Tudo sobre o Rivotril

L'Absinthe - Edgar Degas, 1876Uma das medicações mais utilizadas no Brasil pertence à seara psiquiátrica. Trata-se do clonazepam, um tranquilizante da classe química dos benzodiazepínicos que é mais conhecido pelo nome comercial de Rivotril. Vez por outra, vemos reportagens em jornais ou matérias de capa de revista enfocando essa substância, em que se põe em relevância os aspectos negativos do seu uso disseminado. No começo deste ano, uma pesquisa sobre o uso do clonazepam e outros tranquilizantes foi destaque na mídia. Ela revelava que, entre 2009 e 2013, havia ocorrido um aumento de 42% no uso dessas medicações, uma direção oposto ao de países como Inglaterra e Alemanha, onde, no mesmo período, registrou-se uma queda de 30% na comercialização desses produtos na última década. Foi um estrondo. De um lado, os psiquiatras acusavam os colegas de outras especialidades por prescreverem tranquilizantes sem a devida necessidade, e por mais tempo e com uma dose maior do que se recomenda. Muitas críticas foram dirigidas à nossa vida moderna, à pressão da sociedade que não pode parar, aos sequiosos por estar sempre conectados e que só, de fato, relaxam, se ingerirem algum comprimido comprado na farmácia. Claro, não se esqueceu de criticar a ganância dos laboratórios farmacêuticos e a proliferação das farmácias, onde se pode conseguir medicação para o controle de todos os instintos: para dormir, para ficar acordado, para se abrir o apetite, para deixar de comer, para ser um ás sexual, etc.

Não há dúvida que o desenvolvimento dos tranquilizantes benzodiazepínicos foi um marco na psiquiatria, pois proporcionou um tratamento eficaz para pessoas que sofriam com quadros de ansiedade incapacitante, especialmente quando se compara a segurança dessas medicações com o arsenal terapêutico que dispúnhamos antes, como os brometo e os barbitúricos, que causam uma série de efeitos colaterais, podem induzir à psicose e mesmo levar à morte, já que a sua dosagem tóxica é muito próxima da dose terapêutica (se Marilyn Monroe tivesse tomado vários benzodiazepínicos naquela noite de agosto de 1962, ao invés de uma associação de hidrato de cloral com barbitúrico, certamente teria sobrevivido – infelizmente, o diazepam só começaria a ser comercializado no ano seguinte ao de sua morte).  Quando falo em ansiedade incapacitante, é óbvio que não me refiro à ansiedade que todos sentimos no nosso dia a dia, por exemplo, quando o nosso chefe nos liga dizendo que quer falar conosco imediatamente, ou quando se convida aquela garota linda para sair. Refiro-me ao quadro de ansiedade e medo extremo que ocorrem na síndrome do pânico e na agorafobia, ao nervosismo e à tensão constante que caracterizam o transtorno da ansiedade generalizada.

Hoje em dia, parece que não se considera mais os benefícios que uma medicação como o Rivotril pode trazer. Uma paciente que trato com Rivotril por causa de síndrome do pânico me contou que, um dia desses, precisou ir a uma emergência médica por uma razão qualquer, e a médica, na avaliação, lhe perguntou e tomava algum remédio. Ao ouvir o nome do tranquilizante, levantou os olhos da ficha de atendimento sobre a qual rabiscava e encarou, cenhosa, a minha paciente: “cuidado, hein! essa medicação pode causar dependência!” Creio que a médica deve ter pensado que tinha diante de si uma adicta incontrolável. A minha paciente lhe respondeu, cortesmente: “é por isso que estou fazendo fazendo acompanhamento médico”. Eu não teria dito melhor.É claro que a atitude da minha colega médica revela a sua preocupação com a paciente, no entanto, revela também a que ponto chegou a “rivotrilfobia”, ou o “pânico do Rivotril” que acomete a nossa população, e que não poupa nem mesmo a classe psiquiátrica. A crítica que se deve fazer ao uso exagerado ou inapropriado da substância recai sobre a própria substância, como se ela fosse a fonte do mal. O perigo é que os psiquiatras, contaminados pelo imperativo disseminado de se prescrever cada vez menos tranquilizantes, deixemos de utilizar uma excepcional ferramenta terapêutica. Enquanto isso, ela segue sendo prescrita por médicos não psiquiatras, que, decerto, têm boa vontade, porém, menos conhecimento dos protocolos de tratamento e das doses mais adequadas para garantir a efetividade da terapia.
Com o objetivo de trazer mais esclarecimentos a respeito do clonazepam e demais tranquilizantes da classe dos benzodiazepínicos, enfatizando mais os aspectos positivos do que os negativos, segue um texto em forma de respostas a alguns possíveis questionamentos sobre o assunto que, imagino, boa parte da população deva ter.
1. Qual seria principal indicação de uso do Rivotril?
O Rivotril (clonazepam) é um tipo de ansiolítico (isto é, uma substância que diminui a ansiedade) benzodiazepínico, um grupo ao qual pertencem também o Valium (diazepam), o Lexotan (bromazepam), entre outros, e como os demais membros dessa classe, está indicado, na psiquiatria, para os casos de transtorno de ansiedade e insônia. Também é muito empregado como anticonvulsivante.
2. De que forma essa medicação age no cérebro, como ela interage no organismo para trazer os benefícios ao paciente?
O Rivotril atua através do seu efeito no receptor do ácido gama-aminobutírico, mais conhecido por GABA, abundante em todo o sistema nervoso central (SNC). O GABA é considerado o principal neurotransmissor inibitório do SNC dos mamíferos. Basicamente, o Rivotril, como os demais ansiolíticos, potencializa a ação do GABA no cérebro. É assim que o Rivotril exerce as suas propriedades farmacológicas: ansiolítica, hipnótica, anticonvulsivante e relaxamento muscular. A ação desse medicamento é bastante rápida, após alguns minutos de uma única dose, ele começa a agir, o que é muito importante para quem está experimentando uma crise de ansiedade aguda ou para quem precisa dormir depressa.
3. Como o Rivotril traz a calma ao paciente que tem transtorno de ansiedade generalizada ou síndrome do pânico
Com o Rivotril, sucedeu o que frequentemente ocorre na psiquiatria, primeiro, se descobre o efeito clínico e uma medicação, depois, se tenta encontrar em que região cerebral age aquela medicação. Assim, como o efeito da medicação é a diminuição da ansiedade, e como o Rivotril age no GABA, a lógica nos diz que o GABA exerce uma função importante na regulação da ansiedade. Até agora, não se conseguiu verificar ao certo nenhum defeito específico no receptor do GABA que pudesse estar relacionado aos transtornos ansiosos. É provável que, com a ampla distribuição de receptores GABA no cérebro, eles exerçam influência em vários sistemas neuronais e a diferente localização dos receptores pode estar relacionada a um ou a outro quadro clínico, como a ansiedade generalizada, relacionada à área da amígdala cerebral, ou a síndrome do pânico, relacionada à substância cinzenta periaquedutal do mesencéfalo.
4. O Rivotril causa dependência? É o mesmo processo que ocorre com álcool e drogas?
Dentro de um contexto clínico, isto é, usado de maneira controlada, em doses adequadas, por um tempo apropriado, no tratamento de uma doença, muito raramente se desenvolve a dependência. É muito raro que se encontre um padrão de comportamento na pessoa que usa o Rivotril que seja semelhante ao dependente químico, como, por exemplo, muito tempo gasto para se conseguir a substância, o prejuízo em atividades ocupacionais, sociais e recreativas pelo uso do Rivotril. Os quadros de dependência aos benzodiazepínicos são observados com o seu uso fora do contexto clínico, em pessoas que costumam abusar de múltiplas drogas, como o álcool, cocaína, etc.
Não se deve confundir, todavia, a necessidade de se tomar o Rivotril por tempo prolongado com uma dependência da substância. Muitas vezes, é a patologia psiquiátrica em si que demanda o uso continuado da medicação. Quem tem transtorno ansioso crônico e recorrente pode necessitar tomar o Rivotril de maneira contínua.
5. Na prática, muitos pacientes recebem a receita do médico, passam a tomar e depois não voltam mais fazer consultas. O uso indiscriminado desse remédio gera o quê?
O uso indiscriminado do Rivotril pode levar ao seu consumo  excessivo, desnecessário, podendo, sem a supervisão médica, levar a casos de abuso dessa medicação e de dependência. Muitas vezes, o uso inadequado do Rivotril é responsabilidade do próprio médico. Explico. Os maiores prescritos de Rivotril e afins não são os psiquiatras, mas os clínicos gerais. Nem sempre os clínicos estão preparados para fazer o diagnóstico de depressão, que é uma doença que costuma estar associada a vários sintomas de ansiedade e à insônia, Ao invés de prescrever ao paciente um antidepressivo, o clínico lhe prescreve o Rivotril, que não tem efeito antidepressivo, mas ajuda sim a melhorar a ansiedade e até a regularizar o sono. Essa pessoa vai buscar manter o uso do Rivotril, melhorando alguns aspectos do seu problema mental, mas sem resolver o cerne da questão, que é a depressão, com o risco, dessa forma, de cronificá-la.
6. Quais são os efeitos colaterais do consumo de Rivotril?
O Rivotril e a classe dos benzodiazepínicos como um todo são medicações extremamente seguras, com um dos mais elevados índices terapêuticos entre todos os psicotrópicos, isto é, há uma margem muito grande de uma dose que cause um efeito terapêutico em relação à dose que cause um efeito tóxico. Mesmo quando consumidos em excesso numa tentativa de suicídio, a sua letalidade é mínima.
Os efeitos mais comuns são a sedação, podendo ocorrer, em alguns casos, amnésia para fatos recentes. Quando p Rivotril é utilizado à noite, para dormir, efeitos não são notados. Alguns pacientes podem se queixar de dificuldades para reter informações novas, gerando pequenos esquecimentos, do tipo colocar uma coisa num determinado local e após um tempo não se lembrar mais onde a pôs.
7. E como ocorre a abstinência desse remédio?
A síndrome de abstinência ou síndrome de descontinuação é um conjunto de sintomas que aparecem quando da interrupção do Rivotril. Os sintomas mais comuns, nesse caso, são tremores, taquicardia, sudorese, espasmos musculares, dor de cabeça, mal-estar gastrointestinal, insônia. Quando o Rivotril é utilizado em doses adequadas, dentro dos limites terapêuticos, e quando a sua retirada é gradual, praticamente não ocorrem sintomas de abstinência. O uso de doses altas por tempo prolongado e a interrupção abrupta da medicação são os principais responsáveis pela síndrome de abstinência.

Comments

  1. Alberto

    Oi, tenho transtorno de ansiedade, síndrome do panico… ultimamente agravada por fobia a lugares distantes de casa. Fiz tratamento com rivotril durante um tempo, mas a nova doutora resolveu tira-lo e me prescreveu antidepressivos pela manha e lorazepam a noite. O problema é que em menos de 3 meses ja tentei paroxetina, sertralina e fluoxetina, mas passei muito mal com todos estes. Começo a achar que nao me dou com nenhum antidepressivo, ao contrario dos anisoliticos, visto que me dou bem com diazepam, clonazepam, lorazepam… Ja passe tmb por escitalopram e amitriptilina (antidepressivos) e tmb passei muito mal. Estou pensando seriamente em pedir a doutora pra voltar a me dar o rivotril, pois de todas as medicações que tomei ate hj, foi a unica que me permitiu trabalhar fora, pegar trem, sair de casa desacompanhado, etc. Fico com medo da dependencia, mas é como escutei de um Psiquiatra uma vez: “Vc prefere ficar escravo da doença ou do remédio?”…. Pelo visto nao tenho muita opção, já que com esse transtorno a minha vida praticamente para. Abraço.

    • Dr. Deyvis Rocha

      Obrigado pelo depoimento, Alberto. Penso que muitas pessoas passam por situações semelhantes à sua. O importante é seguir sempre a recomendação médica, e que o médico também permita-se a debater com o paciente as melhores opções de tratamento.

  2. edneia stabile

    Tomo rivotril já faz 11anos. No momento 3 gotas. Tenho ansiedade generalizada e síndrome do pânico. Faço acompanhamento com o psiquiatra. Mais não consigo parar não…

  3. Abigail

    Tomo Rivotril ,para tratamentos de transtorno , e insônia e ansiedade me sinto bem.

  4. maria auxiliadora silva

    obrigado pela informaçoes,

  5. Molina Ribeiro

    Tomo meio comprimido de Rivotril a noite e me sinto bem, durmo bem. Queria saber se o Rivotril engorda?

    • Dr. Deyvis Rocha

      Olá,

      Esta não é uma característica comum no Rivotril.

      Att,
      Deyvis

  6. virginia lupinni

    Olá Doutor,
    faço tratamento de depressão há 17 anos. No início comecei com o Olcadil, passei pela Fluoxitina, Tofranil, Tegretol e o Rivotril. O principal sintoma que tenho é a insônia…já fiz 3 polissonografias, inclusive a última na minha casa (para não sair do meu ambiente familiar). Os resultados eram os mesmos; “não entro na primeira do sono”.
    Como tive epilepsia na adolescência (estou com 56 anos) passei a fazer uso do Depakene e tomei também o Dormonid sem efeitos satisfatórios. Tomo 3 mg/noite junto com um comprimido de Dramim e às vezes não durmo e os antidepressivos Serenata e o Lamitor. Sinto que o Rivotril está me deixando com amnésia, penso em algo e no mesmo instante esqueço o que iria dizer ou fazer.
    Meu psiquiatra faleceu e não procurei outro. Lembro-me que ele me disse que iria fazer o desmane do Rivotril, mas não deu tempo para isso. Sou viciada no Rivotril…não vou prá cama sem ele.

    Grata pelos esclarecimentos na matéria.

    Abraços!

  7. Elizabeth

    Já faço uso do Rivotril há mais de 10 anos, pois tenho serio problema de insonia.
    Mais na época que comecei a usar o Rivotril foi em decorrência de um depressão muito forte.
    Hoje faço uso além do rivotril 2 mg , também do Amitriptilina 25 mg.
    Quais os problemas que posso vir a ter em decorrência do uso desses remédios???

  8. Ana Lúcia de Cinque Furini

    Tomo uma dosagem baixa de Rivotril (0,5mg) a noite, acompanhada de Topiramato, para insônia e ansiedade, além de 50mg de Dieloft pela manhã (sertralina), com acompanhamento psiquiátrico mensal . Os sintomas de ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, instabilidade de humor estão melhorando lentamente. Meu médico julga o Rivotril um remédio seguro pelo tempo de uso e todos os possíveis efeitos relatados. Confio nele e sigo rigorosamente suas orientações. Percebo, mesmo entre os leigos, meus amigos, uma certa demonização em relação ao medicamento. Acredito que a mídia deve ter lá seus interesses em tanta informação negativa… quem sabe não temos um novo medicamento para substituí-lo e com um valor de mercado muito mais atrativo? Saúde, infelizmente, também virou um negócio de muitos cifrões, o que é lamentável. Especialmente para nós, pacientes psiquiátricos, que ficamos fragilizados diante de alguns sintomas e somatizações.

  9. maria arlete teles tenorio rocha

    tenho 37 anos, faço acompanhamento com psiquiatra no momento estou sendo medicada com pondera e Rivotril , os médicos que mim deram o seguinte diagnostico transtorno de ansiedade generalizada …..
    apesar desse s medicamentos não estou conseguindo ter uma vida ,acorda em horário para trabalhar,não tenho vontade de mim vestir com roupas e acessórios quando compro já penso na possibilidade de sair , mas na hora fico estranha nem eu mesma mim conheço, pois sempre fui vaidosa e gostava de sair. apenas compro e guardo, fica dentro da sacola. nada mim deixar feliz ou seja com vontade de viver o presente aguardo uma resposta.

  10. Rita roque

    Sem comentários…parece um incentivo ao uso desta medicação QUE PODE E DEVE ser usado de maneira bastante criteriosa porque a dependência que causa a medicação e a retirada do mesmo é tão sofrida qto ao que motivou sua prescrição.

  11. Melissa

    Em tratamento há cerca de 15 anos, já tomei quase toda relação de drogas psiquiátricas possiveis, além de passar por mais de 10 psiquiatras. O maior problema de todos é a falta de conhecimento por parte dos médicos não psiquiatras que preservem psicotrópicos de forma errada e não tem o conhecimento suficiente para fazê-lo. Assim vemos pacientes com muitos efeitos colaterais que até pioram seu quadro é outros sem obter efeitos satisfatórios. Além disso o estigma e preconceito ainda da sociedade de procurar estes profissionais e tratamento dessa ordem; sem mensionar os familiares dos pacientes que necessitam deste tipo de tratamento.

  12. maria jose ferro santiago

    como parar de tomar diclozepam. dizem que temos de fazer o desmaman estou tentando tomo um quarto de noite e as vezes tenho que tomar um sexto pelamanhão difícil para com essa droga

  13. Valeria

    Doutor:
    Tomo benzodiazepínicos há quase 20 anos e gostaria de saber se existe algum programa (ou clínica) para a retirada completa do medicamento aqui no Brasil. Faço tratamento para depressão (que vem de família), já tive síndrome do pânico, e tomava 3 mg de bromazepam por dia. Meu psiquiatra disse que pelo tempo que faço uso de benzodiazepínicos, seria melhor continuar com uma dosagem menor, mas desde que li a respeito dos efeitos do uso prolongado, como mal de Alzheimer e comprometimento da memória, fui diminuindo a quantidade que eu tomava até chegar a 1 mg de Rivotril por dia, mas simplesmente não tenho conseguido diminuir essa dosagem por causa dos sintomas de abstinência, mesmo intercalando os dias que eu tomo.
    Pesquisei então na Internet e descobri que existem programas para a retirada completa em outros países, mas não encontrei nada parecido aqui no Brasil. Meu primeiro psiquiatra também me desencorajou a fazer a retirada total e eu também não dei muita importância na época, mas agora realmente gostaria de parar de tomar esse tipo de medicação, e na verdade, não sei a quem recorrer.
    Site pesquisado:
    http://www.benzo.org.uk/index.htm
    Muito obrigada.

    • Dr. Deyvis Rocha

      Olá, Valéria,

      A verdade é que você pode realmente ser uma pessoa que precise tomar o Rivotril, do contrário, virá a ter crises de ansiedade – talvez as crises que você chama de abstinência sejam o retorno precoce de sintomas ansiosos, aqueles mesmos que fizeram com que os benzodiazepínicos lhe fossem prescritos.
      Não conheço nada parecido aqui no Brasil.
      De qualquer forma, o uso de benzodiazepínicos não conduz indelevelmente à demência. E a sua dose diária é bem baixa.

      Atentamente

  14. martha

    Tenho transtorno boderline. Qual o tratamento correto?
    Uso rivotril e paroxetina.
    Bjs!

    • Dr. Deyvis Rocha

      Olá, Martha,

      A sua pergunta é muito ampla. Se você toma medicação psiquiátrica, deve ser porque um psiquiatra a prescreveu. Talvez ele possa esclarecer a sua dúvida.

  15. Julio Sergio K Guimarães

    O que acontece se misturar rivotril com bebida alcoolica?

    • Dr. Deyvis Rocha

      Olá,

      Depende da quantidade que se mistura. Pode ocorrer muita sonolência e até mesmo a morte.

  16. Rodolfo Rodrigo

    Olá! Fui diagnosticado pela psicóloga com transtorno de ansiedade, depressão, fobia e altos níveis de stress. Fui em dois médicos (clínicos) e um me receitou Cloridrato de Fluoxetina e outro, Rivotril. Estou com medo de tomar o Rivotril devido relatos de dependência. Lembrando que não passei por psiquiatra, o Sr. acha seguro tomar essas medicações, sendo que a primeira é pela manhã e a segunda à noite? Acha que devo antes de tudo procurar um Psiquiatra?

    • Dr. Deyvis Rocha

      Olá, Rodolfo,

      Se você está realmente com um transtorno de ansiedade, ambas as medicações podem ser eficazes. Como você não está seguro a respeito de tomá-los, e isso é bastante normal, eu sugiro sim que você vá a um psiquiatra, para que você possa ter certeza do diagnóstico, para que ele lhe diga se vale a pena ou não um tratamento medicamentoso e, se for o caso de usar a medicação, ele pode tirar qualquer dúvida que você tenha sobre os riscos dos remédios.

  17. Marcos Junior

    Tem dias que eu tomo 40 gotas de Rivotril e mesmo assim não consigo dormir,o que devo fazer,pois tenho uma grande vontade de me libertar desse remédio.

    • Dr. Deyvis Rocha

      Olá, Marcos,

      Acho que você deve debater essa questão com o seu psiquiatra. Não é comum que as pessoas não durmam tomando a dose de Rivotril que você está tomando.
      De qualquer forma, é preciso que se verifique qual é, de fato, o problema que vem levando você a precisar de Rivotril para dormir.

  18. Ligiane Almeida

    Faço uso de rivotril a 5 anos e estou gravida de 6 meses nao consigui parar ,alguem pode me exclarecer os efeitos maleficos para meu bebe ,frisando que :minha psiquiatra nao e muito atenciosa só diz que é contra o uso.
    Grata

    • Dr. Deyvis Rocha

      Olá, Ligiane,

      Eu não recomendaria que você utilizasse o Rivotril na sua gravidez. Não sei o que pode haver com você que a faz necessitar dessa medicação, mas, certamente, há outros recursos terapêuticos que teriam menos efeito sobre o bebê. Veja o que a sua psiquiatra recomendaria como tratamento, no lugar do Rivotril.

  19. Maiane Costa

    Sou estudante do 8º período de Psicologia e estou de férias da faculdade, mas estou aproveitando o “tempo livre” para estudar. Estou fascinada com o conteúdo deste site! Muito bom. Linguagem clara, direta e acessível. Parabéns!

  20. sara cordeiro da silva

    meu caso é que venho tomando meio rivotril á noite p/ dormir e 3 citalopram de dia em dose única pelo psiquiatra, essas doses vem sendo aumentadas 1 citalopram por mes é por isso que estou no terceiro citalopram… percebi que quando tomo meio rivotril á noite p/ dormir e os 3 cita de dia fico um pouco esquecida como relatada no texto acima e quando tomo os 3 citá somente nâo fico esquecida…o que será ?

  21. adnna

    eu gostaria de saber se rivotriu engorda e se posso toar subitramina e fluxetina 20mg

  22. adnna

    gostaria de receber resposta por email

  23. Alba

    Bom dia Dr. Deyves Rocha

    Agradeço as informações valiosas. Há 03 anos passei mal e procurei um cardiologista, o mesmo, após realizar exames me afirmou que tinha síndrome do pânico e me encaminhou a um psiquiatra. Depois disso, passei mal várias vezes e sempre procurava cardiologista, pois não entendia um transtorno psicológico sem motivo aparente. Enfim, um cardiologista me prescreveu procimax e Rivotril 0,25 nas crises. Logo após procurei um psiquiatra que não modificou a medicação e mandou eu desmamar com 08 meses. Fiz isso é neste período fiquei bem. Agora as crises voltaram, desconforto terrível no estômago, falta de apetite, perda de peso, tontura, tremedeiras, suor nas mãos … Incapacidade de resolver problemas simples, quando tomo o Rivotril 0,25 , só no momento da crise, tudo passa. Estou triste porque minha filhinha absorve tudo, não consigo disfarçar. Não tem profissional psiquiatra onde moro, o deslocamento é extremamente difícil. Desabafei. Fica com Deus e espero resolver meu problema algum dia.

  24. Raimundo

    Olá doutora tomo clonazepam a 15 anos em tratamento tomando 2mg, só durmo se tomar e agora tenho que tomar em gotas, quantas será necessário par que eu possa tomar

  25. Rita de Cássia Santo Simões

    Boa tarde, tomo citalopram há 1 ano e meio por ansiedade e panico e estou tomando há tres meses Cimby para tratar fibromialgia e espondiite anquilosante, gostaria de saber se corro o risco de dependencia ao parar, ou se devo tomar sempre… obrigada!

  26. Andrea

    Tomo clonazepam 0,5 ha uns quatro anos, estou tentando parar, essa dosagem é possível deixar logo? E qual a melhor forma de conseguir?obrigada!

  27. Valéria

    Dr.boa tarde! Tomo Rivotril de 2 mg há uns 10 anos por conta d uma síndrome do pânico . Além do Rivotril 1 /noite , tomava 3 comp de imipramina 25 mg pela manhã e 2 à noite , 1 comp de carbamazepina à noite e 2 comp d fluoxetina pela manhã . Tudo devidamente prescrito por minha psiquiatra. Faz quase 1 ano q parei de tomar a imipramina e carbamazepia por minha conta . Tomo o Rivotril e a fluoxetina . Percebi q nmeus reflexos melhoraram . Acontece q à alguns meses voltei a ingerir bebida alcólica quase todo final d semana . Não sinto nada d anormal acontecendo , somente o efeito normal do álcool , mas penso se esta associação poderá me causar algum dano daqui à pouco . A pisiquiatra não sabe q eliminei alguns medicamentos como mencionei e q estou tomando bebida alcolica . O q o Dr me orienta fazer??
    Att.

  28. Jordania

    Bem, a algum tempo atrás procurei um psicologo onde por seis meses me acompanhou através de sessões pessoais e em grupo. Ele me diagnosticou com depressão. Devido ao fim do meu plano de saúde (pois fiquei desempregada) não pude continuar o tratamento. Muita coisa aconteceu naquele ano como rompimento amoroso, desemprego entre outros, foi uma fase ruim mas eu sobrevivi. Dois anos depois comecei a trabalhar em banco e o trabalho ficou puxado, eu era terceirizada. Após quatro anos na função desenvolvi umas dores no trapézio, não conseguia mais dormi, nem sonhar sonhava mais. Procurei um neuro cirurgião que inresponsávelmente me disse que eu tinha “cinco hérnias de disco” e que precisava de infiltrações. Me indicaram um neurocirurgião de renome que logo que me viu, fez uma consulta minuciosa, descobriu minha hipertensão (depois procurei um cardiologista que confirmou) e que após escutar todo o meu histórico disse que meu problema era estresse seguido de uma depressão mau curada. Receitando o Pondera que foi substituído pelo genérico cloridrato de paroxetina (pondera é muito caro), e o libitrol pois eu não dormia bem. Nunca mais senti as dores e voltei a dormi e até a sonhar..rs! E minhas enxaquecas não são mais mensais. Ontem voltei a consulta com ele, após seis meses de iniciado o tratamento. Reclamei que o libitrol não estava fazendo o efeito pois o sono agora estava chegando pela manhã e me foi receitado o Rivitrol de 0,5. Sei que deveria procurar um psiquiatra pois meu pai tem problemas depressivos e eu também mas o plano da nova empresa ainda não cobre. Enfim, questionei o médico sobre a dependência e a resposta que ele me deu foi que eu tomava remédio por necessidade e não por prazer como os viciados em drogas. Diante de todo o relato, hoje posso dizer, agora eu tenho qualidade de vida.

Raul Tavares