:45 · Responder

    Oi dr, sou eu ainda, Narliane do post anterior.. Só continuando rsrs, o neurologista falou que eu tava com começo de surto psicótico, na PRIMEIRA VEZ que eu tive ele falou isso… Enfim, sentia tudo isso dr. que vc falou… Pensava que policias estavam atrás de mim, pensava que pessoas podiam ler meu pensamento, me isolava dos amigos, ficava só no quarto, pensava que minha tia tava me perseguindo, e que ela que tava fazendo tudo isso comigo(…) Enfim, era surto psicótico mesmo né? Ah, e eu tomo risperidona doutor 2mg, só dá com 2MG, com 1 não dá, volta isso tudo de novo. O neurologista, graças a Deus passou um remédio que parou de vez, que resolveu o problema. Graças a Deus. Mas não posso parar de tomar, até terminar o tratamento. Enfim doutor, rs. Fale-me algo!!! Bjinhos

    • Dr. Deyvis Rocha 6 de novembro de 2013 às 22:17 · Responder

      Oi, Narliane, como vai?

      É isso aí, não pare de tomar o remédio. Faça como eu, que uso óculos o tempo tempo, menos para tomar banho e dormir. Use o seu remédio todos os dias.

      Abs,
      Deyvis

  114. rosangela 6 de novembro de 2013 às 8:36 · Responder

    Oi bom.dia tenho im sobrimho que esta muito pertubado ele usa maconha e farimha e de uns tempos pra ca nao fala com nimguem,so fica trancado no quarto ta muito grosso acha qe nimguem hosta dele fala de se matar por qualquer coisa,fiz qe familia olha de cata feia para ele e pntem foi pior ele se fehou com ele mesmo ficou todo duro nao falava com ningiuem tivemos qe levar ele para o jospital ele foi medicado ai depois de algumas hs voltou maso medico disse para internar elr pois el ta co depressao.o qe faco

    • Dr. Deyvis Rocha 6 de novembro de 2013 às 22:13 · Responder

      Olá, boa noite,

      O que posso dizer é que siga as recomendações do médico que viu e avaliou o seu sobrinho.

      Att,
      Deyvis

  115. Elias 11 de dezembro de 2013 às 0:45 · Responder

    Olá passando aqui pra dizer que estou bem! nunca mais tive surto,também só tive uma vez e durou semanas, ainda estou fazendo tratamento com o Depakote,se você subir mais um pouquinho irá rever minha história!

  116. João 16 de dezembro de 2013 às 8:27 · Responder

    Olá Dr.
    Esse fim de semana, voltando de uma festa, onde eu e minha esposa, nos divertimos, e ela acabou exagerando um pouco, mas não muito, voltando para casa, quando resolvi colocar uma musica no carro, ela teve algo, (que andei pesquisando) como se fosse um tal “surto psicótico” com urros (um religioso diria que seria uma possessão ou algo do gênero, apenas digo isso para descrever melhor o que passou, pois não creio nisso.) chegou a babar e fazer movimentos bruscos. levei até o hospital, onde chegou a arranhar uma enfermeira, e todo esse tempo, dizendo frases do tipo, isso não é o fim, etc etc…até que aplicaram um calmante, e ela dormiu e acordou no outro dia sem saber o que aconteceu. ela tem seus problemas familiares com os pais, etc, problema com peso, esta aparentemente descontente no serviço, imagino que essas coisas possam ter algo a ver.
    O que devo fazer?

    desde já obrigado.

    Felipe.

    • Dr. Deyvis Rocha 21 de dezembro de 2013 às 23:19 · Responder

      Olá,

      O que deve fazer é procurar um psiquiatra. Ele vai investigar melhor o que ocorreu com a sua esposa (algo que não dá para fazer pelo blog) e vai solicitar exames de imagem que podem elucidar o diagnóstico. E, é claro, se houver necessidade de tratamento, ele vai indocá-lo.

      Boa sorte,
      Deyvis

  117. isa 16 de dezembro de 2013 às 23:44 · Responder

    ola,boa noite! tenho 26 anos,e sofro muito com conflitos na minha mente,sempre tive comandos mentais,mas de uns tempos para ca,nao sei ao certo o que digo,tenho comando para falar coisas ruins sobre minha filha e meu marido,que falo para os outros que fiz coisas que nao fiz…e o pior que nao consigo lembrar ao certo o que disse para pessoas proximas,como se apagasse tudo…e fico o dia todo querendo lembrar e querendo o perdao do meu marido,comento tudo com ele,e por mais que ele me tranquilize….fico com medo de ter falado coisas que vao contra meus principios…estou desesperada! grata pela atençao

    • Dr. Deyvis Rocha 21 de dezembro de 2013 às 23:21 · Responder

      Oi,

      Não dá para fazer um diagnóstico do que se passa com você (e nem é essa a intenção desse blog), mas certamente, é algo que a perturba.
      Sugiro que procure um psiquiatra o quanto antes.

      Att,
      Deyvis

  118. keli 17 de dezembro de 2013 às 23:59 · Responder

    Olá Dr… Parabéns pelos posts, estou certa de que ajudam e ajudarão muita gente…

    Minha pergunta eh simples:
    Como diagnosticar, mesmo que minimamente um esquizofrênico de um suario d. Crack que se nega a visitar um psiquiatra? Pergunto porque preciso saber qual tipo de tratamento dar ao meu irmã, pois ele já tem historico dos dois diagnósticos, mas ao mesmo tempo que não quero julga-LO de ter tido uma recaída, também nao posso procurar uma clínica de psiquiatria se ele também sofrer de vício… O caps da Cidade infelizmente não eh eficaz . Para interna-lo eh necessário estar em surto
    ??? Gostaria de fazer isso, ja que quem cuida dele eh uma senhora de 86 ANOS…

    Me ajude!
    Este espaço não se destina a analisar comportamentos ou realizar diagnósticos, e os comentários com este teor serão removidos. Para este fim, procure um psiquiatra de confiança.

    • Dr. Deyvis Rocha 21 de dezembro de 2013 às 23:14 · Responder

      Olá,

      O crack pode levar a pessoa a ter sintomas psicóticos como os que existem na esuqizofrenia. Em geral, se a pessoa desenvolve os sintomas psicóticos após o uso do crack, pensamos que não se trate de esquizofrenia e sim de efeitos do usos da droga.

      Att,
      Deyvis

  119. Kaiê Wolney 21 de dezembro de 2013 às 16:51 · Responder

    Olá. Há 5 anos minha tia, que é deficiente, quebrou a perna e teve de ser internada. Nessa internção ela viu muitas pessoas machucadas e passou por várias situações que acabaram deixando muito nervosa. O psiquiatra receitou olcadil e ela tomou durante esses cinco anos. Mas agora foi tudo voltando novamente. Ele diz estar com medo e começa a gritar. Passa noites sem dormir e agora chama o tempo todo por alguém. Não fica um minuto sem chamar!ela já tomou vários tipos de remédios mas nenhum surtiram efeito.Seria isso um surto psicótico?

    • Dr. Deyvis Rocha 21 de dezembro de 2013 às 23:27 · Responder

      Boa noite,

      Sim, pode ser um surto psicótico, mas a certificação de que é realmente uma psicose, a determinação da sua origem e a indicação de um tratamento só poderá ser feito por um psiqiuatra que avalie pessoalmente a sua tia.

      Att,
      Deyvis

  120. Cristiane 22 de fevereiro de 2014 às 22:15 · Responder

    olá dr. graças á Deus achei esse blog!!eu tenho tantas dúvidas mais vamos lá,em novembro de 2.013,meu filho ficou estranho simplesmente parou de tudo ñ comia,ñ falava nem nada,ele não me reconheceu quando fui visita-lo,pois ele está preso,ficou assim umas duas semanas daí então ele foi p/um hospital comum P.S.la eles falaram que ele tinha usado muita droga,assim me disse uma enfermeira da unidade,porque eu não pude o acompanhar,deram uma injeção nele de * fernegan e o mandaram de volta p/cadeia,ele piorou muito a parti daí,ficava isolado perdeu a noção de tudo,fazia suas necessidades nas roupas,dia 7 de janeiro ele enfim foi para um hospital penitenciário,ficou lá até dia 20 de janeiro a psiquiatra me falou que ele teve um surto psicótico e que o motivo disso podia ser o uso de maconha e balinha e talvez bebidas…mas que como ele não tinha usado essas coisas por muito tempo,a mente dele respondeu logo o tratamento no inicio,mas ela me disse que não podia manter ele lá pois era um hospital de agudos,ele disse a ela que tudo começou com uma tristeza profunda,e que ele achava que tinha gente querendo matar ele,ele ficou bem lá então eu vi o meu filho sorri de novo,mais ele teve alta e voltou p o cadeia,já na primeira semana que eu fui vê-lo ele ñ tava bem,ele me disse que está tomando três comprimidos por dia,mais eu ainda não tive acesso a essas informações ele disse que toma:revotril,fernegan,meprazol?ta certa essas medicações?o que eu posso fazer para ajudar meu filho ele só tem vinte anos,será que o caso dele doutor é de uma internação num hospital psiquiátrico?não sei o que fazer tenho outros filhos pequenos,e também to frustrada porque não posso cuidar dele,e tenho medo de mandar ele p/um hospital público psiquiátrico e ele piorar?

    • Dr. Deyvis Rocha 27 de fevereiro de 2014 às 0:03 · Responder

      OI, Cristiane,

      Em primeiro lugar, é preciso que você entenda as limitações deste blog. Não tenho como fazer consultas ou dar opiniões sobre o diagnóstico de um paciente e muito menos sobre se esta ou aquela medicações estão corretas. Muitas das suas questões só poderiam ser respondidas se eu conversasse com o seu filho.
      Se você me disser onde você mora, posso lhe indicar os locais mais apropriados para levar o seu filho para o tratamento.

      Att,
      Deyvis

  121. Taysa 26 de fevereiro de 2014 às 14:36 · Responder

    Oi, Dr. Deyvis. Minha tia, irma do meu pai foi diagnosticada a mais ou menos 1 ano com esquizofrenia, a mesma tinha delirios dizia que todo mundo falava dela , os vizinhos e ate o marido. Sempre teve resistencia ao tratamento e nao toma o remedio porque diz nao estar doente. Ha alguns dias pra piorar ela diz estar gravida, meu tio ja levou ela pra fazer varios testes e todos deram negativos meu tio e infertil e ela ja tem seus 40… gostaria de saber a sua opiniao de como devemos fazer pra ela aceitar o tratamento e parar com delirios? As vezes ela ainda se torna agressiva dizendo que nao ta doente que nao precisa ninguem se preocupar com ela. Ela nao aceita ir no hospital sera que existe alguma maneira de leva-la sem ser a forca? Desde ja obrigada

    • Dr. Deyvis Rocha 26 de fevereiro de 2014 às 23:55 · Responder

      Olá,

      Creio que vá ser difícil ajudar a sua tia sem que ela seja “forçada” ao tratamento.
      Talvez vocês consigam um psiquiatra que vá à casa dela, sei que alguns colegas fazem visitas e atendimentos em domicílio.
      Quem também costuma fazer atendimento domiciliar são os CAPS (Centro de Atenção Psicossocial). Será que não há nenhum aí perto de onde você mora? Vá lá e converse com os profissionais. Nos CAPS há psiquiatras, psicólogos, terapeutas, enfermeiros, assistentes sociais, enfim, uma equipe completa para lidar com todos os problemas que envolvem as pessoas com transtorno mental, especialmente aquelas que acham que não têm nenhum transtorno mental.

      Att,
      Deyvis

  122. Samuel 16 de maio de 2014 às 20:27 · Responder

    Dr,
    Tenho uma irmã com diagnóstico de esquizofrênia desde os 15 anos de idade.
    Ela têm piorado com o tempo e fomos informados que a ausência de melhora é devido possuir esquizofrênia refratária.
    É possível algum esquizofrenico não apresentar melhoras mesmo com a experiência da utilização de vários antipissicóticos?
    Ela está tomando 4mg de risperidona a.d. a uma semana e não têm apresentado melhora alguma.
    O que podemos fazer já que a mesma têm apresentado aversão de ficar em casa já que possui uma falsa convicção de que as vozes que ouve vem da vizinhança e em nosso Estado não possui clinicas de internação?

    • Dr. Deyvis Rocha 24 de maio de 2014 às 21:59 · Responder

      Oi, Samuel,

      Se o diagnóstico da sua irmã é de esquizofrenia refratária, a opção medicamentosa é o antipsicótico chamado clozapina. Em geral, 3 em cada 10 pacientes com esquizofrenia não melhoram quando tomam antipsicóticos. Veja que a situação da sua irmã não é incomum. Fale com a equipe que está tratando a sua irmã sobre esta medicação, a clozapina.

      Abs,
      Deyvis

      • Samuel 30 de maio de 2014 às 21:45 · Responder

        Dr,

        Agradeço pela resposta.

        Falei sobre a medicação com a equipe que têm tratado minha irmã, mas acho que fui mal interpretado.

        O Sr pode me indicar algum profissional que atenda o plano SulAmérica aqui no Rio de Janeiro e conheça a eficácia diferenciada da Clozapina para os casos de esquizofrênia refratária?

        • Dr. Deyvis Rocha 1 de junho de 2014 às 0:10 · Responder

          Olá, Samuel,

          O seu pedido vai além dos meus conhecimentos. Sou aqui de São Paulo e não sei quem são os psiquiatras do Rio cadastrados na Sulamérica.

          Boa sorte,
          Deyvis

  123. Carol 19 de maio de 2014 às 12:00 · Responder

    Dr. Deyvis Rocha,Boa Tarde!

    Convivo com o meu parceiro a 2 anos e a 4 meses nos casamos, e á aproximadamente 20 dias ele sofreu um surto eu comecei a achar ele estranho, apresentando esquecimentos frequente,começou a gostar de coisas que anteriormente não gostava como por exemplo novelas,apresentadores de programa de tv que ele não gostava passou a gostar,fica distante com o olhar fixo em uma unica direção,as vezes falava algumas coisas sem nexo,passou 3 dias sem dormir e sem se alimentar direito,um tanto explosivo mais muito momentâneo, ele é uma pessoa extremamente carinhosa atenciosa mas andava distante sem demostração de afeto, no dia do surto ele pegou a moto saiu sem capacete a sorte foi que o policial parou ele e ligou pra me e eu fui busca-lo a noite ele ficou muito agitado ele tinha crises de choro e tristeza depois em poucos minutos de fúria começou a cantar em voz alta musicas que ele nem gosta. No momento que ele estava mas calmo chamei ele e levamos ao hospital numa boa ao chegar na sala do médico e ele surtou de vez e teve que ficar amarrado e depois disso ele foi transferido para uma clinica muito boa, ficou 15 dias ao todo, nesse período o médico deu uma licença de 4 dias pra ele ficar em casa ele ficou bem sem alterações ele mesmo quis voltar a clinica pra terminar o tratamento então dias depois ele teve alta está tomando os remédios e está normal e nem parece que teve surto.A família dele me escondeu que ele já havia tido um surto parecido aos 18 anos por medo de eu não querer ficar com ele, ele ficou 10 anos sem medicamento e agora ao 28 anos ele repitiu o surto o médico falou que como depois do surto ele fica normal então isso que ele teve foi um surto psicotico meu esposo diz que o culpado de tudo é o pai dele

  124. Carol 19 de maio de 2014 às 13:07 · Responder

    Que desde o primeiro surto a 10 anos atrás foi por causa do pai dele que é um homem rude, grosseiro que nunca deu carinho nem a ele e nem aos irmãos, só que os outros dois irmãos dele não estão nem ai mais ele sete muita carência em relação a figura paterna,eu o amo muito e queria muito poder ajuda-lo mais, no momento ele está muito bem e nem parece que sofreu o surto que foi muito forte ele ficou entorno de 3 dias com contenção para não se machucar e nem machucar outras pessoas nossa eu sofrei muito em ver tudo isso por que ele é a pessoa mais doce e generosa que conheço, ele está tomando os remédios direitinho e falou que quer se tratar para esse episódio não se repetir.

    • Dr. Deyvis Rocha 24 de maio de 2014 às 22:08 · Responder

      Olá, Carol,

      Creio que o seu esposo é um cara de muita sorte por contar com uma mulher tão apaixonada e dedicada ao seu lado.
      E tem sorte também porque, ao que parece, o surto que ele teve não lhe deixou maiores repercussões.
      A minha recomendação é que ele possa seguir a recomendação do seu médico, que deve incluir a manutenção da tomada do remédio para evitar que haja recaída dos sintomas.

      Obrigado por compartilhar a sua história,
      Abs,
      Deyvis

  125. alyson 19 de maio de 2014 às 15:34 · Responder

    boa tarde . acabo de saber que minha mãe teve um surto não sei de nada tou meio perdido gostaria q pelo amor de Deus alguém de alguma forma podesse mim dizer algo sobre o assunto . minha mãe é missionaria evangelica tem 45 anos até hj nunca teve nenhum ocorrido algo assim com ela ela foi para um congresso em são paulo e direpente surtou

    • Dr. Deyvis Rocha 24 de maio de 2014 às 21:53 · Responder

      Oi, Alyson,

      Espero sinceramente que as coisas já estejam melhores com a sua mãe.

      Deyvis

  126. Carlos 23 de maio de 2014 às 18:30 · Responder

    Ola Dr. Desde o final do ano passado meu subrinho com 21 anos vem apresentando alguns sintomas descrito pelo senhor, onde ele diz ouvir vozes q ele vai morrer que quando sai na rua todos parecem tirar sarro, e coisas do genero, oque me deixou curioso foi que um dia desses ele fumou um cigarro de maconha e a situação parece ter se agravado um pouco mais, só que ele sempre fumou e nada tinha acontecido, lembrando que nem sempre ele tinha usado a substãncia quando tinha esses surtos,lhe pergunto: seria um começo de esquizofrenia?

    • Dr. Deyvis Rocha 24 de maio de 2014 às 19:46 · Responder

      Olá,

      Esse quadro que você descreve está presente sim nos casos de esquizofrenia. Não dá para fazer diagnóstico pela internet, por isso, é melhor levar o seu sobrinho ao psiquiatra o quanto antes.

      Att,
      DEyvis

  127. Elizmaria Jaques 26 de maio de 2014 às 23:39 · Responder

    Boa noite Dr.
    De vez em quando e há mais de 30 anos, eu tenho uns episódios de pensamento rápido, como se estivesse naqueles filmes antigos. Geralmente acontece na hora do banho e quando estou sozinha, fato que me desespera. Seria um surto?

    • Dr. Deyvis Rocha 1 de junho de 2014 às 0:18 · Responder

      Oi, Elizmaria,

      Não tenho a menor ideia do que seja esse seu problema. Provavelmente, uma consulta detalhada com um psiquiatra poderá ajudá-la a identificar do que se trata essa sua queixa.
      Mas surto (psicótico) mesmo eu poso dizer que não é.

      Att,
      Deyvis

  128. Ronalde Lopes 29 de maio de 2014 às 13:16 · Responder

    Olá. Essa semana, de um dia para outro, meu pai ficou louco. Ele diz que familiares da minha mãe estão perseguindo e tentando matar ele. Não aguento mais, ele não sai mais do quarto deixa tudo trancado com medo de sair.

    • Dr. Deyvis Rocha 1 de junho de 2014 às 0:16 · Responder

      Boa noite,

      Não deixe, por favor, de levá-lo o mais brevemente possível, ao psiquiatra. Veja logo o CAPS mais próximo da sua casa. Nos CAPS há uma equipe multiprofissional, composta por psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assinetes sociais e enfermeiros, que prestará atendimento ao seu pai. A depender da situação, recomendo que vocês levem o seu pai a uma emergência psiquiátrica.

      Att,
      Deyvis

  129. marcelo leal cardoso 29 de maio de 2014 às 15:50 · Responder

    Olá Dr. Boa tarde, tenho um irmao, ele tem 25 anos e ja ta com 2 semanas q ele teve um surto psicótico,estou muito preocupado,os sintomas dele é repertindo as coisas demais,falando em se matar,falando q tem alguém querendo matar ele,mas ele ja foi medicado mas assim msm tomando os medicamentos ele ta muito agitado,e estou cada vez mas preocupado, Só quero q vc mim ajude por favor pelo amor de Deus mim diga o q fazer ,pois ñ sei o q fazer mas.

    • Dr. Deyvis Rocha 1 de junho de 2014 às 0:13 · Responder

      Olá,

      Ter o acompanhamento bem próximo do psiquiatra é essencial! Informe a ele que o seu irmão não está melhorando com a medicação prescrita. O psiquiatra certamente vai trabalhar com duas hipótese: 1. O seu irmão não está tomando a medicação de maneira adequada; 2. A dose prescrita não está sendo suficiente para melhorá-lo. Seja lá qual for o caso, uma intervenção adequada vai ser providenciada.

      Abs e boa sorte,
      Deyvis

  130. Cynthia 31 de maio de 2014 às 9:25 · Responder

    Este espaço não se destina a analisar comportamentos ou realizar diagnósticos, e os comentários com este teor serão removidos. Para este fim, procure um psiquiatra de confiança

    Minha filha 3anos acorda as vezes falando coisas nada haver , meio delirando,eu acho que está sonhando ,mas ela está acordada , fica brava eu levo ela para sala ela grita fica nervosa se treme , será que e algum transtorno mental .

    • Dr. Deyvis Rocha 1 de junho de 2014 às 0:08 · Responder

      Olá, Cynthia,

      Antes de mais nada, leve a sua filha ao pediatra. Exponha para ele o que está acontecendo coma sua filha e ele vai ver se lhe solicita algyns exames ou se a encaminha ao neurologista.
      Provavelmente, deve ser algum problema relativo ao sono e um neurologista pode fazer o tratamento adequado.

      Boa sorte,
      Deyvis

  131. wesley oliveira santos 1 de junho de 2014 às 21:52 · Responder

    Ola, doutor meu nome é wesley eu moro no interior do pará, li alguns comentários e vi que alguns se encaixão com as minhas dúvidas. A cerca de oito meses minha esposa de 18 anos teve um surto que demorou cerca de 6 dias, ela iniciou um tratamento no caps, ela estava tomando aloperidol em gotas e um comprimido de alazapina, porém a alazapina deixava ela sonolenta e com dores de cabeça, daí o doutor retirou a alazapina e ela ficou tomando só o aloperidol apenas 5 gotas a tarde, porém a alguns dias ela teve outro surto de 5 dias então o doutor a recomendou tomar 20 gotas de aloperidol de nanhã e tarde meio comprimido de cinetol manhã e tarde e mais 10 gotas de clonazepan a noite, mesmo assim ela tem dificuldades para dormi, e ele ainda não sabe me informa qual seria sua doença.

    • Dr. Deyvis Rocha 5 de junho de 2014 às 0:49 · Responder

      Olá, Wesley,

      Se o médico da sua esposa não é capaz de informar qual seria a sua doença, sendo que ele já conversou com ela algumas vezes, eu é que não vou me aventurar a dar um diagnóstico para ela apenas com o relato que você me fez.

      Desejo-lhe sorte,
      Deyvis

  132. Karem 2 de junho de 2014 às 19:49 · Responder

    ola doutor tenho um tio e um primo que tem esquizofrenia tenho uma chance muito maior que uotras pessoas de desenvolver a doença

    • Dr. Deyvis Rocha 5 de junho de 2014 às 0:48 · Responder

      Olá,

      Ter você tem, mas há uma chance bem maior de não você não ter nada disso.

      Abs,
      Deyvis

  133. Jéssica 3 de junho de 2014 às 16:43 · Responder

    Olá Dr. Meu esposo um dia do nada acordou querendo se reconciliar com a mãe, padrasto e o pai biológico. Até ae não vi nada de mais. Mas no mesmo dia começou a ser muito religioso,coisa que antes não era,a falar da biblía e dizer que Deus tinha dado uma missão para ele e que devíamos largar nossos empregos e voltar para uma cidade do interior,onde ele nasceu,porque ele devia ficar perto da família dele elá ele cumpriria a missão. Ele começou a ficar mais agressivo nas palavras quando eu o contrariava ou interrompia quando ele falava. Dizia que o seu celular foi grampeado. Estava tendo insônia e falta de apetite. Por fim sonhou que o pai dele ia morrer e seria breve e ele ficou desesperado,pois tinha que visitar-lo e pedir perdão porque achava que o pai estava chateado com ele.

    • Dr. Deyvis Rocha 5 de junho de 2014 às 0:47 · Responder

      Olá,

      A sua descrição me faz realmente pensar num surto psicóticos. Espero que o seu esposo já tenha ido ver um psiquiatra.

      Att,
      Deyvis

  134. Mel Regazone 4 de junho de 2014 às 23:34 · Responder

    Olá doutor! Meu noive teve um surto muito parecido com que foi citado no texto.
    A família dele o internou em uma clínica dependentes químicos e hoje soube que o caso dele pode se tornar irreversível. Isso é verdade? Ele era usuário da maconha e tomava anti depressivo ,pois tinha síndrome do pânico.
    Em quanto tempo posso ir visita-lo na. Clínica?
    Desde já agradeço

    • Dr. Deyvis Rocha 5 de junho de 2014 às 0:46 · Responder

      Olá,

      Cada clínica tem os seus protocolos sobre as visitas, então vai depender da clínica onde ele está internado essa questão a respeito de visitas.
      Não dá para dizer que um caso de torna irreversível, se não, qual o sentido de tratar? Digo-lhe apensa que ;e importante que ele tome as medicações prescritas e que não use mais maconha, pois isso certamente vai ajudá-lo na recuperação em médio e longo prazo.

      Boa sorte,
      Deyvis

  135. Henrique 10 de junho de 2014 às 12:02 · Responder

    Olá Dr. Parabéns pelo excelente blog, por aqui me sinto mais confortável em relatar minhas experiencias. Bom, já tinha relatado o caso do meu pai á 1 ano atrás quando o mesmo teve um surto psicótico. Bem ele passou por períodos difíceis trocando de medicação , até que o psiquiatra acertou as combinações e ele se recuperou. Após uns 4 meses ele já tava se sentindo bem melhor, parou de tomar os remédios por conta própria. Ele é policial, no período do tratamento ficou afastado, e voltou depois que se sentiu melhor. Mais novamente voltou a se envolver muito no trabalho e veio a surtar nesta data(1 ano depois), ele sempre foi um policial eficiente , gosta do que faz, mas acho q as vezes isso é um fator que contribui, pq ele fala dos casos da delegacia, dentre vários pensamentos sem nexos, durante os surtos. Nos ultimos dias vinha apresentando comportamentos estranhos, até que no sábado(07//06/2014) o surto veio de forma súbita, surto esse que dura até agora (10/06/2014) mesmo depois de tomar medicação na veia e um comprimido de rispiridona pela manhã ao acordar. Vamos leva-lo ao psiquiatra que lhe consultou da primeira vez, onde ele obteve melhoras. Gostaria de uma opinião , desde já, agradeço !

  136. Alvaro Pires 25 de julho de 2014 às 16:59 · Responder

    Dr eu venho tendo a censsaçao de que estao me seguindo, minhas orelhas ficam vermelhas, meu coração parece que vai sair pela boca, sinto tremor por dentro, meu queixo fica tremulo, medo de sair de casa, minha cabeça fica inventando historiastudo por causa de um traumaquando era adolecente presenciei uma briga em uma lanchonete violenta e um homem atirou no outro dai sempre tenho esses medos ja fazem mais de dez anos

    • Dr. Deyvis Rocha 27 de julho de 2014 às 22:01 · Responder

      Olá,

      Não espere mais e vá procurar um psiquiatra, ok?

      Deyvis

  137. Daniel 2 de agosto de 2014 às 16:36 · Responder

    Boa Tarde, Dr Deyvis Rocha

    Acabei de descobrir mediante as informações acima que posso ter o sintoma de SURTO PSICÓTICO, sou usuário de maconha a 6 anos comecei aos 22 após o termino da faculdade hoje possuo 28, depois que acabei a faculdade comecei a usar e me sentia bem até meses atras quando utilizava tinha boas sensações, porém com algumas bad trips devido ao ambiente inserido. O maior problema é que agora que parei de fumar durante 2 meses estou muito irritado, agressivo com meus familiares, minha mãe e meu pai, irmãos, estou me isolando para não ter conversas com ninguém pois estou com síndrome de perseguição, acho que as pessoas estão sempre falando de mim e querendo me chatear,mular, me zuar, o troxa que não sabe de nada da turma, Acho que o maior problema disso tudo é eu ter me ligado só agora após os 27 anos vividos após a copa percebo as coisas mais claras, me liguei, ou seja, vi que andava desligado creio que pelo uso da maconha não ligava para a opinião dos outros e nem percebia conversas maliciosas para atacar eu ou alguém ou um individuo qualquer, hoje consigo perceber de quando estão falando de mim ou de alguém se utilizando de boas palavras, creio que me entendeu, hoje vivo atento e fugindo desse grupo de pessoas, participando as vezes das conversas, isso acontece na minha família, grupo de amigos, roles que eu colava, sempre fui uma pessoa passiva não muito falante digo e agora estão falando até para eu usar cocaína para acordar e ficar mais esperto, queria algum diagnostico pois estou muito em tribulação. Estou com novos objetivos mais vejo que até no lado profissional não sou mais como aquele menino quando fazia faculdade, A fé é que me sustenta e salva nos dias atuais de tanta hipocrisia.

    • Dr. Deyvis Rocha 3 de agosto de 2014 às 18:18 · Responder

      Olá, Daniel,

      Creio que você precise de ajuda psiquiátrica. Procure um profissional que possa ajudá-lo e dar-lhe um diagnóstico. Não faço isso por aqui.

      Att,
      Deyvis

  138. Cristian 3 de agosto de 2014 às 7:04 · Responder

    Bom dia, tenho uma dúvida que não encontrei nos comentários que li.
    A pessoa que sofre de esquizofrenia ou que tem um surto psicótico, ao restaurar a sã consciência dos fatos, consegue lembrar do que fez? Quanto aos comportamentos agressivos, as auto-exposições ao ridículo, ela consegue lembrar que cometeu essas atitudes?

    • Dr. Deyvis Rocha 13 de agosto de 2014 às 0:12 · Responder

      Olá,

      Da minha experiência com os pacientes, entendo que há aqueles que lembram mais e aqueles que lembram menos daquilo que se passou durante o surto. Tal qual um sonho, em que a pessoa pode lembrar-se dele com um maior ou menor grau de nitidez. Em geral, não há um esquecimento, uma amnésia para o período do surto.

      Att,
      Deyvis

  139. Claudia Barros Luna 11 de agosto de 2014 às 15:01 · Responder

    Dr. Deyvis Rocha, primeiramente gostaria de parabenizar teu trabalho e dedicação, uma ótima iniciativa que tem todo meu respeito e admiração. Não querendo abusar de tua boa vontade gostaria de uma iluminação quanto as medidas cabiveis ao seguinte caso…
    Minha prima provavelmente está com depressão, mas daquele tipo que a pessoa não para de trabalhar e continua fingindo que está bem a todos. Ela confessou a mim que nos últimos meses passou por vários momentos em que “desabou” trancada no quarto chorando convulsivamente, fora que ela esta lutando consigo mesma contra umas ideias suicidas e também falou que ocorreram pequenos momentos de “ruptura com a realidade” (uma das vezes, a mais longa, durando 4 horas) e foi isso que me deixou muito preocupada.
    Já pedi por tudo para que ela fosse ao médico, a um psicologo e tudo que ouço de resposta é que ela não tem dinheiro pra isso… Gostaria de saber qual o tratamento psicológico mais indicado, porque quero procurar por ele aqui na cidade e pagar para ela.

    • Dr. Deyvis Rocha 13 de agosto de 2014 às 0:09 · Responder

      Olá,

      Parece-me que ela precisa de acompanhamento psiquiátrico. Peça-lhe que leia algumas das coisas que escrevo sobre depressão, especialmente este último texto a respeito do suicídio de Robin Williams. Creio que ela poderá se motivar a procurar um psiquiatra e deixar de viver sob as aparências de uma normalidade claudicante.

      Att,
      Deyvis

  140. Juliane Albertine 11 de agosto de 2014 às 20:31 · Responder

    Doutor, tenho 22 anos e sofro de depressão grave e transtorno bipolar. Jáfaz algum tempo comecei a ter surtos psicoticos (tanto que em um desses andei no meio dos carros em uma estrada). Esses surtos geralmente acontecem quando sou contrariada e tambem quando fico extremamentetriste com algo. O senhor acha que eu deveria procurar ajuda de um psiquiatra?

    • Dr. Deyvis Rocha 13 de agosto de 2014 às 0:06 · Responder

      Olá, Juliane,

      Sim, eu sou a favor que você procure um psiquiatra. A sua descrição faz pensar que as coisas realmente não estão muito equilibradas com você.

      Att,
      Deyvis

  141. Léo 12 de agosto de 2014 às 23:27 · Responder

    Olá Dr.!
    Parabéns pelo trabalho, muito bom o que você faz pelas pessoas!
    Dr. Eu sempre fui muito tranquilo e nunca liguei pra nada do que falam ou pensam ao meu respeito, mas meu problema começou quando um colega de trabalho meu começou a fazer brincadeiras insinuando que eu tinha era gay também. Sempre levei na brincadeira, mas isso começou a me deixar sísmado e eu comecei a achar que ele brincava debochando de mim e achando que eu realmente era gay. Porém, eu não sou gay e tenho um relacionamento a mais de 10 anos.
    Enfim, comecei achar que ele estava inventando histórias ao meu respeito com todos da empresa e comecei a achar que logo todos estavam comentando sobre mim. Qualquer risada que eu ouvia, eu já achava que estavam rindo de mim, se eu passasse em algum lugar e alguém olhasse pra mim, eu achava que a pessoa que estava achando que eu era gay. E isso começou a ir pra rua comigo, não só na empresa! Andava na rua e ficava retraído achando que as pessoas estavam falando de mim e achando que eu era gay, na verdade sei que não é não sei pq isso ficou na minha cabeça! Sou bem seguro do que sou e sei que gosto de mulher mesmo, mas isso começou a me atormentar de uma forma que isso começou a prejudicar minha relação com as pessoas. Às vezes eu deixo de resolver uma coisa pra não ter que ir na rua com medo das pessoas ficarem olhando pra minha cara e pensarem que sou gay ou falarem algo a respeito. Deixei de realizar algumas atividades por causa disso! Não consigo conversar com um homem qualquer olhando no olho por medo de a pessoa achar que sou gay e já começo a pensar que a pessoa que está conversando comigo tá achando que sou gay e etc… Enfim, por causa disso deixei de ir a academia, parei de fazer coisas que gostava de fazer por medo de as pessoas falarem mal de mim e acharem que sou uma coisa que não sou e nunca fui! Comecei a achar que todos os meus amigos e inclusive gente da minha família estavam falando de mim coisas desse tipo! Muitas vezes deixo de fazer algo que tenho vontade ou até melhor uma oportunidade que apareceu por conta desses pensamentos louco e esquisitos que tenho!
    Na faculdade ou em qualquer lugar que tenha uma aglumeração de gente eu sempre começo a achar que todos estão olhando pra mim e falando coisas sobre essa história de eu ser gay!
    Enfim, eu gostaria muito de ajuda e também gostaria que isso foi esclarecido pra mim, pois eu quero tratar disso o mais rápido possível porque isso está mudando até meu humor!
    Você pode me ajudar, por favor?
    Desde já fico grato e aguardo resposta,

    Léo

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